Edição n.º 961 - página 06
sábado, 15 de novembro de 2014
BOM NEGÓCIO
“A fortaleza do jornal não é dar notícia, é
se adiantar e investir em análise, interpretação e se valer da sua
credibilidade.” – Carlos Alberto Di Franco
Assim como em um jornal, é
prudente que assim seja, em vários ramos de negócios. O varejo, se dinamizando
e reinventando, a cada dia, é a maior prova desta afirmação.
O maior desafio do varejo é
relacionar-se e vender, onde, como e quando o cliente quiser, integrando ao
máximo todas as plataformas disponíveis. A loja física ainda tem muita força na
hora da aquisição de produtos e serviços - nada melhor do que ter em mãos o que
se deseja e necessita. Para tanto, é preciso investir, acima de tudo, em
pessoas – em treinamentos robustos, eficientes.
O vendedor do ponto de venda
moderno e eficaz, passou a ser um consultor. Diferente do funcionário que
ficava no encalço do cliente, quase sempre importunando, este consultor se
dispõe a atender e orientar, sem pressionar ou constranger. Está sempre atento,
de forma gentil e com prontidão, percebendo as solicitações, antes mesmo que
sejam verbalizadas. Desde a preocupação com o conforto e bem estar, até
informações e especificações técnicas relativas aos produtos e serviços
oferecidos. Dou um exemplo – estive numa loja de shopping com minha filha, num
dia de chuva. Lá estava eu, carregando o guarda-chuva, enquanto olhava as
peças. Antes que procurasse um lugar para apoiá-lo, a moça que havia se
apresentado para me atender, se ofereceu para guardá-lo (e ela não o ‘arrancou’
da minha mão, como já aconteceu em outra ocasião). Parece bobagem, de tão
simples. Não é.
Outro exemplo - no mesmo
shopping, várias lojas e quiosques deixam os smartphones à disposição dos
potenciais compradores. Afinal, como já disse, nada como olhar, pegar e
experimentar, antes da aquisição! São tantos modelos e configurações, que é
difícil mesmo entender. Ainda mais, escolher. Mas, num quiosque em particular,
fomos atendidas e orientadas, de acordo com as necessidades que apresentamos.
Com o aparelho em mãos, o rapaz mostrou todas as funções e recursos
disponíveis, de forma clara, simples e muito simpática. Hoje é preciso conhecer
muito bem os produtos e a natureza humana, para realizar um bom negócio. E um
bom negócio é aquele que é bom para o proprietário do estabelecimento, para o
colaborador e para o cliente.
A loja precisa oferecer
experiências e soluções. Informações precisas sobre produtos e condições de
aquisição, pagamento e entrega, facilitação nos casos de troca de mercadorias,
espaço físico adequado, oferta de outros serviços e de personalização de
produtos – a chamada ‘customização’. Mais do que nunca, a marca tem força e
credibilidade, independente do ponto de contato ou do canal de comunicação. É
hora de investir na capacitação e integração das equipes.
Este é o varejo do futuro, já presente.
Edição n.º 961 - página 07
PENSANDO O “15 DE NOVEMBRO”
Confesso
a vocês, meus leitores, que nunca processei muito bem a forma como a República
foi instalada no Brasil. Apenas para lembrar, no dia 15 de novembro de 1889, o
marechal Deodoro da Fonseca declarou o fim do período imperial. Naquele mesmo
dia se formou um governo provisório. Assim, o marechal se tornou o primeiro
presidente da história do Brasil. Ciente de que não conseguiria de forma alguma
reverter tal situação, o imperador D. Pedro II, já velhinho, apenas aceitou a
vontade dos militares e retornou para Portugal, com toda a família imperial,
inclusive a Princesa Isabel que, até hoje, tem um carisma todo especial entre o
povo brasileiro, constatado recentemente numa enquete promovida pelo SBT, em
que ela ficou em segundo lugar no concurso televisivo: "O maior brasileiro
de todos os tempos".
Aliás,
o jornalista Aristides Lobo, por ocasião da proclamação da República, escreveu
que o povo assistiu àquilo
bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava. Muitos
acreditaram seriamente estar assistindo a uma parada militar.
A
propósito, ainda hoje, a população brasileira simplesmente ignora o que o
feriado comemora. Muitos agradecem por uma pausa a mais no trabalho, e procuram
curtir o feriado, descansando e passeando, sem demonstrar interesse algum pelo
que a data busca rememorar e reverenciar. Isso confirma, quase todos os anos,
de que o golpe de 1889 foi mesmo impopular, visto que não contou com a adesão
do povo, e até hoje é tratado com indiferença pela população. É apenas um
feriado a mais no calendário nacional.
Porque
não valorizamos o “15 de Novembro” como o fazemos nas comemorações de fundação
de nossos municípios? É interessante observar como o feriado de 15 de novembro
nunca teve o prestígio que requereria como data cívica, tratando-se apenas de
uma efeméride nacional. Isso leva à reflexão: por que a data não empolga? Por
que os governos não aproveitam também para realizar eventos no sentido de
valorizar a cidadania, a democracia e outros temas de interesse público nessa
semana? A grande contribuição poderia ser no sentido de defender a democracia,
o seu aperfeiçoamento. Afinal, hoje este é o grande desafio: fortalecer a
democracia, em todos os aspectos. Fala-se tanto em reforma política, tão necessária,
para os ajustes que aprimorem o sistema democrático. Nem mesmo é feito um
pronunciamento dos governantes nesta data. Tudo isso leva ao pouco interesse em
pensar a realidade brasileira, cultural e política, em momentos assim. O
feriado teria mais sentido se houvessem iniciativas que justificassem a sua
existência. Vejam, por exemplo, as datas de aniversário dos municípios
brasileiros, que são sempre bem comemoradas, em nível local. Por que com a
proclamação da República há este descaso todo?
Talvez
haja uma explicação para isso, que o próprio Aristides Lobo havia percebido: a
forma com que o povo ficou alheio a tudo o que aconteceu. A derrubada da
Monarquia não foi um movimento popular (ao contrário, por exemplo, do
abolicionismo). A instituição da República talvez nunca tenha empolgado pelo
simples fato de que não teve apelo popular. Que o “15 de Novembro” então
suscite reflexões do que podemos fazer para aperfeiçoar cada vez mais a nossa
democracia, pelo desenvolvimento do Brasil. É uma proposta para que a data
seja, no mínimo, valorizada.
Edição n.º 961 - página 08
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Números estarrecedores
“Está péssimo o clima político em
Brasília. Uma dezena de partidos disputa um naco do próximo governo da
presidente reeleita. Os 39 ministérios serão insuficientes para aplacar os
ânimos. Pelo menos 20 ministros serão demitidos e vão ruminar suas mágoas no
time de políticos derrotados. Talvez por essa razão a petista tenha seguido sua
receita mais conhecida nessas horas. Ontem, ela se reuniu com seu mentor, Luiz
Inácio Lula da Silva”. (Fernando Rodrigues, Folha de S.Paulo, 5/11)
Nada indica que a presidente reeleita terá quatro anos
fáceis pela frente. Muito ao contrário. A crise de energia está chegando ao
auge. Da mesma forma, a crise de abastecimento de água. Além disso,
considerem-se todos os desarranjos da economia: inflação mal resolvida, juros e
gastos públicos em alta, investimentos em baixa. “A lista é grande, e sugere a
necessidade de um freio de arrumação. Se a freada vier em 2015, quanto tempo
será preciso para reacelerar?” já perguntava José Roberto de Toledo no artigo “Eleito para perder”
(O Estado de
S.Paulo, 14/04), apenas para concluir: “Essas divagações vão além dos
quatro anos, que é o horizonte da maioria dos cálculos políticos e eleitorais
no Brasil. São, portanto, para o padrão nacional, de longo prazo. E no longo
prazo estaremos todos mortos”.
Merece atenção também o número exagerado de ministérios,
num país que apresenta números escandalosos no Índice de Desenvolvimento Humano
(IDH), na educação e na economia, inclusive correndo perigo, segundo
especialistas, de enfrentar uma recessão. Os Estados Unidos, maior economia
mundial, têm 15 ministérios; a Alemanha, 14; a França, 16; o Reino Unido, 17; o Chile, país com o maior IDH da
América Latina, tem 20.
Ou seja, inchar o erário público com 39 ministérios (ao
custo de 58 bilhões de reais!) não é sinônimo de melhorias na administração. É
só comparar com a lista de países com maior número de pastas ministeriais do
mundo: o Congo tem 40 ministérios; o Paquistão, 38; Camarões e
Gabão, 36.
O humor da charge de Sponholz extrapola na representação
de uma reunião ministerial. “Tantos ministros estão lá mais para atender às milongas políticas
e menos para cuidar de nós, pobres contribuintes com parca saúde, má educação,
insegurança, pífia infraestrutura, estradas esburacadas, etc. Isso não pode
funcionar, é muito ministro batendo cabeça! Antes do PT no poder, o último
governo militar, de João Baptista Figueiredo, tinha 16 ministérios. Depois
Tancredo aumentou para os 21 que José Sarney manteve. Collor radicalizou:
reduziu para 12; aí entrou Itamar e subiu para 22; Fernando Henrique terminou o
último ano com 24; Lula subiu para 37 e Dilma, agora, tem os famigerados 39!”
(josevaillant.blogspot.com.br, 20/05/2013)
Que receita mágica resultará dos conselhos do mentor para
a pupila? Aplacará os ânimos da dezena de partidos? Dará um freio de arrumação?
Terá tempo de reacelerar o desenvolvimento brasileiro?
Quem viver, verá!
Edição n.º 960 - página 01
MISSÃO CUMPRIDA
A função de um jornal é
transmitir a notícia de uma forma que venha a
“estimular a capacidade de
pensar, refletir, analisar, comparar, criticar, justificar, argumentar, inferir
conclusões, generalizar, buscar e processar informações, produzir
conhecimentos, descobrir, pesquisar, etc., tanto de quem a elabora como de quem
a lê...” (NOTÍCIAS, Ed. N.º 958, p2).
Quando recebemos esta PROVA
DE CARINHO, temos a certeza que estamos alcançando esse objetivo,
cumprindo nossa missão!
A pesquisadora da agência
FACTUAL, pesquisando em Valinhos quais os jornais mais lidos no município,
propositalmente não incluiu NOTÍCIAS, que em março de 2015
completará 19 anos graças a sua aceitação como veículo de informação.
Edição n.º 960 - página 02
Circulando...
A escritora Sue Bender nos conta um fato
interessante no seu livro “O Sagrado Cotidiano”.
“O que está fazendo?”, perguntou a aeromoça,
verdadeiramente curiosa, enquanto eu cortava e colava pequenos pedaços de papel
retirados de uma pilha.
Estou escrevendo um livro. Esta grande pilha
de papéis é o Prefácio. Quando eu terminar, ele terá duas páginas.
“Costumo fazer círculos”, disse a aeromoça,
parecendo muito contente consigo mesma. Então, explicou: “Antes, eu não
conseguia progressos”.
Foi uma encantadora surpresa. Eu não havia
dito uma palavra a respeito de círculos, ou falado a ela sobre a imagem de
tantos objetos que eu vejo como um círculo.
“Eu era, na verdade, ineficiente”,
prosseguiu ela, mas agora, além de meu emprego como aeromoça, faço um trabalho
extra vendendo cosméticos. Aprendi a programar as coisas por escrito: ir ao
correio, ir ao banco, etc... Aprendi a ordenar minhas prioridades. Estou mais
concentrada e sei o que estou fazendo. Agora, quando me levanto pela manhã,
isso é uma parte do círculo. E no final do dia completo o círculo.
“Um dia é um círculo”.
Como é interessante considerar o dia como
sendo um círculo. Ele tem início de manhã e à medida que vamos vivendo ele vai
se completando e fechando...
No começo do dia é preciso definir quais as
prioridades das nossas tarefas. E também estar disponível para os imprevistos.
Vamos sentir mais satisfação ao final do dia se fizemos o que consideramos
importante e necessário.
O tempo é algo valioso e significativo. É importante vive-lo bem! Às vezes nos parece
que passa rápido e não dá para fazer tudo o que pensamos... Em outras situações
parece lento e até sem objetivo...
Só nós vamos dar sentido, colorido e
significado para cada minuto da vida. E isso, não só ao nível pessoal, mas
também nos grupos sociais que participamos.
Cada grupo, cada comunidade, só cresce se
desenvolve e transforma seu meio, quando estabelece suas prioridades. Quando
tem claros seus propósitos e caminhos, e age na direção deles.
Que o grande círculo de nossa vida, esteja
sendo traçado na alegria, na luta pela realização dos nossos ideais, na
convivência harmoniosa e compreensiva com as pessoas apesar das dificuldades,
na serenidade, no entusiasmo que não esmorece...
Que o tempo precioso da nossa vida esteja
sendo amado, aproveitado e intensamente vivido. Que esteja sendo envolvido pela
gratidão por tudo o que somos e temos.
Assim seja!
Edição n.º 960 - página 03
VACINAÇÃO: UM ATO DE AMOR!
Muitas mães ainda se
recusam a permitir que seus filhos sejam vacinados, por receio dos efeitos colaterais....
Pois é... eles existem, mas
são raros!
Vacina é uma substância
produzida com bactérias ou vírus (ou partes deles) mortos ou enfraquecidos
que ao
ser introduzida no corpo humano,
provoca uma reação (imunização) do sistema imunológico, promovendo a
produção de anticorpos (leucócitos) contra aquela substância.
Desta forma, a vacina
prepara o organismo para que, em caso de infecção por aquele vírus específico,
o sistema de defesa possa agir com força e rapidamente.
Assim a doença não se
desenvolve ou, em alguns casos, se desenvolve de forma branda.
Atualmente, existem vacinas
para diversas doenças (gripe, malária, poliomielite, febre amarela, rubéola,
tétano, etc) e até mesmo contra determinados tipos de alergias. As campanhas de
vacinação, coordenadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde) têm conseguido
controlar e, em alguns casos, até mesmo erradicar doenças.
Infelizmente ainda existem
várias doenças fatais que ainda não possuem vacina ou algum tipo de antídoto.
Salvo alguns casos em que
os pacientes são conhecidamente alérgicos a alguma das substâncias utilizadas
nas vacinas, devemos nos deixar imunizar, bem como imunizar nossas crianças.
Segundo a Dra. Felipa
Prata, Infectologista pediátrica, as reações adversas dividem-se em 3 grandes
grupos, reações locais, sistêmicas e alérgicas:
As reações adversas
locais, podem ocorrer em até 50% das doses administradas, dependendo do
tipo de vacina e não são graves.
As reações sistêmicas,
apresentam sintomas comuns e inespecíficos (tais como dor, febre) e muitas
vezes não se sabe se são provocados pela vacina ou por uma infecção viral
concomitante. Os sintomas são geralmente ligeiros, simulam uma forma ligeira da
doença e ocorrem após um período de incubação, geralmente entre 7 a 21 dias.
A reação anafilática
é a mais grave, colocando em risco a vida do indivíduo. Porém, ocorre numa
frequência muito pequena, inferior a 1
para cada meio milhão de doses administradas.
O risco pode ser minimizado, se previamente à administração, for
pesquisada a existência de antecedentes pessoais ou familiares de doença
alérgica. Surgem, geralmente, pouco tempo após a administração, sendo tanto
mais graves quanto mais precoces. Por este motivo, pessoas vacinadas deverão
permanecer sob observação durante 30 minutos. Todos os postos de vacinação
devem ter um protocolo de emergência e possuir o equipamento para primeiros
socorros em caso de reação anafilática.
O principal é que o risco
de morte ou prejuízo sério ao organismo do indivíduo devido à gravidade de
qualquer uma das doenças previníveis por vacina é sempre superior ao risco de
um efeito colateral ou reação adversa à vacina!!
Vamos erradicar doenças!!
Edição n.º 960 - página 05
NOVEMBRO AZUL
Santa
Casa de Valinhos promove ação do Novembro Azul
no combate ao câncer de próstata
A Santa Casa de Valinhos
abriu oficialmente na quarta-feira, 5, as atividades voltadas para a
comemoração do “Novembro Azul”, mês mundial de combate ao câncer de próstata.
Os funcionários vestiram a cor azul ou usaram o laço azul da campanha e
participaram da palestra “Saúde do Homem” – DST- Doenças Sexualmente
Transmissíveis, que esteve a cargo do fisiologista Dr. José Ricardo Joaquim de
Oliveira, do Grupo Biologia e Saúde.
O evento foi promovido pela
Educação Permanente sob a responsabilidade da enfermeira Daniele Navarro. O
objetivo de reunir os funcionários foi mostrar que a saúde do homem interfere
diretamente na saúde da mulher e vice-versa. “Informação, mais prevenção,
resultam em saúde, porque a doença não tem preconceito e todos estamos
sujeitos, daí a importância de estarmos todos juntos contra o câncer”, destaca
o fisiologista.
O mês de novembro chama
atenção especialmente dos homens sobre a necessidade fazer o exame preventivo
de próstata e Dr. José Ricardo lembra: “Um toque pela vida, um drible no
preconceito”.
Durante o mês de novembro
sempre às sextas-feiras, todos os funcionários da Santa Casa de Valinhos
vestirão a cor azul, chamando atenção dos pacientes, dos visitantes para
necessidade da prevenção e do cuidado com a saúde.
Edição n.º 960 - página 06
QUEM É O HOMEM QUE VAI ÀS COMPRAS
Para quem comercializa
produtos e serviços, é essencial saber para quem vender e como este consumidor
se comporta, qual seu perfil. Daí a importância das pesquisas e estudos.
Afinal, alinhar demanda e oferta, possibilita o sucesso de qualquer empreendimento.
E nada mais respeitoso, que oferecer ao cliente aquilo que ele deseja, com as
melhores condições.
Diante das mudanças sociais
e de comportamento, hoje em dia os homens participam mais ativamente das
compras da casa, independente de classe social, região, nível de instrução,
estado civil ou faixa etária. Mas têm características e anseios próprios.
Para conhecer um pouco
melhor os homens que vão às compras, a Toolbox realizou uma pesquisa com 600
homens, com idade entre 18 e 70 anos, nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, que
frequentaram supermercado pelo menos uma vez por mês.
Através do infográfico
acima (Fernanda Pelizon/Conhecimento e Conteúdo Grupo Padrão) fica mais fácil
visualizar os perfis do shopper
masculino. Mas uma coisa é certa – todos somos consumidores e queremos respeito
e transparência. O resultado de ações pautadas nestes valores é satisfação,
respeito mútuo e fidelidade. Tanto nas relações comerciais, como nas pessoais.
Estar atento às mudanças e disposto a investir em novas posturas e atitudes,
encurta o caminho para o sucesso.
Edição n.º 960 - página 07
Abençoada chuva!
Poderia iniciar este artigo
escrevendo sobre o que precisa ser feito para garantir o abastecimento de água
nos municípios brasileiros.
Poderia continuar falando
sobre os problemas que afligem mais de perto os municípios e os cidadãos que
vivem debaixo do racionamento de água a eles imposto há meses.
Poderia disser ainda como
muita gente mudou seus hábitos para enfrentar a crise que, algum tempo atrás,
parecia que nunca iria acontecer.
Poderia também discorrer
longamente sobre a falta de investimentos dos governos e órgãos públicos para
combater a estiagem.
Poderia lembrar, para não
fugir do lugar comum, da “bolsa estiagem”, que é um auxílio financeiro de R$
80,00 que cada agricultor — que trabalha com a família — afetado pela seca
recebe mensalmente, desde que viva em municípios em situação de emergência ou
calamidade pública reconhecida pelo governo federal. Que, estranhamente, não
vale para nenhum agricultor do Estado de São Paulo.
Poderia comentar o
resultado das políticas e medidas de emergência e as obras para enfrentar uma
das maiores estiagens da história e evitar o racionamento na capital.
Poderia! Mas não! Vou,
simples e singelamente, agradecer a chuva destes últimos dias que caiu e regou
a terra, limpando o ar.
Abençoada chuva!...
Aqui,
o que mais desejo agora, em reverência às gotas d’água que molharam o chão, é cantar,
ainda que em tom desafinado, com a minha netinha Gabriella — que é fã incondicional
do Patati e Patata:
“Ontem tive um sonho tão legal
Ia pelo mundo viajando sem parar
Fui por desertos e vales
Rios, montanhas e mares.
Hoje eu vi o céu escurecer
Tinha tantas nuvens que não dava pra
contar
Acho que a natureza, veio pra nos
ajudar.
E a chuva caiu, molhando o chão
Crescem as flores nasce a plantação
E o céu se abriu em todo lugar
Todos sorrindo vamos juntos brincar”.
Ah!... Se esse sonho se
tornasse realidade, como a humanidade seria melhor e todos nós mais felizes!
Edição n.º 960 - página 08
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