sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Eu quero é botar meu bloco na rua



Descobri o “brincar” como a paixão particular do brasileiro. Na França é “le Droit (o Direito)”. Na Espanha, “el honor (a honra)”. Na Inglaterra, “humour (o humor)”. E nós somos o brincar.” (Beth Milan, autora de romances, ensaios, crônicas e peças de teatro)




Os guaches sobre papel feitos por Portinari na década de 1960 ilustram, aqui, essa paixão do brasileiro por “brincar”, atitude que se explicita principalmente no carnaval.
E a marchinha carnavalesca de Sérgio Sampaio, inscrita no IV Festival Internacional da Canção de 1972 traduz o mesmo gosto:


Eu quero é botar meu bloco na rua
brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
gingar, pra dar e vender

Eu por mim queria isso e aquilo
um quilo mais daquilo, um quilo menos disso
é disso que eu preciso ou não é nada disso
Eu quero é todo mundo nesse carnaval...

A letra de “Eu quero é botar meu bloco na rua” é cheia de metáforas, porque, na época da ditadura militar (1964-1985), como a censura era muito forte, os compositores usavam as letras de suas canções para passar para a sociedade mensagens de não concordância com a brutalidade e a forma como o país era governado. Naquela época, o exército levava tropas para as ruas, numa demonstração de força. Ao cantar que queria “botar o bloco na rua”, Sérgio brincava  e chamava todo mundo para o carnaval: em vez da tropa, queria um bloco, e exigia “um quilo mais daquilo” (democracia, liberdade, paz) e “um quilo menos disso” (ditadura, tortura, censura).



Aproveitando a época, então, que tal botar um novo bloco na rua?
Não o bloco dos “black” ou dos “red” blocks, cujos integrantes usam máscaras negras para cobrir o rosto, ou camisetas vermelhas, que uniformizam todos no desejo de destruir patrimônio público e privado.
Não o bloco dos rolezinhos, cujos integrantes só querem “zoar”.
Mas um bloco dos que querem um quilo mais de ética na gerência administrativa do bem comum, além de um quilo menos de corrupção, mentiras e desrespeito aos cidadãos.
Faço minhas as palavras-convite de Edmílson Caminha (Correio Brasiliense, 24/2):  “Sintam-se, principalmente os jovens entre 18 e 28 anos, faixa onde se concentram 54% do eleitorado, convocados para as gigantescas manifestações silenciosas, mas eloquentes; pacíficas, mas revolucionárias no Brasil inteiro, em 5 de outubro, com segunda convocação já marcada para o dia 26. Nessas manifestações, teremos direito ao mais poderoso instrumento de protesto que pode usar o povo brasileiro. Chama-se voto.”
Eu queria era ver o bloco de eleitores na rua, pra brincar de protestar eloquente, revolucionária e pacificamente por meio do voto limpo e consciente, para transformar tudo isso que está aí numa “realidade menos morta, com tanta mentira, tanta força bruta” (como diz a música “Cálice”, de Chico Buarque, também escrita na época da ditadura).




Verdade e Libertação





Jesus, sem sombra de dúvida, é nosso libertador. Não como muitos pensam, na figura do senhor das guerras, que viria para atuar em questões políticas. Na realidade, sua proposta é muito mais abrangente.
Em seus ensinamentos, reuniu com maestria a simplicidade,  o poder de síntese e a verdade iluminadora. Sabia da dificuldade de entendimento de seus irmãos mais novos-nós-, mas não se deteve frente a nossa ignorância, que sabia ele ser passageira e compreensível dentro do patamar evolutivo em que nos encontramos.
No "Encontrareis a verdade e ela vós libertará" (João- 8:32), notamos um belo exemplo de simplicidade, profundidade e objetividade em seus ensinamentos.
Para encontrar algo, precisamos querer, ir ao encontro, estar abertos e atentos, enfim, buscar…
No caso da verdade a situação não é diferente.
Mas o que seria a verdade?
Para muito filósofos a verdade é uma questão de ponto de vista. No dicionário podemos encontrar as seguintes definiçoes:  estar de acordo com os fatos ou a realidade, ou ainda ser fiel às origens ou a um padrão. Usos mais antigos incluíam o sentido de fidelidade, constância ou sinceridade em atos, palavras e caráter. Assim, "a verdade" pode significar o que é real ou possivelmente real dentro de um sistema de valores.
Enquanto a Metafísica, a Lógica e a Filosofia discutem sobre a verdade, cada um de nós, de certa maneira, também concebe a "sua" verdade na subjetividade das experências, crenças e capacidade de percebê-la.Poderemos nos enganar se buscarmos a verdade  somente nos aspectos materiais. Ou, ainda mais triste, nos julgarmos donos absolutos dela. Assim agem os que não aceitam opniões contrárias, os que estão fechados em suas distorcidas concepções do mundo e dos outros.
Quando observamos o universo, suas criaturas e as leis harmoniosas que regem a vida de forma perfeita e justa, identificamos o amor de Deus como base de tudo o que existe. Dentro deste aspecto poderíamos entender que se o amor está na base de tudo, ele  é a verdade. O que está de acordo com a afirmação de Jesus  de que seremos libertos pela verdade.
Afinal, o que poderia ser mais libertador do que o amor?
Quem ama serve e prosegue sem se prender, não aguarda elogios, reconhecimento ou gratidão. Faz o bem pelo simples prazer de ver a felicidade do outro.
Encontra na falta de entendimento do semelhante oportunidade bendita de trabalho e semeadura.
Semeia, mas não se prende pela colheita, pois entende que tudo pertence a Deus.
Dirige, mas não busca o domínio tirano e escravacionista sobre as conciências, pois permite que o outro possa crescer, mesmo que por escolhas diferentes das suas.
Quem ama verdadeiramente sabe usufruir das riquezas materiais com justiça e bondade, pois já reuniu dentro de si mesmo a certeza de que só há uma verdade absoluta: o AMOR…




Aparentemente inútil e o sentido do útil!



O escritor Rubem Alves no seu livro “A alegria de ensinar” nos conta este fato que pode parecer simples, mas, é pleno de reflexões:

“Um amigo tinha um sítio. Colocou nele uma vaca, que lhe dava uma enorme despesa! Teve de construir um estábulo, além de comprar uma picadeira de cana para a ração. As pessoas ajuizadas da família tentaram trazê-lo à razão”.
“Com as despesas todas que a vaca lhe dá, o leite dela é o mais caro da cidade! Seria mais barato e prático comprar o leite nos pacotes plásticos”.
Mas ele me confessava: “Eles não entendem... Eu não tenho a vaca por causa do leite. Eu tenho a vaca porque gosto de ficar olhando para ela, com aqueles olhos tão mansos, aquele ar plácido, tão diferente do das pessoas com quem convivo... Tenho a vaca porque ela me faz ficar tranqüilo...”



É interessante!
O sentido do útil e do aparentemente inútil! Do prático, do que deve ser transformado em lucro, e do suposto prejuízo...
O sonho, a fantasia, a satisfação, a alegria, o entusiasmo, os planos e objetivos, o que nos toca o coração, acreditamos, ficam no entremeio desses valores.
São sempre os dois lados. Como enxergamos, sentimos e entendemos as coisas, os objetos e as pessoas... Como cultivamos os sonhos, aquilo que nos dá prazer, tranqüilidade, alegria.
Mas, para a sociedade atual, o lucro e os resultados são o mais importante. Vamos nos deixar levar por essa força inconsciente? Ou vamos nos respeitar como seres inteligentes, emocionais e espirituais? Vamos nos deixar levar pelo consumismo exagerado e frio ou pela propaganda enganosa e alienante?
A complexidade do ser humano nos assusta!
Somos ricos em potencial. Somos capazes de fazer, sentir e viver muitas coisas, de várias maneiras... Somos capazes de mudar de transformar para melhor aquilo que nos perturba e entristece.
Por que então, ficamos insensíveis à beleza das pequenas coisas, dos gestos mais simples? Por que nos fechamos quando o apelo é a solidariedade, a compreensão, a comunicação, a convivência, o perdão, a paz?
Precisamos respeitar a forma de viver das pessoas com quem nos relacionamos. Precisamos respeitar o olhar que elas têm sobre a vida e o mundo...
Somos pessoas criativas, capazes de transformar as situações adversas. Vamos alimentar os sonhos, os projetos, as coisas que gostamos de fazer...
Encontrando mais equilíbrio pessoal, a nossa convivência será mais pacífica e feliz. E sabemos que podemos contar sempre com a luz que vem de Deus.













Os “atributos” de homens e animais





Todos os quatro atributos: inteligência, instinto, raciocínio e memória do espírito humano são encontrados também nos animais, embora menos desenvolvidos.” Esta afirmação é de Caibar Schutel (1868 – 1938), que diz ainda: “a alma dos animais é imortal e perfectível, vindo a ingressar no reino hominal, após percorrida a escala evolutiva zoológica.”



Provas equestres já estão se firmando como um atrativo comum, provavelmente porque não é uma prática agressiva, na qual seja preciso que o animal receba maus tratos para aprender a competir, com demonstrações de violência, como acontece em pelejas aceitas em vários rinques (briga de galo, por exemplo), ou pior, como está acontecendo atualmente entre pessoas (gente!) de diferentes torcidas futebolísticas.


Talvez seja por essa razão que as mulheres, mais sensíveis e avessas a maus tratos de qualquer espécie, já estão participando significativamente das provas equestres,  ao lado dos muladeiros.

Há tempos Adriano Maçaira, patrono dos Muladeiros de Valinhos, é assíduo participante dos encontros e percorre o trajeto dos desfiles festivos de Valinhos e Vinhedo.

Seu dócil animal, o boi “Corintiano”,  é tratado com muito carinho pelo seu dono, e sempre, quando ele chega aos locais dos eventos, forma-se imediatamente uma fila de crianças que pedem: “posso montar um pouquinho nesse boi manso?” E seu Adriano prontamente ajuda a criança a “escalar” o boi. Ao descer, o sorriso da criança tem jeitinho de “quero mais”!


A esperança de seu Adriano é que os vereadores de Valinhos aprovem uma lei municipal que destine espaço suficiente no Parque Municipal Monsenhor Bruno Nardini, para que a Secretaria de Cultura de Valinhos assuma a responsabilidade de administrá-lo para que possa haver, lá, rodeios e exibições de plantéis.


Como preconiza  Adriano Maçaira, também participante de romarias montadas, e ciente dos cuidados que é imprescindível ter em desfiles, rodeios e montarias: É preciso não esquecer que qualquer animal requer dedicada atenção para a manutenção de sua sanidade física, com a constante assistência de veterinários com formação qualificada.”



ÁGUA Se você usar de forma racional não vai faltar!











Surpresa agradável



Prova de atenção para com o jornal NOTÍCIAS foi a atitude de Vanderlei Durar, que me agraciou com um desenho em grafite estilo realístico.
Há muitos anos, toda  sexta-feira, o jornal NOTÍCIAS é entregue na SHR Hansen, firma na qual Vanderlei é líder em segurança patrimonial.
Ele revelou que desde os 14 anos se empenha na prática de desenho mecânico e arquitetônico.
Com 39 anos, sua dedicação ao desenho em suas horas vagas está recebendo muitas solicitações.
Obrigado por seu presente, Vanderlei!
Tom Santos





Esculturas Monumentais em Valinhos

As cinco esculturas de artistas renomados que nos últimos três anos permaneceram no CLT Centro de Lazer do Trabalhador “Ayrton Senna da Silva”, em Valinhos, agora estão abrigadas em novos espaços do município. A proposta da Prefeitura de Valinhos é valorizar as obras de arte a partir de uma maior visitação popular.


A mudança de local das esculturas foi promovida pela Secretaria de Cultura e Turismo, por iniciativa do Departamento de Administração de Espaços Culturais. Os novos endereços das obras de arte são o Museu e Acervo Municipal “Fotógrafo Haroldo Ângelo Pazinatto”, a Biblioteca Pública Municipal “Dr. Mário Correa Lousada” e o CACC – Centro de Artes Cultura e Comércio “Adoniran Barbosa”.
“Esta ação visa valorizar a importância e a beleza plástica dessas obras. A região central de nossa cidade e os espaços culturais nos quais agora estão expostas certamente ganharam mais visibilidade. Acredito que, desta forma, vamos criar um mecanismo de divulgação, valorização e principalmente de participação da sociedade, destacou o secretário de Cultura e Turismo, Wilson Ventura.
Na ocasião, participaram do projeto os artistas plásticos de Valinhos Marcos Guimarães, idealizador e coordenador do projeto, e o artista plástico Catuí, além de Bettino Francini (Itália), Roger Lapalme (Canadá) e Miguel Hernández  Urbán (México)”.
Segundo o artista plástico Marcos Guimarães, as obras estavam desprestigiadas no endereço original. “A proposta inicial era dar melhor estrutura para as esculturas naquele local, porém não foi o que aconteceu. Vejo com bons olhos esta iniciativa da Prefeitura na valorização das obras, onde certamente mais crianças, estudantes e pessoas em geral, terão acesso a elas”, comenta Guimarães.





Enfim, o Carnaval



A comemoração para o carnaval, tradicional festa popular brasileira (ao lado do futebol) está próxima. O Carnaval é a festa da alegria do povo brasileiro, marcada pela criatividade, tendo se tornando uma expressão da arte popular, da cultura nacional. E quando se fala em carnaval, pensa-se automaticamente no Rio de Janeiro. No mundialmente famoso carnaval do Rio. É como pedir refrigerante. Quando perguntam qual o refrigerante que você quer tomar, a resposta, invariavelmente, é coca-cola. Parece que virou sinônimo. Mas, a respeito do carnaval, há uma questão que não me sai da cabeça. Tá martelando!... Ainda existe no Rio carnaval feito pelo povo e para o povo, assim como a praça é do povo, nos versos de Castro Alves?

A propósito, em 1959, Manuel Bandeira, poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor, integrante da geração de 22 da literatura moderna, que produziu a famosa Semana de Arte Moderna de 1922, escreveu ao Jornal do Brasil que o carnaval Está morrendo mesmo. Bandeira dizia, naquela oportunidade: “(...) Carnaval no Rio houve, mas foi no tempo que ainda existia a Rua do Ouvidor. (...) A abertura da Avenida Rio Branco foi o primeiro golpe sério no carnaval. A festa diluiu-se, perdeu o calor que lhe vinha do aperto. Mas durante alguns anos houve o corso que era realmente lindo com o seu espetáculo de serpentinas multicores. Os automóveis fechados vieram a acabar com ele. Junte-se a isso a comercialização das músicas, a intromissão do elemento oficial premiando uma coisa cujo maior sabor estava em sua gratuidade... Vale a pena lamentar? Acho que não. (...) A vida é renovação. (...) Quem não estiver contente com o presente, viva, como eu, das saudades do passado.”. Sábio Bandeira!...



O tempo hoje é outro, mas os argumentos de Bandeira continuam incrivelmente atuais. Tenho pensado muito nisso. É válido um espetáculo que se diz popular, que nasce do seio do povo, pago? Isto é, que para dele usufruir você tenha que pagar e ficar apenas assistindo, sem poder participar? Um espetáculo que é produzido por “bicheiros” e políticos, com base na competição e no lucro? Para gringos? Para a TV Globo? Para ser comercializado lá fora?

Felizmente o carnaval do Nordeste com os frevos, os trios elétricos etc., proporcionam dias de folia e descontração, onde as ruas são tomadas por todas as cores, e os foliões vão para ruas e as avenidas, em desfiles que se estendem por toda a madrugada, até a manhã do dia seguinte, de graça, sem pagar nada, revivendo, dentro do possível, a tradição carnavalesca. Assim como em cidades do interior deste imenso país-continente que insistem em manter o calor dessa tradição com a verdadeira participação do povo numa festa que busca o congraçamento daqueles que querem uma diversão sadia.

De qualquer forma, o que não se pode deixar acontecer é que o Carnaval perca este desejado espírito de confraternização, e que os brasileiros temam ir às ruas por causa da violência, principalmente depois das manifestações que tomaram conta do país desde junho do ano passado. Que o Carnaval seja, afinal, um momento de alegria para todos, sem abusos, para que possa haver dias de descontração, com menos violência.















sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

“Eu acuso. Ou Dilma 'Red Block'”


O jornalismo não é apenas uma caixa de ressonância de valores em disputa. Se nos cabe reportar a ação dos que não toleram a democracia, é preciso evidenciar que o regime de liberdades é inegociável e que os critérios com que se avalia a violência de quem luta contra uma tirania não servem para medir a ação dos que protestam num regime democrático. Dois dias depois da morte de Santiago, o moribundo MST organizou uma arruaça em Brasília e feriu 30 policiais, oito deles com gravidade. A presidente decidiu receber a turba pra conversar. Eu acuso a "red bloc" Dilma Rousseff de ser omissa, de abrigar a violência e de promover a baderna.” (Reinaldo Azevedo, Folha de S.Paulo, 14/2)




Nos anos 1890, o oficial de artilharia do exército francês Alfred Dreyfus, de origem judaica, foi julgado e condenado por alta traição num processo fraudulento e baseado em documentos falsos. Mas Dreyfus era inocente! Em desagravo, o escritor francês Émile Zola publicou em 1898 uma carta aberta ao presidente da República no jornal “L'Aurore”, cujo título era “Eu acuso...!”.  
Desde então, esse título se transformou num bordão, usado sempre que quem o emprega quer denunciar alguma injustiça ou algum erro de julgamento. Exatamente como fez o articulista da Folha na forte acusação que aqui serve de epígrafe.
De um modo mais atenuado, o ex-ministro da Justiça Paulo Brossard comentou o mesmo fato no jornal Zero Hora (17/2): “a manifestação realizada em Brasília, estimada em 15 mil pessoas vestidas uniformemente (de vermelho “red”, em inglês), obviamente originárias de vários estados, comprometeu o trânsito local e resultou em feridos quando os manifestantes tentaram ingressar no Planalto. Essa movimentação não se faz sem recursos abundantes. Fato que está a mostrar que há mais coisas no ar do que aviões de carreira.”
Por outro lado, como a complementar esses comentários, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio de Mello, escreveu nas páginas amarelas da VEJA (ed. 2360, 12/2/2014) que mais importante do que reclamar nas ruas da ineficácia dos governos é ir para a urna e escolher bem os governantes: “A sociedade não é vítima, é a culpada. Reclama do governo e se esquece de que quem colocou os políticos lá foi ela própria. Há um vício no Brasil de acreditar que podemos ter melhores dias mediante novas leis. Não precisamos de novas normas, mas de homens, principalmente públicos, que observem as já existentes. A realidade é que houve um desgaste institucional nesses doze anos de governo do PT, com ataques inaceitáveis ao Ministério Público, ao Judiciário e à liberdade de imprensa.” 
A preocupação da sociedade com tais fatos (“a corrupção, os problemas de planejamento, a falta de segurança e a infraestrutura precária” VEJA, ed. 2360, 12/2/2014, p.52) está refletida em revistas nacionais e estrangeiras.
O fundo negro da capa da revista Época desta semana representa o luto pela morte do cinegrafista atingido por um rojão durante a cobertura de um protesto no Rio de Janeiro. É também um grito necessário e imperativo de “BASTA!” diante de uma situação que passou dos limites e foi à terrível última consequência, devido à onda de selvageria de algumas manifestações, por ação de minorias infiltradas e patrocinadas para tirar a legitimidade dos protestos.
Pela mesma razão, o fundo negro e a faixa preta na bandeira brasileira que substitui o “O” do “MONDIAL” no título de capa “Medo sobre o Mundial” da revista francesa France Football (28/1/2014) fazem referência ao temor do que possa a vir a acontecer durante a Copa do Mundo no Brasil, “um país atormentado por uma crise econômica e social, e  longe de ser o lugar imaginado pela FIFA”.
Portanto, coragem e cuidado na hora de votar para “mudar tudo isso que está aí”!


Em tempo:

Retificando o que foi escrito na semana passada em “Não há duas sem três”, a morte do cinegrafista provocada por artefato explosivo (rojão) foi a terceira vez que, infelizmente, confirmou o fatídico dito popular. A primeira foi a morte de 242 jovens (provocada por rojão aceso em ambiente fechado), na boate Kiss, em 27/1/13; e a segunda foi a morte do torcedor boliviano de 14 anos (provocada por sinalizador náutico solto em campo de futebol), em 21/2/13. Eis aí as três lamentáveis tragédias.


VOTO DE LOUVOR E CONGRATULAÇÕES



           O vereador Paulo Montero, pelo belíssimo trabalho, solicitou aos nobres pares que após aprovação em plenário, fosse encaminhado Voto de Louvor e Congratulações ao Jornal NOTÍCIAS de Valinhos, em especial ao seu editor e todos seus colunistas, pela edição número 900, a serviço da informação do nosso povo, receba as homenagens desta egrégia casa de leis.




... “É PRECISO TER FORÇA, É PRECISO TER RAÇA”...


Quantas vezes nos encontramos em situações difíceis e controvertidas porque fomos precipitados nas decisões que tomamos. Nem sempre o que é bom numa situação é bom em outra.
Precisamos estar sempre alertas e atentos, pois, cada momento pode nos trazer uma experiência nova.
Um relato baseado na fábula de Esopo ilustra essa reflexão:


“Um animal de carga que carregava sal estava atravessando um rio quando escorregou e caiu na água. E, como o sal se dissolveu, ele levantou-se e saiu mais leve. Exultante com isso, após algum tempo, quando carregava um frete de esponjas, chegou à beira de outro rio e supôs que, se caísse novamente, iria sair com mais facilidade. Então, escorregou de propósito. Aconteceu, porém que as esponjas absorveram a água e o animal não conseguindo levantar, quase se afogou ali mesmo”.

O comodismo é um caminho curto, mas pode nos conduzir para o desânimo, a tristeza, a frustração de não ter conseguido. Por isso é importante estarmos sempre voltados para nossos objetivos, para aquilo que almejamos para nossa realização pessoal e social.
A reflexão pessoal, o conhecimento interior, a descoberta do que somos capazes e a ação são fundamentais para nosso crescimento mental e espiritual.
A convivência, o diálogo, a amizade, o entendimento nos ajudam a perceber as possibilidades que temos e os talentos e dons que precisamos desenvolver.
“Lembre-se de que querer levar vantagem constantemente pode fazer o mais sábio dos cavaleiros cair do cavalo”.
E, Deus, nosso Pai, nos inspira e nos ‘fala ao coração’, para vivermos em paz conosco e com as pessoas. É preciso celebrar a vida e as conquistas após a aceitação e superação dos desafios com ‘força e com raça’.
















Os animais e os homens


“Se o homem auxilia a evolução dos animais, quando lhes dispensa proteção, respeito e amor, com isso reduzindo ou mesmo eliminando suas naturais reações selvagens ou instinto agressivo – se tudo isso é verdade – não menos verdadeiro é que sem os animais a vida humana não estaria no nível de conforto atual.”



Como  a convivência entre animais e humanos está sendo motivo de debates em dezenas de municípios brasileiros, o livro Animais, Nossos Irmãos”, de autoria de Eurípdes Kühl, da editora Petit, deveria ser a “bíblia” de cabeceira de todo adulto.
Uma nova data para a reunião que vai acontecer na Câmara Municipal de Valinhos foi marcada para quinta-feira, dia 27 de fevereiro, às 19h, com o objetivo  de debater o projeto de lei sobre a utilização de animais em apresentações em circos e rodeios. A reunião será somente para os que são contrários ao uso de animais em apresentações de rodeios.



Adriano Maçaira, patrono dos Muladeiros de Valinhos, continua otimista com o resultado da presença significante de valinhenses que compareceram à 1ª sessão da Câmara, no dia 14 de fevereiro, quando sugeriu a participação de mais valinhenses interessados em reivindicar a criação da Arena de Rodeios, Montaria e Sambódromo.
O Dr. Tibério de Vasconcelos, possuidor de um extenso currículo, com teses defendidas em experiências internacionais em vários países, como França e Estados Unidos, se prontificou a voltar a Valinhos e contribuir para mais debates de esclarecimentos.
O assunto preservação e bom tratamento de animais também será rediscutido com o palestrante “Cacá de Barretos”, que percorre países conceituados no trato de preservação de saúde de cavalos.


O patrono dos Muladeiros de Valinhos, Adriano Maçaira, promete alertar mais uma vez sobre a falta de utilização do Parque Monsenhor Bruno Nardini, que praticamente só é ocupado durante a Festa do Figo e Expogoiaba. Ele reivindica mais dinamismo e programação para aquele maravilhoso local.
O dinamismo pode ser provocado com rodeios e exibições de plantéis.
Podia-se ter eventos o ano todo, unindo músicos, bailarinos, propiciando representações de vários estilos, além de exposições de artes plásticas.
O envolvimento e a participação de cultivadores de flores e frutas seriam outras alternativas de lazer.
Muitas ações poderiam ser programadas para o espaço do Ginásio de Esportes envolvendo músicos e conjuntos de vários gêneros, já existentes.

Valinhos seria mais alegre, propiciando que a convivência e o lazer ficassem ao alcance de muitos mais valinhenses, além de atrair mais turistas.

ÁGUA, se você usar de forma racional não vai faltar!