sexta-feira, 27 de março de 2015

Arte de governar e “malasartes”



"A arte de governar consiste exclusivamente na arte de ser honesto." (Thomas Jefferson, 1743/1826, terceiro presidente dos Estados Unidos)


A colunista Miriam Leitão escreveu em O GLOBO  (22/03) que “a presidente Dilma tenta falar mais, para mudar a comunicação, mas parece exasperada em cada entrevista improvisada que tem dado ultimamente. Fala em diálogo e ataca os que quer atrair para o diálogo. É criticada pelos seus e pelos outros. Notícias de brigas entre criatura e criador ocupam as páginas dos jornais, claramente vazadas pelo criador, que assim se distancia de tão atrapalhada criatura.”
Já Arnaldo Jabor, no seu peculiar modo agressivo, argumenta em O Estado de S.Paulo (24/03, C8) que “a crise nos ensinou que a corrupção de hoje não é um pecado contra a lei de Deus – é um sistema, uma ferramenta de trabalho. A crise nos mostra que não há mais inocentes em Brasília – todos são cúmplices. A crise está abrindo nossos olhos. Ouso dizer que, por vielas escuras e mal frequentadas, a crise é útil porque nos dá uma porrada na cara para deixarmos de ser bestas”.

     
Pedro Malasartes é figura tradicional nos contos populares da Península Ibérica, e a menção mais antiga do personagem está numa cantiga datada do século XIII. Ele é tido como exemplo de trapaceiro invencível, astucioso, cínico, inesgotável de expedientes e de enganos, sem escrúpulos e sem remorsos.


Se a arte de governar consiste na arte de ser honesto, as “malasartes” descaradas, cínicas, sem escrúpulos e sem remorsos do lulopetismo se refletem nessas fotos da presidente que apareceram no Estadão: 1. na de Dida Sampaio (10/02, capa), em que ela tem o semblante carregado de exasperação; e 2. na de Fabio Motta (24/03, A4), em que transparece todo o seu isolamento acabrunhado.


Como afirma Luiz Felipe Pondé (Folha de S.Paulo, 23/03): “Temos que reconhecer: chegamos ao fim de uma era. O PT vive seu outono. Melhor voltar para o pátio da fábrica onde nasceu e de onde nunca deveria ter saído. Há que se ter uma certa grandeza, mesmo no pecado (o desejo de poder é o pecado máximo de toda a política), e o PT se revelou incapaz até de pecar com elegância. Mas a água passa debaixo da ponte. Quatro anos é tempo bastante para se afogar na vergonha. E, aí, a humildade será mesmo essencial, não? Sim, mas o PT é pura empáfia.”
Será que essa situação inesgotável de expedientes e de enganos continuará inalterável por mais três anos e nove meses?
Ricardo Noblat (O GLOBO, 22/03) afirma que “cobrar nas ruas a saída de Dilma não é crime. Nem configura golpe, como diz o PT. Apenas não derrubará necessariamente a presidente. Melhor infernizar a vida dela, fazendo-a pagar caro pelos erros que cometeu - entre eles o de mentir para se reeleger”.
É remédio amargo tanto para ela, no planalto, como para os brasileiros das planícies: já estamos pagando caro demais, nós e eles (para usar esta dicotomia tão cara ao lulopetismo)...














Edição n.º 980 – página 01

Ser tão sertão



“Lugar sertão se divulga: é onde os pastos carecem de fechos. O sertão está em toda parte. Quando o senhor quiser sonhar, sonhe com aquilo... só estas veredas, veredazinhas. Sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte que o poder do lugar. Sei o grande sertão? Só quem sabe dele é urubu, gavião, gaivota, esses pássaros: eles estão sempre no alto, apalpando ares, com pendurado pé, com o  olhar remedindo a alegria e as misérias todas” – João Guimarães Rosa, Escritor



Parafraseando Guimarães Rosa
É incoerente você criar, trabalhar e produzir sentindo a emoção de quem está atuando em um sertão deserto.
Sentindo a sensação de que o deserto se alastrou, invadindo gabinentes, repartições, secretarias e todos os poderes. O mais desconcertante é ter a nítida impressão de que administradores públicos e legisladores conseguiram apagar de seus registros mentais, os compromissos assumidos.
...Apenas veredazinhas de esperanças são percebidas, quando um ou outro membro da máquina administrativa confessa o descontentamento geral e lamenta a impotência da “união”, em clima de velório cívico.
Sonhar com o “passado de promessas” não é consolo e não resolve o “presente de inatividades”. A falta de um programa dinâmico de ação política esmorece o progresso. Felizmente, o político eleito tem tempo limitado no poder. É bom que ele se lembre disso.
O que ainda reanima a comunidade é que ela detém o poder do voto e este poder se depura com a lucidez, a experiência e a avaliação crítica atenta dos atos (ou da falta deles) dos políticos eleitos. Ser tão esperançoso é não se amofinar com a indiferença dos políticos-múmias, que demonstram acreditar que posto eletivo é sarcófago onde eles podem ficar instalados por milênios.
A indiferença deles chega a “esfolar” seus eleitores. Mas este “esfolar” será como a ação do lapidador de diamentes, que burila a pedra, lhe dá forma e extrai as impurezas, fazendo aparecer a beleza do brilho.
Nossas misérias vão se transformar em alegria, em tepo futuro.
O desgosto dos colaboradores voluntários e dos eleitores esquecidos, por certo servirá de “elixir cívico”, capaz de induzi-los para novas veredas:
Agora que já sabemos que a pior seca não é a da ausência de água dos desertos, e sim a falta de compromisso com a palavra empenhada; que o sertão mais sem fechos não é o geográfico , mas o político desinteressado, vamos seguir o exemplo dos pássaros que voam alto.
A medida provisória mais à mão talvez seja repensar a nossa maneira de confiar em homens de pensamento político limitado.
Votemos então no próximo período eleitoral, revigorando nosso sentimento cívico e exercendo o direito de influenciarmos na mudança e determos a continuidade dos traiçoeiros seres tão sertões.



















Edição n.º 980 – página 02

O ANÚNCIO DESAFIADOR!



Um homem postou-se na praça do mercado e dirigiu-se à multidão: “Povo deste lugar! Vocês querem conhecimento sem dificuldade, verdade sem falsidade, realização sem esforço, progresso sem sacrifício?”.
Logo se juntou um grande número de pessoas, com todo mundo gritando: “Queremos, queremos!”.
“Excelente”! Disse o homem. “Era só para saber. Podem confiar em mim, que lhes contarei tudo a respeito, caso algum dia descubra algo assim.”




Provavelmente nós também diríamos “queremos”. Mas... Sabemos que não adianta negar as tensões que as forças adversas e contrárias nos causam, nem ficar sonhando com um mundo sem dificuldades. Os problemas ou contrariedades fazem parte do cotidiano da vida, assim como as ondas e ventos fazem parte do jogo do mar.
Nossa mente precisa ser flexível para aceitar que tudo isso é natural e que é necessário enfrentar e restaurar nosso equilíbrio interior.
Como conseguirmos o sucesso e nos sentirmos mais realizados?
Conforme o filósofo e escritor Jim Rohn são quatro os passos para se conseguir isso: O passo número um: são as boas idéias. Colecionar boas idéias para os negócios, para os relacionamentos, para todas as atividades que tiver. O passo seguinte: são os bons planos. É preciso haver planejamento, saber claramente o que quer, como e quando. O terceiro passo para o sucesso, é que ele pode ser realmente desafiador. Precisamos dar tempo a nós mesmos e ir dominando aos poucos o que é novo para construir as mudanças.
E o último passo é aprender a resolver problemas. E problemas de todo tipo, em todas as circunstâncias da vida. Toda contrariedade é uma oportunidade para crescer.
Diz o filósofo Tagore: “Não se cruza o mar sentando-se para admirar a água”.
E, Deus, nosso Pai, nos inspira e fortalece para sermos geradores de boas idéias, elaboradores de excelentes planos, capazes de lidar com o tempo e habilidosos em resolver problemas.
Queremos viver a vida como um presente valioso e muito precioso! Com nossas atitudes e decisões precisamos mostrar para nós mesmos e aos outros que somos merecedores desse dom.




















Edição n.º 980 – página 03

‘Cidade Limpa’ chega ao 3º final de semana e passará por mais 24 bairros



Megaoperação de combate à dengue já retirou 350 toneladas de materiais inservíveis, possíveis focos da dengue



O terceiro final de semana da megaoperação ‘Cidade Limpa’, desenvolvida pela Prefeitura por meio da Secretaria de Obras e Serviços Públicos, prossegue neste sábado (28) e domingo (29), coletando materiais em mais 24 bairros. A ação prosseguirá até 26 de abril e a expectativa é passar por 139 localidades.
“Nos dois primeiros finais de semana da ação, foram visitados 33 bairros e recolhidos mais de 350 toneladas de materiais inservíveis, com um total de 131 viagens de caminhão realizadas”. A informação é do secretário Eliseu Dias.
Ele ainda destaca que a população tem colaborado, colocando o material para a coleta logo pela manhã, no dia da operação. “Isso facilita o trabalho dos nossos agentes de limpeza”, ressaltou.
Neste sábado, a operação percorrerá os bairros: Jardim Alto da Colina, Jardim América 2, Jardim Paraná, Jardim Jurema, Beira Rio, Shamgrilá, Vila Vitória, Vila Colega, Vila Faustina I e II e Chácara das Nações.
Já no domingo, a população do Jardim Alto da Boa vista, Jardim Santa Helena, Jardim Santa Emília, Jardim Recanto dos Pássaros I e II, Jardim Novo Horizonte, Jardim Maria Llydia, Vila Moleta, Jardim São Francisco, Lenheiro, Vila Santana, Jardim Celani e Parque Monte Verde deve ficar atenta.  Em caso de chuva forte, a ação será transferida para o final de semana seguinte.




Recomendações
Para facilitar o trabalho dos coletores, é recomendável separar e colocar na calçada, em frente aos seus imóveis, os materiais inservíveis a partir das 8 horas. De acordo com o Código de Posturas do município, as equipes não podem retirar restos de podas de árvores, entulhos e resíduos industriais.
A campanha de limpeza e de conscientização que fez de Valinhos referência regional em ações preventivas, contribuiu para a redução recorde de casos de dengue entre as cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC).



A iniciativa está entre as prioridades da administração do prefeito Clayton Machado e considerada a mais eficiente forma de evitar a proliferação da doença. As equipes recolhem objetos em desuso como móveis velhos, eletrodomésticos quebrados, peças de metal, entre outros.
A programação completa será divulgada no site da Prefeitura (www.valinhos.sp.gov.br), na página da Prefeitura no Facebook (/PrefeituradeValinhos) e pela imprensa. A população recebe folhetos com detalhes da campanha no dia da visita das equipes.
Mais informações podem ser obtidas pelos telefones 3829-6033 da Secretaria de Obras e Serviços Públicos ou 3829-5675 da Secretaria da Saúde.





Edição n.º 980 - página 04



PÁSCOA DIVERTIDA



A Páscoa é comemorada  antes mesmo da era cristã.
Teve início na conquista da liberdade dos hebreus que viviam como escravos no Egito. E esta liberação coincidiu com a primavera, ocorrida na bacia do Mediterrâneo, entre o final de março e início de abril. Os judeus comemoram com refeição em família, compartilhando na ocasião,  pão ázimo e o vinho.
A partir da era cristã, comemora-se a ressurreição, a volta de Cristo. E é a festa mais importante do calendário Cristão, sendo também comemorada com reunião familiar, onde além de compartilharmos o alimento, também damos e recebemos ovos de chocolate, como símbolo da fertilidade e renascimento.
Aproveitando o feriado que antecede ao domingo de Páscoa, uma sugestão muito produtiva é passar um tempo diferente com as crianças, que estarão em casa, com a energia costumeira que, se não bem direcionada, deixa muitos pais com cabelos em pé...
Uma das coisas desestressantes, inclusive para adultos é fazer coisas com as mãos , recortar, desenhar, pintar.
Existem muitas ideias que podemos desenvolver com rolos de papel higiênico, guache, canetinhas e algodão, que ficam lindas; além de mostrar pras crianças que mais importante do que o valor material do presente, é o tempo e carinho que você utilizou para demonstrar seu amor.


















Edição n.º 980 – página 05

Vereador Veiga



O Vereador Veiga na sessão do dia 24 deste mês protocolou três moções de congratulações pelo trabalho, desempenho, dedicação e importância das ações dos envolvidos abaixo, em prol da comunidade, como segue:

Jornal “Notícias”, circula em Valinhos, Vinhedo e Louveira e, neste mês de março, completa 19 anos de existência e de inegável contribuição dada à imprensa livre e independente, agindo como elemento de atualização essencial para a sua comunidade leitora e que já se inseriu no seio das famílias que recebem os exemplares do jornal graciosamente.  
Seu editor, o jornalista Tom Santos, homem de irreprovável conduta e que se dedica incansavelmente à continuidade da existência desse semanário, com matérias atualizadas e politizadas sobre as sociedades locais e do país. Nesta luta, conta com colaboradores de reconhecida capacidade intelectual, política, social, econômica, profissional e acadêmica como, dentre outros, os mais presentes, Maria Inês Otranto, Josefina Palácio, Beatriz Sauerweing, Cristina Morse e Wilson Vilela.

Academia Corpo Livre, há 33 anos trabalha em prol da cultura valinhense. Mais recentemente este trabalho foi coroado com o 2º lugar no International Dance Festival Tanzolymp de Berlim. Este evento é um dos três mais importantes festivais de dança do mundo e seus jurados são renomados profissionais da área. A Moção parabeniza às diretoras e proprietárias Elisete Juliato Spadácia e Gláucia Rosana Maria Pisciotta pela bela trajetória e pelo seu reconhecido mérito no exterior.

Ao engenheiro agrônomo Antônio Fernando Ferreira Mouraria, pela campanha que vem desenvolvendo em prol do trânsito, intitulada “Campanha Paz no Trânsito”. O objetivo desta é debater um dilema de nossos tempos: a violência no trânsito das cidades brasileiras que, segundo estatísticas oficiais, só perdem para a Índia em quantidade de vítimas fatais. A campanha além de motivar discussão, propõe valores que devem permear nossa convivência sadia e pacífica em todos os ambientes, em especial o trânsito, já que esse pode ocasionar, como de fato ocasiona, muitas fatalidades.















Edição n.º 980 - página 06

PORQUE HOJE É O SEU DIA










Edição n.º 980 - página 07

Haitianos no Brasil


A presença de haitianos no Brasil era inexpressiva antes da instabilidade política que afetou o Haiti entre 2003 a 2004. Desde então, com a presença dos militares da força de paz da ONU, constituída em sua maioria por brasileiros, os haitianos passaram a ver no Brasil um ponto de referência. Depois do terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o país caribenho em 12 de janeiro de 2010 e que provocou a morte de mais de 300 mil pessoas e deixou cerca de 300 mil deslocados internos, a imigração haitiana ao Brasil ganhou grande dimensão.
Segundo o governo do Acre, desde dezembro de 2010, cerca de 130 mil haitianos entraram pela fronteira do Peru com o Estado e se instalaram de forma precária nos estados do Pará, Acre, Amazonas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os haitianos chegam a Brasiléia, no Acre, de ônibus e são orientados a procurar a delegacia da PF solicitando refúgio. A PF expede um protocolo preliminar que os torna "solicitantes de refúgio", obtendo os mesmos direitos que cidadãos brasileiros, como saúde e ensino. Eles também podem tirar carteira de trabalho, passaporte e CPF, sendo registrados oficialmente no país, aguardando a concessão de residência permanente em caráter humanitário, com validade de até 5 anos. E, muito embora os haitianos não sejam considerados refugiados no Brasil, posto que não estejam sofrendo perseguição em seu país, por motivos étnicos, religiosos ou políticos, o governo brasileiro abriu uma exceção, em razão da crise humanitária provocada pela catástrofe de 2010, concedendo-lhes um visto diferenciado.
Há três anos o Acre tem recebido uma boa leva de imigrantes haitianos. Eles chegam primeiro ao Peru e à Bolívia e depois se instalam em território brasileiro. Nesse tempo, o governo federal — e imigração é um problema federal — não moveu uma palha nem para impedir a entrada ilegal nem para alojá-los ou lhes arrumar emprego, mas estimula o fluxo ao regularizar a situação e anunciar ao mundo que eles são bem-vindos. Mais do que isso o governo passa a alardear que a chegada desses haitianos é uma evidência da pujança do Brasil. O assunto até foi tema da redação do Enem em 2012. A tese era a seguinte: antes, o Brasil era pobre e expulsava mão de obra; agora, na gestão petista, é rico e atrai mão de obra. O governo brasileiro, de resto, é um crítico de países que criam dificuldades para a entrada ilegal de imigrantes. Resultado: há uma explosão de haitianos no Acre, especialmente na cidade de Brasiléia. Vivem em condições miseráveis, em acampamentos imundos. O governo Dilma não faz nada. Tião Viana, governador do Acre, seu aliado partidário, teve uma ideia: “Ah, vamos mandá-los para São Paulo”. E foi o que fez. Consequência: instalou-se uma crise política entre os governos do Acre e de São Paulo desde que o primeiro começou a despachar, com o auxílio do governo federal, centenas de haitianos que estavam no abrigo da cidade de Brasiléia para a capital paulista mostrando como o país está despreparado para lidar com as questões humanitárias. Daí surge a indignação do jornalista Reinaldo Azevedo, quando assim se expressa: “Não me digam! Ora vejam! O governo do PT decide aplicar uma política de portas abertas a toda e qualquer imigração ilegal. Basta ir chegando. Não só pratica isso como alardeia seu malfeito. Não contente, ainda se orgulha dele e o transforma em teoria e até em tema de redação do Enem. E depois joga a batata quente no colo alheio... Agora pense um pouquinho, leitor: imagine se é o governo de São Paulo a agir dessa maneira. Imagine se Geraldo Alckmin tivesse resolvido lotar alguns ônibus com nigerianos, por exemplo, e os enviado a estados administrados pelo PT. A essa altura, as milícias petistas nas redes sociais o estariam tachando de racista, de higienista e de fascista. Quando, no entanto, um governo petista envia imigrantes que ele próprio recebeu a outro estado como se fosse uma leva de gado, aí não! Aí se trata de política humanista, certo? Tenham paciência! E o que fez, até agora, o Ministério da Justiça, de José Eduardo Cardozo, a quem compete cuidar do assunto? Nada! Se Dilma quisesse que a pasta funcionasse, não teria escolhido Cardozo para cuidar dela. Só gente ocupada tem tempo de fazer o que deve”.
A esse passo, o que me parece importante ter em mente é que o Brasil ainda não é potência mundial para querer abraçar todos os males do mundo. Temos milhões de pessoas vivendo na miséria ainda (o último levantamento do Censo registrou mais de 10 milhões morando em favelas). Receber imigrantes ou refugiados é sempre algo positivo e humano, mas é preciso cuidado, pois não adianta receber tantos haitianos que vivem fugindo da miséria se eles irão encontrar o mesmo destino por aqui. É preciso ter cautela nesta situação. O Brasil já ajuda o Haiti a se reestruturar com sua missão de paz. Porém, a corrupção também atinge a ONU, os governos/parceiros envolvidos na reconstrução do Haiti e algumas ONG’s que posam de bons moços e nada fazem de concreto. É preciso uma medida coerente do Governo — e não se veja essa medida como xenófoba (aversão a pessoas ou coisas estrangeiras) — em limitar o acesso dos haitianos para evitar que eles encontrem aqui o mesmo fantasma que os perseguia em sua pátria.












Edição n.º 980 - página 08

sábado, 21 de março de 2015

A bola dividida dos “cumpanheros”



Com a economia parada, o Congresso em pé de guerra e manifestações convocadas contra e a favor da presidente Dilma Rousseff, o Brasil assiste a um jogo de entradas duras e resultado imprevisível.” (caderno Aliás, Estado de S.Paulo, 15/03, capa)




“Para se sustentarem no poder, Lula e Dilma foram fartamente beneficiados pelo mensalão e pelo petrolão, esquemas montados e operados em seus governos, com a regência de seus sócios partidários — esses aos quais Lula e Dilma permaneceram publicamente solidários mesmo com toda fama, com toda grana, com toda lama. A gente vai levando, e o Brasil, esbofeteando o óbvio, resolveu aceitar que a presidente e o ex não sabiam de nada. Aí vem o doleiro do petrolão, sob os juramentos da delação premiada, informar: “Sim, eles sabiam de tudo”. O que está faltando? O que mais precisa acontecer para que o país exija a investigação direta desses governantes que presidiram a “institucionalização” do roubo?”, se pergunta Guilherme Fiusa (O GLOBO 14/03).
O desejável é que "os envolvidos no escândalo da Petrobras — todos, enfim, que urdiram e deram aval à trama criminosa — brevemente estejam enfrentando as consequências de seus atos. Um a um, eles vão aparecendo. Sua identificação é fácil: no histórico da corrupção e dos desmandos administrativos que ameaçam o futuro da Petrobras ficaram, indeléveis, as impressões digitais do lulopetismo”, diz o Editorial de O Estado de S.Paulo (06/02, A3).
                        

Na música do Luiz Ayrão, a “Bola Dividida” tem outro sentido: “Será que essa gente percebeu, que essa morena desse amigo meu / Tá me dando bola tão descontraída, só que eu não vou em bola dividida / Pois se eu ganho a moça eu tenho o meu castigo / Se ela faz com ele, vai fazer comigo...” Aqui, a  bola dividida é o amor de uma morena.
No campo de futebol, a bola dividida é a própria.
Mas na metafórica bola dividida da situação política institucional destes dias que correm (há mais de 12 anos), ela pode ser ilustrada pelas cabeçadas que dão entre si a presidente, os 39 ministros (os que aparecem e os que ninguém vê ou ouve), o Congresso e as passeatas a favor e contra tudo isso que está aí.
No entanto, o criador e mentor do poste eleito permanece quedo e mudo. Mas, “se Dilma tem culpa pela bagunça na economia, Lula tem responsabilidade por tê-la colocado na Presidência e pela herança de mensalões e petrolões. No mínimo, as responsabilidades têm de ser divididas, porque nada disso teria acontecido e perto de dois milhões de pessoas não teriam saído do aconchego do seu lar para despejar irritação nas ruas se não fosse por Lula. Mas ele sabe como ninguém tanto se beneficiar das grandes ondas a favor quanto se preservar nas horas de adversidade, como agora. Lula não entra em bola dividida, só vai na boa”, escreve Eliane Cantanhêde (O Estado de S.Paulo, 18/03, A7).
E o atual é  jogo de entradas duras e resultado imprevisível, feito com a delicadeza e o jeitinho proverbial de elefantes guiados por “condutores” de intenções inescrupulosas. que não entenderam a fala do povo: “que Dilma já não merece sua confiança; que não quer mais, encastelada no governo, uma quadrilha que assalta sistematicamente a Fazenda Pública; que não mais tolera uma administração que não trabalha para benefício de todos, e sim para a perpetuação de um projeto de poder que repudia, por antidemocrático e divorciado do interesse nacional; que não quer sustentar com seu suado trabalho uma oligarquia que se refestela no engodo, na corrupção e na desmoralização das instituições” (Editorial, O Estado de S.Paulo, 17/03, A3).
Haja paciência para ir levando essa situação, apesar de toda a má fama, de toda a grana surrupiada, de toda a lama no planalto!













Edição n.º 979 - página 01





O Restaurante da Nona






A história da epopeia familiar se iniciou em 1977, quando Evaristo sugeriu criar condições financeiras para que a então jovem Ana Maria (Nina) pudesse montar uma escola de cabeleireiros em Valinhos, graças a seu destaque entre os formandos de uma escola de cabeleireiros de Campinas.
Dona Ninha, Nona e tia Maria começaram a fazer salgadinhos para ajudar a Nina ‒ menina de 16 anos que despontava como uma profissional exemplar ‒ a pagar o aluguel de um imóvel para o seu negócio.
Em 1978, numa banca simples e despojada começou a funcionar o “Restaurante da Nona”, vendendo salgadinhos e refrigerantes para a vizinhança que ia ao salão de beleza da Nina.
A qualidade das refeições era tão boa que o “boca a boca” atraiu comerciantes, diretores de empresas, gerentes e funcionários de bancos, e as famílias valinhenses em geral.
A Elisa e o Evaristo, que tinham instalado uma loja de cosméticos, também foram conquistados pelos temperos da Dona Ninha, da Nona e da tia Maria.
A família toda trabalhou no restaurante no período de 1985 até 2010.
A partir dessa época, uma parte da família montou outro restaurante, mas a Elisa e a Nina continuaram unidas como a terceira geração do “Restaurante da Nona”.
O jornal NOTÍCIAS de Valinhos é testemunha do sucesso desse empreendimento há 19 anos.


















Edição n.º 979 – página 02