sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Tomie, 100 anos de vida, 60 de arte



Tua arte está impregnada do teu ser. Ela é o teu ser. É o que és. Se tua arte é monumental, cuidado com o lugar onde a colocas! O povo não entra nos bancos nem nos palácios. O povo está na praça, onde tua arte também pode estar.” (Renata Pallottini, poeta)




Tomie Nakakubo Ohtake nasceu em 21 de novembro de 1913, em Quioto, no Japão; chegou em Santos em 1936, após 40 dias de viagem de navio. Encantou-se com o que viu: “Brasil tem sol muito claro. Quando saí do navio, olhei para o céu e senti cheiro de amarelo. Ali, gostei do Brasil!”
Aos 40 anos de idade, depois de os filhos Ruy e Ricardo estarem criados e independentes, começou a pintar ̶ no princípio, arte figurativa (seu primeiro quadro, de 1953, representa um vaso de flores) e depois arte abstrata (nas imensas telas, cores que definem diferentes formas e texturas).
Naturalizada brasileira, construiu uma carreira consagrada  ̶  é considerada a dama das artes plásticas brasileiras e realiza exposições em várias partes do mundo.
Suas obras “têm uma característica singular, revelando um processo contínuo de reinvenção, aliando rigor pictural, liberdade expressiva e intensidade emocional, gesto e razão geométrica”, segundo a crítica especializada.
A arte monumental de Tomie celebra a energia envolvida no ato de pintar ou de criar esculturas: “todo o espaço está tomado por uma espécie de imantação, em que a geometria sensível conforma o vazio zen”.

Tudo isso pode ser visto nas bonitas obras espalhadas pelo Brasil: em São Paulo; Santo André; Santos; no Rio de Janeiro; em Minas Gerais e no Ceará.
A arte de Tomie está impregnada do ser dela, é ela e é o que ela é.

E, generosamente, ela a distribui por grandes espaços abertos sob o céu (praias, lagoas, lagos, praças, canteiros), iluminados pelo radiante sol do Brasil, que cheira a amarelo!

Educação e Trânsito


Quebra-molas é reivindicação unânime e constante dos vereadores de Valinhos. Apenas o ex-vereador Adriano Maçaira, em seus dois mandatos, não solicitou a instalação de lombadas, um recurso negativo, até grosseiro e prejudicial para qualquer tipo de veículo.
Na sessão desta semana, três vereadores solicitaram mais lombadas, que se juntarão às dezenas de lombadas já instaladas.
É bom lembrar que cada lombada custa ao município a importância de R$ 7.000,00, além dos gastos do Departamento de Trânsito com manutenção e reparo dos estragos, o que consome uma batelada de litros de tintas, mais a substituição das placas sempre danificadas. Isso sem falar no prejuízo que os munícipes têm com os consertos ou troca de suspensão, lona de freios, amortecedores, etc.
Vereadores de todos os partidos indicam as lombadas como “brindes” a serem distribuídos entre seus possíveis eleitores. Um agradinho, talvez, pelos votos recebidos?
Um vereador até pediu esclarecimento da prefeitura: “há previsão para pintar lombada?”
Outros vereadores são bastante objetivos e determinam exatamente onde querem os obstáculos. Um pediu: “Implante de lombada no Residencial Ana Carolina”; outro, esclareceu: “na Rua dos Diamantes, entre os números 18 e 28”.
Até a Câmara Municipal tem um padrinho, que quer uma lombada próxima à Casa de Leis!
Como em algumas sessões os vereadores pedem mais e em outras pedem menos, a média reivindicada é de três lombadas por sessão. Descontando as férias dos vereadores, pode-se prever que a cada ano os vereadores devem solicitar aproximadamente 90 lombadas: ao custo unitário de R$ 7.000,00 cada, o custo anual seria de R$ 630.000,00.
O ex-vereador Adriano Maçaira acredita que a melhor solução será o Programa de Educação Planejado. Na última quarta-feira, ele louvou o Programa Municipal de Educação e Segurança no Trânsito, apresentado pela educadora Rosimery Eloy que o coordena e o desenvolveu junto com a Secretaria de Transportes e Trânsito.

O secretário de Transportes e Trânsito, José Almeida Sobrinho, explicou: “Independente das estatísticas que envolvem acidentes de trânsito, acredito que o Programa passe a colher bons resultados a partir de agora, quando os primeiros participantes da ação começam a se habilitar como motoristas. Esperamos que os conhecimentos absorvidos por todas as turmas contribuam para a melhoria da qualidade do trânsito no município”.
Texto e fotos
Tom Santos

CONSTRUINDO NOSSAS VIDAS!




“Um carpinteiro estava para se aposentar. Ele contou ao seu chefe os seus planos de deixar o serviço de carpintaria e de construção de casas e viver uma vida mais calma com sua família. Claro que ele sentiria falta do pagamento mensal, mas ele necessitava da aposentadoria. O dono da empresa sentiu em saber que perderia um dos seus melhores empregados e pediu a ele que construísse uma última casa como um favor especial.
O carpinteiro consentiu, mas com o tempo era fácil ver que seus pensamentos e seu coração não estavam no trabalho. Ele não se empenhou no serviço e se utilizou de mão de obra e materiais de qualidade inferior. Foi uma maneira lamentável de encerrar sua carreira.
Quando o carpinteiro terminou seu trabalho, o construtor veio inspecionar a casa e entregou a chave da porta ao carpinteiro.
- Essa é a sua casa. Meu presente para você, disse ele.
Que choque! Que vergonha! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito completamente diferente, não teria sido tão relaxado. Agora ele teria de morar numa casa feita de qualquer maneira”.



Como tudo isso se torna interessante quando pensamos na construção da nossa vida no dia a dia. Muitas vezes construímos o tempo da vida de forma distraída, reagindo somente às interferências do que agindo sobre elas. Muitas vezes não colocamos nosso maior esforço nos assuntos e atitudes importantes que precisamos decidir.
Essa vida que temos é a única que podemos construir na terra. Portanto, precisamos construí-la sabiamente. Com dignidade, com empenho, com honestidade, com prudência, com fé, com persistência...
E na vida não estamos isolados. As pessoas podem sentir as conseqüências dos nossos atos. Na família, nos relacionamentos de trabalho, nas amizades somos interligados, fazemos as trocas dos dons e talentos, interferimos uns nos outros pelo conhecimento, pela descoberta de novos caminhos...
O escritor anônimo já escreveu: “Sua vida de hoje é o resultado de suas atitudes e escolhas feitas no passado. Sua vida de amanhã será o resultado de suas atitudes e escolhas que fizer hoje”.
Precisamos encarar o amanhã e o futuro com expectativa e alegria.  Não pode haver desafio maior para nós do que aproveitar ao máximo nossos talentos e habilidades naturais. A vida é um processo infindável de autodescoberta e autoconscientização.
Vamos agradecer a Deus a nossa vida, esse dom precioso e gratuito. Vamos construí-la com carinho, com esmero, com sabedoria, com coragem, com energia interior, com todo amor... Vamos conversar sobre ela com as pessoas, vamos ouvir sobre ela com respeito e admiração, vamos olhar para tudo o que está ao redor dela com atenção...
Toda manhã quando acordamos temos um novo grande dia que nunca vivemos antes. Um dia que traz experiências especiais.

Vamos viver com entusiasmo esse tempo presente...











Anúncio DAEV








Rainha e princesas da Festa do Figo de Valinhos






Uma noite especial e emocionante que ficará para sempre na memória de três belas jovens valinhenses: Drielle Fracaroli, Carolina Filigoi e Amanda de Oliveira Lopes. Elas foram eleitas rainha, 1ª e 2ª princesas, respectivamente, da 65ª Festa do Figo e 20ª Expogoiaba de Valinhos, durante animado baile de coroação, no último dia 19, na presença de cerca de 400 pessoas, evento promovido pela Comissão Organizadora na Via Áppia e que abre as festividades programadas entre os dias 18 de janeiro e 2 de fevereiro de 2014.
O baile contou com a presença ainda do prefeito Clayton Machado, da primeira-dama, Sueli Machado, secretários e diretores municipais, e foi aberto por bailarinos do Centro Cultural “Vicente Musselli” coreografados pelo monitor de Jazz Danilo Coelho.
As eleitas concorreram com outras 16 jovens que disputavam a corte e se prepararam para enfrentar um corpo de jurados altamente qualificado, composto pelas atrizes de renome Nívea Maria e Grauce Graieb, a Miss Teen Universo Ana Júlia Dorigon, a esteticista biomédica Dra. Rosi Simon, além de Mirian Bersan (Revista Callas), Edson Colleto (cabeleireiro e carnavalesco) e Diego Azevedo (cabeleireiro).
Os jurados atribuíram notas às participantes em cada uma das etapas do desfile: coletivo, individual e individual com traje de gala. O julgamento das candidatas obedeceu aos critérios beleza de rosto, charme, personalidade, desembaraço, simpatia e harmonia do conjunto. As candidatas eleitas rainha e primeira e segunda princesas receberam prêmios em dinheiro no valor de R$ 3 mil, R$ 2 mil e R$ 1 mil, respectivamente.

Maratona
Mais que os prêmios em dinheiro e o glamour de representar a corte de um dos maiores eventos turísticos do Estado de São Paulo, as três jovens escolhidas estarão a partir de agora em uma nova maratona para divulgar o evento nas cidades da região e junto à mídia. Ainda em fase de comemoração, elas sabem exatamente para o que foram eleitas.
“Eu quero, juntamente com as princesas, recepcionar a todos os visitantes dessa bonita e tradicional festa com muita simpatia, demonstrando como o povo valinhense é receptivo. Também falar sobre as riquezas, como as plantações de frutas, e a cultura de nossa cidade”, disse a rainha Drielle, 18 anos, estudante do primeiro ano de pedagogia e atualmente auxiliar de classe de educação infantil. 
“A pedagogia é a minha grande paixão, mas confesso que ser rainha da Festa do Figo despertou algo em mim que havia ficado para atrás, quando eu pensava em ser modelo. Ainda não caiu a ficha, mas vou fazer jus à minha coroa”, falou, entusiasmada.

Novo formato
A nova rainha da Festa do Figo e Expogoiaba também elogiou o novo formato do concurso de beleza. Esta foi a segunda vez que Drielle participou da atividade e aprovou o novo regulamento da competição. “Os critérios para concorrer mudaram, mas nem por isso deixamos de colaborar com as entidades, pois, todas nós, enquanto candidatas também contribuímos com a venda das rifas, sem que isto fosse determinante para compor os quesitos e interferir nos resultados da escolha, como ocorria no passado”.
A primeira princesa, Carolina, de 19 anos, atua como secretária e já contabiliza os resultados positivos de participar do concurso. “Foi a primeira vez que me inscrevi e fiquei muito feliz, pois tinham garotas muito bonitas e preparadas. Cresci frequentando as festas estes anos todos e agora farei parte da história do evento, como minha avó [Mafalda Beccara] que em 1949, na primeira festa, fez parte também da corte e sempre me incentivou a participar do concurso. Como princesa, levarei a mensagem de que Valinhos é uma cidade próspera, acolhedora, está sempre crescendo sem deixar as tradições de lado, como esta festa que de um ano para cá cresceu bastante”.
Amanda, a segunda princesa, de 18 anos, professora de dança, também quer deixar um recado: “É gratificante poder representar a Festa do Figo e Expogoiaba e ajudar a elevar a cultura e a história de nossa cidade”.


Balanço positivo
Para o presidente da Comissão organizadora da 65ª Festa do Figo e 20ª Expogoiaba, o secretário de Cultura e Turismo Wilson Ventura, a realização do concurso para a escolha da rainha e princesas do evento seguiu como o proposto desde o início.
Estamos satisfeitos, porque foi um trabalho que envolveu uma grande equipe e atendeu as expectativas. Inovamos, com um concurso diferenciado e mais glamour, inclusive com um regulamento que permitisse um vínculo com o concurso de Miss Valinhos que pretendemos promover no próximo ano. Houve uma boa participação com 28 candidatas inicialmente inscritas, sendo que destas 24 participaram e foram aceitas na seletiva, e 19 acabaram efetivamente concorrendo com muita elegância, simpatia e beleza, avaliadas por jurados qualificados”. 




Deu na Folha: “trem adonirônico”




A capa da Folha de S. Paulo de domingo passado tinha uma chamada para a matéria “Quando os políticos sambam miudinho” (caderno Ilustríssima), que comentava com grandes detalhes a performance do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do prefeito  Fernando Haddad (PT) cantando, junto com Daniela Mercury, o “Trem das Onze” de Adoniran Barbosa.
A presença da dupla na França procurava transmitir a imagem de um esforço conjunto e apartidário pela disputa ao direito de sediar a principal feira de eventos do mundo, inferior em tamanho apenas à Olimpíada e à Copa do Mundo.
Os políticos foram a Paris, em 10 de junho de 2013, promover a candidatura da capital paulista como sede da Expo 2020, em vista da importância e dos potenciais benefícios que tal evento teria para São Paulo.
A Folha obteve um vídeo inédito, que mostra a dupla em ação no palco, e exibiu-o no programa “TV Folha” (na TV Cultura) deste domingo: no Palácio de Chaillot, tendo como cenário a Torre Eiffel, vista através das grandes vidraças do palácio, e sob o lema "poder da diversidade e harmonia do crescimento", prefeito e governador de São Paulo fizeram seus discursos em defesa da candidatura da capital paulista. A charge de Rafael Coutinho ilustra o momento.
E terminaram entoando, junto com a cantora baiana, o “Trem das Onze” –adonirônico hino paulista!

Não adiantou, porque na 4ª-feira, dia 27, a cidade escolhida foi Dubai, nos Emirados Árabes.
















Histórias da nossa História!



O professor te ensina já o Mestre... ahh... este te ajuda a descobrir teu caminho!

As escolas municipais de São Vicente, no litoral de São Paulo, assim como escolas de vários municípios do país, culpam a inexistência de verbas e recursos como único motivo para a falta de atividades culturais extracurriculares.

Mas esta regra NÃO se aplica à Escola de Surf e Bodyboarding da Secretaria de Esporte,Turismo e Lazer de São Vicente (SESPORTUR).

Alex Costa faz muito mais do que ensinar crianças, adultos e pessoas especiais a “pegar onda”. Alex propaga conhecimento, cidadania, sustentabilidade, Ecologia, Biologia, Física e História do Brasil, além de noções de Direito.

Juntamente com a professora Marcelly Soeiro Gonçalves Paulino, nosso Mestre Alex Costa, criou o Circuito Cultural, que tem o objetivo de aprimorar os conhecimentos dos alunos, ensinando a história sobre a ilha na qual residem. Este ano foram três etapas. A 1ª etapa, em 5 de julho, foi o passeio para conhecer a Casa de Martim Afonso (considerada o Marco Zero do Brasil), o Mercado Municipal (casa que por 186 anos funcionou como a Primeira Câmara Municipal), a Igreja Matriz, o Marco Padrão, a Biquinha de Anchieta, a Praça 22 de Janeiro e por fim o Parque Cultural Vila de São Vicente; a 2ª etapa foi em 18 de julho. Os alunos foram levados ao Parque Ecológico Voturuá, onde todos puderam fazer uma trilha até o topo do morro, conhecida como trilha da Pedreira. Foi monitorada por biólogos, que apresentaram a flora local, terminando com visita ao zoológico, também localizado no horto.

No último dia 9, a Escola de Surf levou seus alunos para uma visita ao Engenho São Jorge dos Erasmos, o primeiro Engenho de Açúcar do Brasil, datado de 1534.

A visita, monitorada pelo educador e historiador Rodrigo Christofoletti e pelo estagiário em Arquitetura Marcos Santiago, foi um espetáculo à parte. As crianças ficaram maravilhadas por aprender História no local onde ela aconteceu. Foi uma deliciosa viagem ao túnel do tempo, vivenciando a leitura das marcas deixadas nas rochas, conhecendo as diferenças no tipo e cor do solo e entendendo os costumes dos povos do início da colonização da região. Após a visita às ruínas, o passeio foi finalizado no anfiteatro, onde os alunos puderam manipular algumas relíquias encontradas e assistir a dois documentários produzidos por arqueólogos, historiadores e pesquisadores que estudam este maravilhoso sítio arqueológico.


Cristina Morse
Bacharel em Ciência da 
Computação e Social
Media Strategist
O Monumento Nacional Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos – base avançada de Pesquisa, Cultura e Extensão da USP – é um órgão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da Universidade de São Paulo, situado na Rua Alan Ciber Pinto n.º 96, divisa entre os municípios de Santos e São Vicente, estado de São Paulo. Oferece atividades especiais aos finais de semana. Vale muito a pena conferir!
Telefone para contato (13) 3203.3901 e-mail:
resjesantos@gmail.com










A revolução do Papa Francisco






O que é ser revolucionário? O dicionário explica que revolucionário é aquele que provoca revoluções, que é favorável a transformações radicais, que é progressista, inovador. E destaca como sinônimos: agitador e amotinador. E ao se referir a revolução, explica que é o ato ou efeito de revolucionar ou de revolver, de sublevação, de rebelião, de revolta, de insurreição, de subversão, esclarecendo que muitas foram as revoluções liberais do século 19, implicando mudança profunda ou completa, causando revolução nos costumes, nas artes e nas ciências.

No sentido apontado pelo léxico, o Papa Francisco pode ser considerado revolucionário? Em recente documento, uma exortação apostólica intitulada “Evangelii Gaudium” (A alegria do Evangelho), dirigido não só aos fiéis, mas ao mundo e a quem interessar possa, o Papa Francisco adota uma posição revolucionária, notadamente para os cânones (padrões e princípios) da Igreja Católica. Nesse chamado que considero um apelo, o papa engloba as posições que ele tem expressado nos seus sermões e discursos desde quando se tornou o primeiro sumo pontífice não europeu dos últimos 1300 anos. Lendo esse documento, é possível entender que Francisco reconhece estar “aberto a sugestões” para reformar o papado. “Como bispo de Roma, cabe-me estar aberto às sugestões para que o exercício do meu ministério se torne mais fiel ao sentido que Jesus Cristo quis dar-lhe e às necessidades atuais da evangelização”, escreveu o Papa.

Francisco ataca o capitalismo sem limites como “uma nova tirania” e adverte que a desigualdade e a exclusão social "geram violência" no mundo e podem provocar "uma explosão". Faz prevalecer “a lei do mais forte, o mais poderoso come o mais fraco.” Esta cultura “do desperdício” criou “algo de novo: os excluídos não são explorados, são desperdícios, lixo”, critica o sumo pontífice. “É a nova tirania invisível”, de “mercado divinizado, onde reinam a “especulação financeira”, a corrupção ramificada” e a “evasão fiscal egoísta”.

O chamamento de Francisco na sua exortação apostólica é um reforço na luta contra a pobreza e a exclusão. Apela aos políticos para que garantam a todos os cidadãos “trabalho digno, educação e cuidados de saúde”, e aos ricos para que partilhem a sua fortuna, afirmando que, “tal como o mandamento ‘Não matarás’ impõe um limite claro para defender o valor da vida humana, hoje também temos de dizer ‘Tu não’ a uma economia de exclusão e desigualdade. Esta economia mata”. “Peço a Deus que aumente o número de políticos capazes de entrarem num autêntico diálogo orientado para sanar eficazmente as raízes profundas e não a aparência dos males do nosso mundo”. Os planos assistenciais, que se tornaram moda para disfarçar a miséria, “fazem frente a algumas urgências, mas devem apenas considerar-se como respostas provisórias”.

Para Francisco a renovação da Igreja não pode ser adiada, devendo caminhar para “uma saudável descentralização”, aumentando a responsabilidade dos laicos, que são “mantidos à margem das decisões” e ampliando “os espaços para uma presença feminina mais incisiva”. Os jovens deverão ser ouvidos na tomada de decisões, diz o Papa. “Muitas vezes, comportamo-nos como controladores da graça e não como facilitadores. Mas a igreja não é uma alfândega, é a casa paterna onde há lugar para todos.” Mas esclarece que a reforma não passará pela ordenação de mulheres como padres – “não é uma questão que esteja aberta a discussão” –, ou pela aceitação do aborto, que é uma questão fechada, fazendo parte dos valores “não negociáveis” da religião cristã (vida e família, essencialmente), defendidos pelos anteriores Papas. “Não é progressista” resolver os problemas “eliminando uma vida humana”. Reconhece, no entanto, que a Igreja Católica “tem feito pouco” para acompanhar as mulheres que se encontram numa situação que as leva a abortar, sobretudo num contexto de violação ou extrema pobreza, “onde o aborto se apresenta como uma rápida solução para as suas profundas angústias”.

Outra idéia forte de Francisco é a de que a sua Igreja não siga um caminho de ostentação e de preocupação, mas sim uma senda missionária e que vá ter com quem dela necessite: “Prefiro uma Igreja ferida e suja por andar na rua a uma Igreja interessada em ser o centro e que acabe enclausurada num emaranhado de obsessões e rituais”.

Ademais disso, Francisco reafirma que a Igreja não se deve fechar para ninguém, em palavras que podem ser tidas como relevantes para a questão dos fiéis divorciados, a quem são negados os sacramentos – ou dos cristãos homossexuais que foram batizados. “Há portas que nunca se devem fechar. Todos podem participar de algum modo na vida eclesial, todos podem fazer parte da comunidade, e as portas dos sacramentos nunca devem fechar por motivo algum.”

Na mira da máfia, notadamente da N'drangheta, a organização criminosa calabresa mais perigosa da Itália, em razão da sua postura contra a corrupção — tanto dentro como fora do Vaticano —, o Papa corre perigo e deve zelar pela sua vida, pois os altos dirigentes destes grupos mafiosos estão nervosos e agitados com os passos papais.


Nesse contexto, o Papa Francisco é ou não um revolucionário? Encaixa-se ou não nessa definição? Assim como Jesus, o Cristo, o foi?








sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Pra não dizer que não falei de consciência



Não há cidadania sem memória e não há memória sem arte. A arte é o espelho da pátria. O país que não preserva os seus valores culturais jamais verá a imagem de sua própria alma.” (Chopin, compositor)


Embora “a arte não reproduza a realidade, apenas a torne visível”, como disse o artista plástico suíço Paul Klee, os significados de obras de arte (música, pintura, escultura, literatura, arquitetura, teatro, cinema) lhes são atribuídos de acordo com as visões de mundo de quem as faz e de quem as aprecia.

Mas obras de arte são apenas “verdades” relativas, representação e ilustração da realidade construída por seus autores por meio de sons, imagens ou palavras que podem ser ouvidos, lidos e compreendidos de várias maneiras. Sendo o espelho que reflete a pátria, a obra de arte, no entanto, é propícia a muitas e diferentes interpretações.
Para tornar visíveis alguns aspectos da nossa memória, escolhi aqui algumas das alegres pinturas do artista plástico Gustavo Rosa para simbolizar o homem comum, no atual contexto histórico de nosso país.
Hoje em dia, o brasileiro se sente um palhaço suspenso no ar, devido à incerteza das políticas públicas (saúde, educação, segurança, transporte, moradia, saneamento básico, etc., etc., etc.) insuficientes, falhas e/ou mal gerenciadas.
Hoje em dia, o brasileiro tem de ciscar para “catar” a sobrevivência do dia a dia.
Hoje, a cada dia, o brasileiro tem de matar um touro à unha para vencer os obstáculos na vida de quem não é “amigo do rei”.
Hoje em dia, o brasileiro tem de roer todos os ossos dos ofícios (não os ofícios do poder instituído, evidentemente) pra manter o próprio emprego.
É de se lamentar que, quando roubam, enganam, manipulam dados, mentem e não gerenciam o bem comum da coletividade nacional, os homens públicos de alma negra não tenham consciência do mal que causam ao cidadão brasileiro de alma transparente e de todas as cores de pele: branca, negra, parda, amarela, vermelha, (ou a mistura delas, como as penas de um passarinho multicolorido).

Ou, se eles têm essa consciência, parece que ela não lhes pesa na alma...

Correspondência

Sr Tom Santos 

Oportuna a sua matéria sobre esse assunto que desperta tantas paixões e ódio nos leitores.  As pessoas são práticas e diante da velocidade com que alguns motoristas dirigem optam pela solução da "lombada".  Atrás disso está uma tremenda vontade da sociedade se manifestar, de se sentir enxergada pelos poderes públicos, hoje muito aquém do desejável.

Aí  vem a reflexão: não se pode falar sobre educação (cá entre nós:  a verdadeira revolução se faz por aí....)  nada se pode dizer sobre saúde muito embora Valinhos tenha atendimento e cuidados razoáveis com a saúde (pode melhorar, claro que pode, mas os problemas de atendimento são mais de burocracia e infraestrutura que de competência médica) e por aí vai.

A solução apontada pelo pessoal da equipe técnica de trânsito de Valinhos ao mencionar a instalação de sistemas eletrônicos em substituição às lombadas indica que se está chocando o ovo da serpente. Em centenas de cidades pelo mundo afora o pessoal de trânsito já descobriu que redesenhar os cruzamentos (adotando rotatórias e afunilamentos de pistas)  resolve muito mais que colocar semáforos, lombadas e outras coisas que penalizam os motoristas e sempre colocam em risco os pedestres e transeuntes.

Os R$ 7.000,00 gastos em cada lombada (imagina a quantidade de dinheiro jogado fora nisso na nossa Cidade)  seria adequada para se iniciar um programa educativo nas escolas incentivando as crianças e adolescentes a aprenderem sobre "dirigir e sobre trânsito" o que em algum tempo traria uma cidade mais amigável para todos.

O redesenho dos cruzamentos exige mais capacitação do pessoal de trânsito,  mas trás soluções definitivas para esse problema.  Mônaco é um principado pelo qual circulam as mais incríveis máquinas sob a forma de automóveis.  Lá o pedestre pode andar despreocupado e é sempre incentivado a "caminhar".  Não existe um único semáforo em atividade. Creio que não há registro de atropelamentos.

Que tal gastar uns R$ 7.000,00 reais e ao invés de construir  lombadas esses técnicos possam  viajar e aprender como se faz para elimina-las de maneira física ou eletrônica de forma permanente.

Abraços 
Paulo Westmann

§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§ §§§§§§§§§§§§§§§§§§§§ §§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§


Sr. Paulo Westmann,
Ao nos enviar um e-mail, sua atenção sobre o caos que está acontecendo em Valinhos, com o implante abusivo das “lombadas/muralhas”, salienta a preocupação que está se espalhando por todo município.
Alguns vereadores até já perderam a conta de quantos implantes de lombadas cada um já solicitou, talvez entendendo que elas sejam uma solução segura para transporte de passageiros, ou uma proteção contra acidentes, como se os tantos R$ 7.000,00 (o custo de cada lombada implantada) fossem cair do céu só por eles desejarem satisfazer todos os pedidos solicitados.
Seria inútil sugerir que os vereadores se informassem com o ex-vereador Adriano Maçaira, administrador da Rápido Luxo, e que tomassem conhecimento do desperdício de peças e dos transtornos que são causados pelos atritos e solavancos que sofrem os ônibus a cada confronto com as dezenas de lombadas/muralhas” instaladas em todos os bairros.
A reportagem de NOTÍCIAS já acompanhou o translado de uma ambulância entre o CAUE e a Santa Casa. São tantas lombadas a serem enfrentadas, que embora os motoristas sejam cuidadosos no volante, eles não conseguem evitar um desconforto ao paciente, o que se sobrepõe às dores físicas do doente.
Imagine o motorista perder tempo com lombadas, se está transportando quem precisa de socorro urgente!
O Sr. Adriano Maçaira, que em seu período como vereador nunca solicitou lombada como medida de segurança, exibe peças estragadas ou quebradas tanto de ônibus, como de caminhões, taxis, motos e veículos de pequeno porte.


IGUAIS E DIFERENTES!...



“Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse.
Evidentemente, o homem era bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se nos ares, atraindo, desse modo uma multidão de jovens compradores de balões.
Havia ali perto um menino negro.
Estava observando o vendedor e é claro apreciando os balões. Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco.
Todos foram subindo até sumirem de vista.
O menino, de olhar atento, seguia a cada um. Ficava imaginando mil coisas...
Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto. Então se aproximou do vendedor e lhe perguntou:
- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?
O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:
- “Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir”.



Somos todos iguais como seres humanos. Temos a mesma capacidade de crescer, de conhecer, de descobrir o mundo, de analisar, de tomar decisões, de agir sobre as situações e de resolver os problemas...
Somos iguais na possibilidade de amar, de conviver, de respeitar os outros, de trabalhar e ter sucesso profissional. Todos nós temos uma consciência que nos indica o melhor caminho a fazer, a melhor solução nas dúvidas da vida...
Somos iguais no dom de aceitar as pessoas como são, de transformar as circunstancias para melhor, de ouvir e falar com todos no dia a dia, com admiração e respeito mútuo...
Somos iguais no talento de olhar o mundo com enlevo e surpresa e expressar tudo isso através da música, da poesia, das artes plásticas, da literatura...
Somos todos capazes de ser profissionais sérios e honestos na nossa área de atividade, respeitando as leis que organizam a sociedade onde vivemos...
Mas... Também somos diferentes na cor da pele, na cor dos olhos, dos cabelos, na estatura, no tamanho... Somos pessoas únicas na nossa personalidade, no nosso jeito de ser...
Somos iguais e diferentes, mas temos dentro de nós a força que nos impulsiona para crescer e ser mais felizes, mais realizados nas funções que escolhemos na família, no grupo social e na atividade profissional
E agradecemos a Deus nosso Pai, por tudo o que somos e temos. Que Ele ilumine nossa consciência para percebermos o quanto somos iguais uns dos outros e o que temos de diferente, o que nos torna únicos.