sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Veiga faz Lei para instalar bicicletários na cidade





Pensando cada vez na qualidade de vida da população, o vereador Veiga (DEM) fez o Projeto de Lei, já aprovado pelos vereadores, que dispõe sobre a instituição de estacionamento de bicicletas em locais de grande fluxo e de frequência de público.
O projeto busca incentivar o uso de bicicletas por mais pessoas, o que trará uma melhora da qualidade de vida e contribuirá com a sustentabilidade da cidade. Além disso, será uma oportunidade.
O vereador agradeceu aos vereadores pelo apoio na aprovação por unanimidade do Projeto de Lei. “É muito bom ver o apoio a iniciativas como essa, que prezam pela qualidade de vida das pessoas e pela sustentabilidade. Agora aguardamos o Projeto de Lei ser sancionado e promulgado pelo prefeito para que entre em vigor”, disse o vereador.
Segundo o Projeto, caberá ao Executivo, através de regulamento, determinar os locais em que os bicicletários serão instalados. Mas algumas sugestões de Veiga são o CLT (Centro de Lazer do Trabalhador “Ayrton Senna da Silva”), a Praça Brasil 500 Anos e a Prefeitura. Mediante a uma permissão, a prefeitura concederá às empresas privadas o direito de instalarem e a administrarem os bicicletários e também fixará valores das tarifas diárias pelo estacionamento ou pela utilização das bicicletas.

“Esse tipo de biciletário já existe em várias partes do mundo e em cidades brasileiras com grande êxito. Será um avanço para nossa cidade’, explica o vereador. 








Edição n.º 952 - Página 05





Compartilhe vida - DOE SANGUE!







Edição n.º 952 - Página 06

CLIENTE – PROTAGONISTA DE TODA MARCA DE SUCESSO


“Você pode sonhar, criar, desenhar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo... Mas é necessário ter pessoas para transformar seu sonho em realidade...” – Walt Disney


Seja produto ou serviço, o único objetivo dos empreendedores, é atender e satisfazer seus clientes. Seja empreendedor individual, micro, pequena, média ou grande empresa, esta é a razão de existir, que é comum a todos!
Pode soar mal, parecer absurdo, mas ainda há quem considere que faz um favor, ao prestar um bom e honesto atendimento. Há quem acredite poder ter sucesso, sem investir no conhecimento e prática do bom atendimento, sem conhecer bem seu cliente, que é para quem realmente trabalha.
No próximo dia 15 de setembro é o Dia do Cliente. Ótima oportunidade para empresas e prestadores de serviço, conhecerem e homenagearem as “molas propulsoras” do negócio – seus clientes!
Grandes empresários como Walt Disney, Henry Ford e Bill Gates, tiveram humildade suficiente para admitir o segredo do sucesso – manter o foco em quem efetivamente faz o negócio acontecer. E o foco é o cliente/ consumidor/ paciente/ freguês/ leitor/ internauta/ público/ telespectador/ ouvinte... A nomenclatura pode variar, de acordo com o tipo de negócio ou serviço. O foco, jamais.

Desde os bancos de dados, até a rotina do negócio, podem fornecer todo o material necessário para o aprimoramento e excelência do atendimento. Digo que podem, porque nem sempre estas preciosas informações são bem aproveitadas. Muitas vezes, a rotina tão corrida acaba por justificar a desatenção e até mesmo o pouco caso, o que é um absurdo, mas muito real. De tempos em tempos é preciso parar e avaliar o desempenho das atividades. Aliás, esta prática também é excelente no plano pessoal. É assim que mantemos a rota, quando tudo vai bem; ou optamos por uma guinada, quando os resultados são insatisfatórios.
O que seria de nós, do Notícias, sem nossos assíduos leitores? Não haveria propósito, nem razão de existirmos. Não faria sentido editar e distribuir nossos exemplares, toda sexta-feira, chova ou faça sol...
Continuamos contando com todos vocês, leitores, anunciantes e colaboradores, para cumprirmos nosso propósito de ser e existir. Opinem, sugiram, comentem; por e-mail, rede social ou telefone. Queremos e precisamos ouvi-los sempre. Por tudo e por cada um, somos gratos.









Edição n.º 952 - página 07



A (in)justiça da bolsa-família




O governo federal deu, neste ano de 2014, os seguintes reajustes de valores: para os aposentados 5,7%; para o trabalhador ainda na ativa 7,5% e para o Programa Bolsa-Família 10%.

Verifiquem que o reajuste para o Programa Bolsa-Família foi o maior, enquanto que para os aposentados foi o menor.

Desculpem, mas não posso deixar de considerar — pelo menos considerar — que o reajuste da Bolsa-Família foi maior pelo fato do indiscutível interesse que o atual governo tem no sentido de garantir o voto de quem não tem compromisso com o trabalho. Afinal, um em cada quatro brasileiros está cadastrado no Bolsa-Família. Na realidade, são 45,8 milhões de beneficiados, sendo a maior parte concentrada no Nordeste e, especificamente, no Ceará, sendo que a Bahia é, hoje, o maior estado em número de beneficiados, como informa o secretário nacional de Renda e Cidadania do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Luis Henrique Paiva.

Também não posso deixar de considerar que o Programa Bolsa-Família tem o seu mérito. Mas, é inegável que houve um desvirtuamento da ideia original, visto que esse Programa é meramente assistencialista e não contribui para melhorar a inserção dos seus beneficiários no mercado de trabalho. E quando isso eventualmente ocorre, acontece de forma precária.



E observem que em comparação com quem está trabalhando, inserido no mercado de trabalho, esse trabalhador ganha menos.

E o que dizer quanto aos aposentados? A cada ano que passa a defasagem é maior, o aposentado vai ganhando menos. O país, hoje, tem mais de trinta milhões de aposentados! A distribuição da renda pelo governo é desigual, eu diria até odiosa no instante em que privilegia quem não trabalha em detrimento de quem trabalha e de quem já trabalhou por muito e muito tempo. O nosso dinheiro, em razão dessa politicalha, vai para quem nunca trabalhou 35 anos na vida, que é o tempo que o cidadão tem que comprovar para ter o benefício — benefício? — da aposentadoria. Mas não é assim que o governo enxerga e pratica as coisas, já que só pensa em garantir sua permanência no poder!

Vamos pensar e refletir. Vamos analisar os candidatos e verificar quais aqueles que buscam implantar políticas sérias, honestas, que efetivamente habilitem as pessoas a pescar, não só a receber os peixes em troca de votos. Afinal de contas, as eleições estão à nossa porta!...












Edição n.º 952 - Página 08 


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O Brasil dividido em vários “Brasis”


Não tem essa besteira de Brasil-Brasil-Brasil, isto é coisa para os iludidos de minha marca, que agora estão abrindo os olhos. Agora tem o Brasil das mulheres e o Brasil dos homens, o Brasil dos negros, o Brasil dos brancos, o Brasil dos evangélicos e o Brasil dos católicos, e nem sei quantas categorias, tudo é dividido direitinho e entremeado de animosidades: todo mundo agora dispõe de várias categorias para odiar.” (João Ubaldo Ribeiro, O Estado de S.Paulo, 03/11/2013, Caderno 2, C7)


Na semana em que se comemora a Independência do Brasil, e com a proximidade da eleição de novos governantes e legisladores do Estado e dos estados, cabem algumas reflexões a respeito desses “Brasis” que foram se criando desde o 7 de setembro de 1822, divididos entre “nós” e “eles”, além de entremeados daquelas outras animosidades de toda sorte.
Já no ano passado (O Estado de S.Paulo, 16/11/2013), o professor da USP e da PUC-SP Oliveiros S. Ferreira elogiava D. Pedro I e constatava que “os que fundaram o Império são vistos até hoje como indivíduos não só estúpidos, como sem etiqueta alguma no trato social. Não importa que D. Pedro I tenha dado ao País uma Constituição que durou mais de 40 anos com uma única emenda, revogada quando ficou claro que a unidade do Estado estava em jogo. A Guerra do Paraguai não decorreu de uma invasão do território nacional – foi feita pelo Brasil a mando da Inglaterra! Outras tantas atitudes foram tomadas por pressão dos norte-americanos. Seria de estranhar que um País sem História, sem brasileiros, portanto, sem consciência de Brasil, fosse hoje não um Estado, mas a reunião de corporações? É de estranhar que não saiamos da crise, se todos os nossos males são sempre dados como efeito da índole da raça e dos interesses externos?”.
Por outro lado, o empresário e economista Gastão Reis Rodrigues Pereira escreveu (O Estado de S.Paulo, A2, 03/09/2014): “Otto von Bismarck e D. Pedro II sabiam, como estadistas que eram, que a política e as políticas públicas precisam ser conduzidas com visão de longo prazo. Quando os interesses escusos de curto prazo predominam, é certo que a coisa vai desandar, como está ocorrendo. Basta ler os jornais e as revistas. Ou ir ao supermercado conferir os preços.”



Talvez uma maneira de reunir esses vários “Brasis” em que o Brasil se encontra dividido e categorizado seja ir votar, em outubro, elegendo quem proponha programas e políticas públicas educação, saúde, segurança, cultura, etc. de médio e longo prazo, visando ao bem comum de todos os cidadãos, e não apenas ao bem estar imediato dos seus.
É urgente aproveitar a oportunidade de fazer a parte de cada um para melhorar a qualidade dos políticos que serão eleitos: que se exija deles mais verdade, justiça, ética e interesse em todo o povo brasileiro e não apenas naqueles que votaram neles.
Anular o voto, votar em branco ou não ir votar (cidadãos entre 16 e 18 anos, ou de mais de 70 anos) favorece a continuidade da divisão do Brasil em “Brasis” cheios de animosidade.  


















                                                                                                   Edição n.º 951 - Página 01

Racismo e Preconceito




É impressionante que, ainda nos dias de hoje, nos deparermos com uma cena grotesca, ocorrida durante uma partida esportiva, onde um grupo significativo de pessoas, se considerando superiores, pela diferença do tom de pele, gritam e ofendem um atleta.


A sexualidade, preferências políticas e religiosas, classe social e diferenças raciais, rixas esportivas e musicais... Tudo tem sido passível de preconceito e agressões verbais e físicas.
Bom seria que cada um usasse seu tempo ocioso para praticar solidariedade.


Sim, existem milhões de instituições que necessitam de mão de obra voluntária para darem andamento aos seus projetos. 
Em São Vicente, existe uma escola de Surf que desenvolve projetos maravilhosos.  Lá existem alunos de todas as idades, dos 7 aos 73 anos, portadores de Síndrome de Down, Paralisia Cerebral e alunos que buscam reabilitação. Em março deste ano, 42 pessoas vieram de Dourados/MS, para um final de semana diferente. Dez monitores, quatro cadeirantes, dois deficientes visuais e trinta portadores de deficiência intelectual tiveram o primeiro contato com o mar. Sem dúvida, inesquecível para aqueles que tiveram o privilégio de participar deste projeto. (Alex Costa é o Mestre que vem à frente desta escola, e ela se localiza na Av. Ayrton Senna da Silva, Itararé, São Vicente)
Acordem pra vida! Ninguém é melhor do que ninguém! Estenda suas mãos e construa um mundo mais humano, mais digno para todos. Ajudar, além de tudo, é gratificante. Pensem nisso!












Edição n.º 951 - Página 02

O LADO BOM DA VIDA!...



No cotidiano da vida nos deparamos com situações agradáveis e desagradáveis. Temos atitudes negativas e pessimistas ou atitudes positivas e otimistas.
Existe um relato do escritor OMAR SOUKI, que nos ajuda a entender a influência que temos ou sentimos na convivência com as pessoas. Escreve ele: “Quando criança convivia com certa freqüência com dois tios, um por parte de pai, o outro por parte de mãe. Um era pessimista e o outro otimista. Ambos tinham passado por dificuldades na infância, pois vinham de famílias pobres e começaram a trabalhar cedo para ajudar em casa.
A vida não tinha sido fácil para eles, mas enquanto um vivia de cara fechada e resmungando, o outro andava com um belo sorriso e tinha sempre algo agradável para dizer. Enquanto o pessimista me criticava e tinha pouca paciência com os sobrinhos, o otimista se lembrava do meu aniversário e me dava presentes. O pessimista passou pela vida pressionada por dificuldades financeiras e morreu cedo. O otimista está vivo até hoje, já passa dos 80 anos e aproveita sua aposentadoria para viajar pelo mundo.
Desde cedo, percebi que era melhor ser otimista do que pessimista. Por isso, buscava me espelhar no tio que era mais alegre e expansivo. Ele passou a ser a minha inspiração e, nos momentos de tristeza, eu me aproximava dele. Parece que ele tinha o poder de transformar o meu humor. De conversa agradável, mantinha seu foco no lado bom da vida. Até hoje, procuro me relacionar tanto na família como nos negócios, com pessoas de alto astral, de pensamento positivo, e atitude otimista. Isso porque, “querendo ou não, os outros nos influenciam.”
Se escolhermos viver com intensidade o dom da nossa vida, precisamos encarar sempre o seu lado bom.

Convivemos com pessimistas e otimistas. Desse modo, é importante estar ao lado daqueles que melhoram nosso astral, e nos ajudam a fazer do “limão uma limonada”.
Ver as coisas com otimismo não significa abstrair os problemas e dificuldades que a vida apresenta. Mas, significa enfrentar tudo com energia e esperança. Significa contar com a colaboração das pessoas da nossa convivência e não desanimar.
E DEUS, o Senhor da vida, nos ilumina e guia o nosso olhar para enxergarmos sempre o lado bom da vida e das pessoas.
Temos muito a agradecer!
   














Edição nº 951 - Página 03



PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO













Edição n.º 951 - Página 06


VAREJO – EXPANSÃO CONSTANTE


“Varejo consiste em todas as atividades que englobam o processo de venda de produtos e serviços para atender a uma necessidade pessoal do consumidor final. O varejista é qualquer instituição cuja atividade principal consiste no varejo, isto é, na venda de produtos e serviços para o consumidor final. Quando se fala em varejo, logo surge na mente a imagem de uma loja, porém, as atividades varejistas podem ser realizadas também pelo telefone, pelo correio, pela internet e também na casa do consumidor.” – Juracy Parente.





O varejo brasileiro se modificou muito nos últimos vinte anos.
Para visualizar melhor as transformações ocorridas no mercado varejista, é interessante seguir a linha de raciocínio de Juracy Parente, autor do livro Varejo no Brasil – gestão e estratégia.
A ampliação da participação de grandes varejistas globais no mercado brasileiro, como Wal-Mart, Carrefour e Casino, trouxe novas técnicas de gestão. Com essa mudança de cenário, varejistas brasileiros (como Mesbla e Mappin) se viram sem condições de fazer frente à concorrência, o que foi fatal para estas empresas.
A partir de então, ficou claro que informação e conhecimento são cada vez mais imprescindíveis à sobrevivência dos empreendimentos varejistas. As modificações do ambiente tecnológico, econômico e social, no qual está inserido o varejo brasileiro, estão transformando completamente este ramo.
Algumas tendências que estão impulsionando tais transformações são: o aumento da globalização, que multiplica a presença de grupos e franquias internacionais no mercado varejista brasileiro; o acelerado processo de consolidação, com cada vez mais um pequeno número de empresas assumindo crescente participação no volume dos negócios; o consequente aumento do poder do varejo, que passa a impor condições de fornecimento, devido aos grandes volumes de negócios.
Mais do que nunca, baixo custo e alta eficiência no canal de distribuição são imprescindíveis para o sucesso varejista. A criatividade tem sido uma tônica no setor – novos formatos e composições surgem a todo tempo.
O mercado responde às necessidades e exigências do consumidor. O aumento da renda ‘per capita’, a ‘busca da conveniência’, a ‘falta de tempo’ e o trânsito caótico nas grandes cidades, têm direcionado as mudanças de comportamento e os hábitos de compra.
As ofertas de produtos e serviços procuram atender a demanda crescente, com a tendência de reuni-las em um mesmo espaço, inclusive para que o consumidor tenha uma experiência de socialização e lazer durante as compras.
Por essa razão, é cada vez mais comum que as lojas tenham balcões de café, água e sucos, salas de estar com TV e sofás confortáveis. Desta forma, até a espera, quando se faz necessária, passa a ser um momento agradável. Tanto para o consumidor, como para seus acompanhantes.
Como o maior foco hoje está no cliente e no marketing de relacionamento, a tecnologia de bancos de dados possibilita aos varejistas desenvolverem um relacionamento individualizado com o consumidor, com o objetivo de fidelização do cliente.



O autosserviço é um estilo de operação que tem aumentado em alguns setores como lojas de material de construção, material de escritório, brinquedos, autopeças, confecções, farmácias e restaurantes.
O sucesso dos restaurantes por quilo expressa bem que há muitos clientes que aprovam o estilo do autosserviço, que além de oferecer preços competitivos, dá ao cliente a liberdade de escolha, de acordo com suas preferências.
Os centros de compras planejadas – shopping centers, inicialmente eram direcionados para os consumidores das classes A e B. Atualmente, com o aumento do poder de compra da classe C, os shoppings já passaram a atender este público, com mix de lojas adequado.
O varejo nos centros comerciais de rua, varia de acordo com a região onde se situa, podendo ter características mais populares, atendendo aos segmentos das classes mais baixas; ou características mais sofisticadas –  lojas exclusivas, com artigos de luxo e pitorescos, atendendo às classes mais altas.
Os principais setores varejistas no Brasil são: o varejo de alimentos, as revendas e lojas de carros, os postos de gasolina, as lojas de eletrodomésticos e o varejo de confecção, que movimentam a economia de forma positiva e significativa, a despeito dos números, que não têm sido nada animadores.











Edição n.º 951 - Página 07 


Tempus fugit



“Todos estamos matriculados na escola da vida, onde o mestre é o tempo.” (Cora Coralina)


Feliz Natal para todos! Como diria Virgílio “sed fugit interea fugit irreparabile tempus”, “mas ele foge: irreversivelmente o tempo foge". É, o tempo foge, na verdade, voa.
O ano está chegando ao fim. Já estamos em setembro, nos aproximando do Natal. Eu não sei se o tempo passa por nós ou se nós passamos pelo tempo. O fato é que o tempo que passa não passa depressa. O que passa depressa é o tempo que passou. Estamos atrelados ao relógio, esse fantástico instrumento que mede o tempo e direciona a nossa vida. Como diria o saudoso Rubem Alves, “sentia que o relógio chamava para o seu tempo, que era o tempo de todos aqueles fantasmas, o tempo da vida que passou… Tenho saudades dele. Por sua tranquila honestidade, repetindo sempre, incansável, ‘tempus fugit’. Ainda comprarei um outro que diga a mesma coisa. Relógio que não se pareça com este meu, no meu pulso, que marca a hora sem dizer nada, que não tem histórias para contar. Meu relógio só me diz uma coisa: o quanto eu devo correr para não me atrasar… Mas o relógio não desiste. Continuará a nos chamar à sabedoria: ‘tempus fugit’… Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será…”.
Hoje, com o progresso da ciência e o desenvolvimento da tecnologia temos, inquestionavelmente, uma vida mais longa e melhor. Estamos envelhecendo com mais qualidade de vida. Mas, apesar disso e com tudo isso, não temos como aprisionar o tempo. Quando o fechamos nas mãos, ele nos escapa pelos vãos dos dedos. E, quando nos damos conta, passou. E com ele a vida. E com a vida, nós também passamos, chegamos ao fim. A propósito e ainda me referindo ao lúcido pensamento de Rubem Alves, tenho medo de morrer e ir para o céu. Eu me sentiria um estranho por lá…
A escritora Clarice Lispector, em sua obra “Um sopro de vida”, referindo-se ao tema em comento, diz que o tempo passa depressa demais e a vida é tão curta. Então — para que eu não seja engolido pela voracidade das horas e pelas novidades que fazem o tempo passar depressa — eu cultivo um certo tédio. Degusto assim cada detestável minuto. E cultivo também o vazio silêncio da eternidade da espécie. Quero viver muitos minutos num só minuto. É por isso que temos que viver cada minuto com a intensidade que a fome da vida nos proporciona.

Em razão disso, “carpe diem”! Aproveite o dia como se fosse o último da sua vida: abrace os seus amigos, diga aos seus entes o quanto são queridos, peça perdão dos seus erros, desculpe-se com quem, porventura, tenha magoado, enfim, externe sua humanidade, esse dom precioso que você tem, o que nem os anjos possuem. Feliz Natal!











Edição n.º 951 - página 08

“BUTECO DO LEÃO”

Texto e Fotos
Tom Santos






Foi um encontro por uma causa nobre, de inspiração do Lions Clube Valinhos, com apoio exemplar da NONA, divulgação de NOTÍCIAS DE VALINHOS e envolvimento de todos vocês, Leões, por uma digna ação benemérita.
O título do evento tem muito a ver com o valinhense Adoniran Barbosa, que foi aniversariante do mês de agosto, e que completaria 103 anos, se estivesse vivo.

Como relembramos na edição n.º 949 de Notícias, em 1954, há 60 anos, nosso Adoniran foi selecionado pelo diretor cinematográfico Lima Barreto, para estrelar o filme “O Sertanejo”, no papel de Antônio Conselheiro. Mas, infelizmente, o filme que já tinha cenografia definida e figurinos prontos, foi suspenso, porque a empresa Vera Cruz faliu.

Mas como Adoniran não “entregava os pontos” com choramingos, em 1957, a amiga Aracy de Almeida entregou-lhe uma sugestão enviada por Vinícius de Moraes, Embaixador do Brasil na França. Nada mais, nada menos, que o texto de “Bom Dia Tristeza”. Assim, nosso Adoniran se tornou parceiro de Vinícius.






Edição n.º 951 - Páginas 04 e 05