sexta-feira, 14 de agosto de 2015

PARODI: CINCO GERAÇÕES DE FOTÓGRAFOS


Matéria publicada na Edição n.º 75 de 22 de agosto de 1997



Há 138 anos,  em 1852, nascia Nicolau Parodi, em Gênova.
Dele descendem todos os Parodi que conhecemos, daqui da Rua 13 de Maio. Isto é o mesmo que dizer que uma significativa ramificação da história da fotografia brasileira mora em Valinhos.
Para chegar ao moderníssimo laboratório, hoje instalado por esta quinta geração dos Parodi, em Valinhos, existe uma distância de mais de um século, no tempo, além de muita pesquisa, tentativas e experimentos dos abnegados precursores!
Nicolau Parodi tinha espírito de desbravador, e aventurou-se a viajar  em navios para conhecer o mundo.
Indo de porto em porto, chegou finalmente ao Rio de Janeiro, em 1866.
Com 18 anos, este marujo encantou-se com o Rio e ficou por lá. Um ano mais tarde, veio para São Paulo, esqueceu o gosto pelo mar e começou a trabalhar na maquete do Museu do Ipiranga, dando vazão a uma outra habilidade sua: a marcenaria.
As saudades da Itália, no entanto, fariam o jovem italiano retornar à Europa. Lá pelos idos de 1906P, arodi conheceu Giuseppe Droghini, tido como mestre da fotografia, funcionário do estúdio do Vaticano. Parodi logo se interessou pela novidade que surgia, e quis saber mais a respeito dela. Este novo interesse e a amizade travada com Drogo entusiasmaram demais, e ele mergulhou no mundo deslumbrante da fotografia.
O discípulo foi tão dedicado, que quando estava com 55 anos, e quis vir morar no Brasil, conseguiu convencer o mestre Droghini a acompanhá-lo, e a ficar por aqui durante três anos!
Nesta volta ao Brasil, Parodi veio com destino certo: Itatiba. Na bagagem que traziam da Itália, os dois imigrantes também trouxeram seus equipamentos, dos quais fazia parte cinco câmeras-caixão, de madeira e fole.
O que havia de profissional na Europa, chegava ao Brasil pelas mãos desse Parodi, determinado e pioneiro.
Como Parodi e seu filho  João eram também marceneiros, fizeram várias caixas diferentes para as máquinas fotográficas, o que tirou as características orginais delas.
Os Parodi se deram muito bem em Itatiba, mas também se expandiram para Campinas, Bragança e Lins.
Em 1955, há 42 anos Nicolau Vinicio Parodi resolveu aventurar-se e abriu um estúdio fotográfico , em Valinhos. O  sucesso foi tão significativo, que hoje, os Parodi podem afirmar que estão consagrados como a família pioneira da fotografia brasileira, que tem, em sua quinta geração, a seguinte seleção: Marcos  Vinicio, Luiz Henrique, Ana Maria, Paulo Sérgio e José Francisco (Chico)

Tom Santos




Edição n.º 999 – página 08

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