sexta-feira, 30 de agosto de 2013

E agora, adianta fazer biquinho?


O ovo de serpente das manifestações de rua foi fecundado pelo colapso da política que se faz, a política velha, a política antiga, a política pequena, de modelos passados e retórica gasta. Anacronismo presente nos mais importantes governos do País: o federal (PT), o do Estado de São Paulo (PSDB) e o do Estado do Rio de Janeiro (PMDB).” (Carlos Melo, cientista político)


Segundo esse articulista, o poder está na comunicação, e burocratas não sabem se comunicar: o papa emérito Ratzinger não soube, o papa Francisco, sim, se conecta. Fernando Henrique Cardoso e Lula souberam. Mas Dilma Roussef (foto: Jorge Saenz/AP), Geraldo Alckmin (foto: José Patricio/Estadão) e Sérgio Cabral (foto: Fabio Motta/Estadão) “se trumbicam”, como diria o velho guerreiro Chacrinha. “Burocratas, carismáticos às avessas, como eles podem conviver com isso? O mundo caiu e eles não aprenderam a levitar...”, conclui Carlos Melo.
São governos assolados por fantasmas e denúncias, e seus mandatários oferecem respostas velhas para perguntas novas, perdem-se em evasivas e fazem biquinho enquanto maquinam respostas insatisfatórias: não se comunicam.
Com o título “Idade da informação”, Ferreira Gullar escreveu um texto (Folha de S.Paulo, 18/08) que comenta a evolução histórico-social da participação popular na política do país. Se, no passado, quem governava era apenas quem tinha poder econômico, conforme as pessoas do povo passaram a ter maior acesso à educação, o seu conhecimento da realidade social e seu nível de informação se ampliaram, aumentando sua consciência política e sua influência sobre o governo do país.
É certo que cada partido político tenta conquistar a confiança do eleitor, ainda que às custas de mentiras e espertezas (com as honrosas exceções de praxe, políticos competentes e honestos), o que contribuiu para a decadência dos valores e da ética partidária e o inevitável predomínio do oportunismo político e da corrupção.
O negócio, atualmente, é se eleger e se abancar, permanecendo tanto tempo quanto possível no poder. Tudo o que se faz hoje é visando às eleições, ou seja, à continuação no poder ou à ascensão a ele, comenta João Ubaldo Ribeiro (O GLOBO, 18/08): “Alguns políticos se esqueceram do que disse o presidente John Kennedy: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você, pergunte o que você pode fazer por seu país.” A nossa prática política se orienta por uma atitude oposta a essa exortação: queremos saber o que o Brasil pode fazer por nós, mas não alimentamos muita curiosidade sobre o que podemos fazer pelo Brasil. Isso se expressa no comportamento de nossos governantes, que não disputam nada pensando no país, mas em abocanhar ou manter o poder, aqui tão hipertrofiado, abarrotado de privilégios e odiosamente infenso ao controle dos governados.”
E depois, quando a situação se deteriora, não adianta fazer biquinho...
Por outro lado, “os jovens desinteressaram-se pela política, o que contribuiu para tornar mais fácil a ação dos corruptos. O que move as pessoas a atuar politicamente é a opinião, que, por sua vez, nasce da informação, do conhecimento. É óbvio que, se não sei o que se passa em meu país, não posso ter opinião formada sobre o que deve ser feito para melhorar a sociedade”, considera Ferreira Gullar.
A imensa quantidade de informações a que têm acesso hoje milhões de pessoas no país, graças à internet, lhes dá a oportunidade de opinar.
E agora, adianta os burocratas fazerem biquinho?

E fez-se a Independência

                  
Em 1822, o Brasil tinha cerca de três milhões de habitantes – mais gente que em Portugal ou nos Estados Unidos; a metade dos habitantes da Inglaterra; e um sexto da população da França, a nação mais populosa da Europa.” (Jorge Caldeira, História do Brasil)

No começo do Primeiro Império, os problemas eram a guerra com Portugal; a necessidade de obter reconhecimento diplomático, com a idealização de uma estratégia de inserção do país no mundo; a urgência de fazer uma Constituição que definisse as regras de governo; a implantação de uma política econômica; e a criação de um sistema de educação.
Quanto a esta última questão, Portugal nunca teve interesse em implantar o ensino superior no Brasil, ao contrário do que fizeram Espanha e Inglaterra nas suas colônias americanas.
Os espanhóis instalaram universidades na América Latina desde o século XVI, com a Real Pontifícia Universidade do México, em 1554, e a Universidade de S. Marcos, em Lima, em 1555.
E os norte-americanos viram o surgimento de Harvard em 1636.
Entretanto, em trezentos anos de colonização portuguesa no Brasil, só as escolas religiosas tinham autorização para funcionar, e elas mal davam uma formação secundária para seus poucos alunos do sexo masculino (mulheres não tinham direito à educação).
Em consequência, após a Independência, menos de 3% da população era alfabetizada, mal sabendo assinar o próprio nome ou fazer contas simples.
Assim, uma das primeiras providências do novo governo foi criar, simultaneamente, por meio de uma lei, em 11 de agosto de 1827, as escolas de ensino superior de Direito em Olinda (transferida para Recife, em 1854) e em São Paulo, ambas ligadas ainda a instituições religiosas: o Mosteiro de S.Bento e o Mosteiro de S.Francisco, respectivamente.
Desse modo, foi dado o passo inicial para a independência política, social, educacional e cultural do Brasil.




Na próxima semana, no dia 7 de setembro, os quase 200 milhões de brasileiros vão comemorar essa data cívica que representa a evolução do país, desde 1822.
Temos muitas universidades que formam profissionais e pesquisadores de nível internacional, nas mais diversas áreas do conhecimento: Ciências Humanas, Ciências Exatas, Ciências Biológicas, Ciências Biomédicas, Ciências Sociais, Arquitetura e Urbanismo, Tecnologia da Exploração de Petróleo, Tecnologia da Exploração do Pré-sal, Tecnologia da Exploração Espacial, Tecnologia da Informática e da Computação, e na área das Artes – teatro, cinema, dança, literatura, pintura, escultura, etc.
Texto
Tom Santos














CAIXA DE CORREIO!



“Eu tinha treze anos e era como a maioria dos adolescentes, raivoso e rebelde, não dando importância ao que meus pais diziam principalmente se tivesse alguma coisa a ver com meu comportamento.
Lutava para contestar qualquer coisa que não correspondesse à minha idéia do mundo. De uma extrema auto-suficiência, eu rejeitava qualquer manifestação pública de amor. Na verdade, ficava irritado com a simples menção da palavra amor.
Na noite de um dia particularmente difícil, entrei no quarto como um furacão, tranquei a porta e me joguei na cama. Ali deitado, escorreguei as mãos por baixo do travesseiro e achei um envelope. Nele se lia: “Para ler quando estiver sozinho”.
Como estava sozinho, ninguém saberia se eu tinha lido ou não. Assim, abri e li: Mike, sei que a vida está dura agora, sei que você se sente frustrado e que, apesar da nossa boa intenção, nem tudo que fazemos é certo. Mas sei principalmente que amo você demais e nada do que você faça ou diga vai mudar isso. Nunca. Estou aqui para conversar, se você precisar e, se não precisar, tudo bem. Saiba que não importa aonde você vá ou o que você faça na vida, sempre vou amá-lo e sentir orgulho de tê-lo como filho. Estou aqui por você e o amo. Isso não vai mudar nunca. Com amor. Mamãe.
Esta foi a primeira de muitas cartas ‘para ler quando estiver sozinho’. Jamais falamos sobre elas, até eu ficar adulto.
Hoje eu corro mundo ajudando pessoas. Estava dando um seminário e no final da palestra, uma senhora veio falar comigo sobre os problemas que tinha com o filho. Então falei para ela do enorme amor de minha mãe e das cartas ‘para ler quando estiver sozinho’. Semanas depois recebi um cartão onde a senhora dizia ter escrito a primeira carta para seu filho.
Naquela noite passei a mão sob meu travesseiro e me lembrei do alívio que sentia sempre que encontrava uma carta. Nos anos atribulados de minha adolescência, as cartas eram a garantia silenciosa de que eu era amado, apesar de tudo, incondicionalmente. Essa gratuidade do amor de minha mãe me ajudou a superar as crises e revoltas da adolescência e fez vir à tona o que eu tinha de melhor. Agradeci a Deus por minha mãe saber do que eu, um adolescente raivoso, estava precisando. Por ela ter persistido apesar do meu silêncio, da minha aparente indiferença.
Hoje, quando os mares da vida se tornam revoltos, sei bem que sob meu travesseiro está a segurança de que o amor consistente, durável, incondicional, é capaz de mudar vidas”.


Muitas vezes sentimos necessidade de ler alguns pensamentos e idéias que nos ajudam, mas não temos disposição de ouvir as pessoas.
Principalmente com os adolescentes e jovens, isso é muito frequente. O envolvimento com o mundo, com os amigos, com os divertimentos, com tudo o que a tecnologia oferece, está cada vez mais difícil conversar com eles, olhar nos olhos e trocar opiniões.
Os pais e mães precisam ser muito criativos e proporcionar situações favoráveis para trocar emoções e valores sociais e morais com seus filhos.
O que relata o escritor Mike Straver é bem apropriado e interessante. Os adolescentes rejeitam, uns menos outros mais, as conversas com os adultos, especialmente quando estes querem dar algum ‘conselho’ ou expressar um carinho.
Por que assistimos na mídia ou constatamos perto de nós, tanta revolta nos adolescentes e jovens, tantos descaminhos, tanta violência, tanto desrespeito às pessoas e instituições?
Será que eles poderiam ter recebido mais ‘cartas sob o travesseiro para ler quando estivessem sozinhos’?
É grandiosa a missão educadora que a família deve desempenhar. Ela é  recheada de obstáculos, incompreensões, mal entendidos... Em contrapartida é a fonte do amor, da harmonia, da alegria, da solidariedade...
Que o travesseiro de muitos adolescentes e jovens seja a ‘caixa de correio’ onde eles vão encontrar o entusiasmo e a motivação para suas vidas.












Semana da Pátria!







Surdinho, surdo-mudo, mudinho?



O título acima mostra uma dificuldade que muitas pessoas sentem quando querem falar sobre uma pessoa com perda auditiva.
Qual é o termo certo? Qual poderia magoar? Qual ou quais os mais adequados de se usar? Neste artigo, procuraremos discutir estas e algumas outras dúvidas relacionadas ao tema “perda auditiva/surdez”.
Para ajudar na resposta, há necessidade de uma primeira informação a respeito da real capacidade de falar de pessoas com perda auditiva/surdez: algumas pessoas que não ouvem bem não falam porque não escutam os outros falarem e nem a sua própria voz. Os seus órgãos da fala – pulmões, laringe, pregas vocais, entre outros - não apresentam qualquer anomalia e podem emitir sons. A constatação dessa afirmação pode ocorrer ao ouvirmos o choro, a risada ou a tosse de pessoas com perda auditiva: se fossem mudas, não haveria som ao chorar ou rir. Portanto, o que provoca a alteração da fala ou sua ausência é a alteração de audição.
Por essa razão, já podemos assegurar que os termos “surdo-mudo” e “mudinho” não estão corretos!
Ainda tratando de nomenclatura, a dúvida recai sobre qual seria o termo mais adequado: “surdo” ou “deficiente auditivo”? Quanto a isso não há consenso, mas sim escolhas que profissionais e pessoas com perda auditiva/surdez fazem, de acordo com sua concepção do que é ter perda auditiva ou ser surdo.
Eu, autora deste artigo, por exemplo, me utilizo do termo “surdo” para toda e qualquer pessoa que tenha uma perda de audição, independentemente de a perda auditiva ser de menor ou de maior grau na escala existente. E qual a razão para uma fonoaudióloga, doutora em linguística, utilizar um termo que pode ser considerado grosseiro ou rude por algumas pessoas? O motivo é minha crença de que o fato de a pessoa ter perda auditiva faz com que sua experiência de viver seja apreendida principalmente por meio da visão. Dessa forma, o mundo é percebido e significado visualmente, o que muda qualitativamente sua maneira de ser e estar no mundo. Esse modo de compreensão é compartilhado por muitos estudiosos da área da surdez, do Brasil e do mundo, e por grande parte da comunidade surda mundial, a partir de uma concepção sociocultural das diferentes maneiras de se compreender as diferenças étnicas, linguísticas, sexuais, religiosas, entre tantas outras diferenças existentes em nosso mundo. O lugar que cada grupo ocupa na sociedade se dá pela afirmação da diferença, e não pelo seu apagamento dentro de uma homegeinização entre os seres humanos. Para as pessoas surdas, a melhor tradução dessa experiência visual de estar no mundo é a existência e o uso da língua de sinais.
Mas há outra parte dos profissionais da área da saúde e da educação, e inclusive pessoas com perda auditiva/surdez, que utilizam o termo “deficiente auditivo” para denominar quem tem perda de audição, ou para se autodenominarem. Com base em que princípios fazem essa escolha? A partir da concepção de que a perda auditiva é uma patologia e, como tal, deve ser curada ou, no mínimo, minimizada, para que quem a apresente possa ser o mais parecido possível às pessoas que ouvem e falam. Essa é a “concepção clínico-patológica” e ela tem base em conceitos médicos.
Logo, o uso de um ou outro termo não é tão inocente quanto possa parecer à primeira vista, e assim se dá com todas as palavras que utilizamos para designar pessoas, coisas ou situações. Há sempre um sentido construído a partir das escolhas que fazemos no dia a dia.

Com essa pequena introdução aos assuntos relacionados à perda auditiva/surdez, espero ter colaborado para que possam parar e refletir sobre os efeitos que as palavras podem causar. 











RELACIONAMENTO COM O CLIENTE E INTELIGÊNCIA DE NEGÓCIOS


“Tantas estratégias de negócios e experiências trocadas! Como todo excelente evento, eu pude obter novos insights para nosso negócio e iniciar futuras parcerias.” – Marcelo Pimenta – Gerente de CRM Telefonica/Vivo


Este ano, a terceira edição do Loyalty World Brasil será co-alocada com Big Data World Brasil. Duas conferências que serão realizadas simultaneamente, no Hotel Unique, em São Paulo, em 30 de setembro e 1º de outubro.

Melhores práticas, estratégias e tendências, serão o fio condutor deste evento. Os participantes são renomados profissionais de fidelização, marketing, dados e TI, de diferentes segmentos.

A programação traz as mais eficazes estratégias de relacionamento com o cliente, programas de fidelização, fortalecimento de marca, análise de dados, CRM e inteligência de negócios. Na prática, tratará de como:
  • atrair e reter clientes através de abordagens inovadoras em programas de fidelização;
  • aumentar o reconhecimento da sua marca diante dos mais diversificados públicos-alvo;
  • se destacar no mercado e reter clientes no ambiente digital;
  • garantir fidelização dentro do universo de e-commerce;
  • conduzir novas formas de relacionamento nas mídias sociais;
  • construir relacionamento e incrementar vendas através do maciço potencial de Big Data;
  • traduzir análise de dados em inteligência de negócios;
  • entender as tendências de captura, rastreamento e uso de dados incluindo aspectos éticos e de privacidade das informações de seus clientes;
  • gerenciar o relacionamento com consumidores em canais online e off-line, através de uma estratégia unificada de CRM.


Palestra, painel de discussão, mesa redonda e discussões mais reservadas – vários formatos de transmissão de informações, para que os tópicos sejam explorados e melhor aprofundados.


Transmissão de conhecimento, troca de experiências e networking, certamente ampliarão as possibilidades de crescimento, através de soluções práticas. Vale a pena conferir!  















Transformar-se

Antoine Lavoisier foi um químico francês, considerado o pai da química moderna. Viveu entre 1743 à 1794, e é dele a seguinte frase: “Na natureza nada se cria nada se perde, tudo se transforma”.
Nota-se então, que a necessidade de transformação está na base de nossa natureza, e que o status do comodismo, que lutamos para que seja mantido, é o que nos impede de fazer mudanças, por vezes mais que urgentes, e extremamente necessárias.
Por que mudar? Por que sair de nossa zona de conforto emocional?
Esta zona de conforto pode estar situada em sentimentos e atitudes negativas e até mesmo destrutivas, e por estarmos habituados de alguma maneira nos sentimos “em casa”, confortáveis, mesmo que de maneira inconsciente.


Mas a vida nos fornece o recurso da dor para que despertemos, e assim busquemos analisar nossa existência,  nossos valores, atitudes e pensamentos. Independente de qual seja nossa religião ou maneira de ver a Deus, os valores positivos  a moral, a ética são bases necessárias para que haja o respeito, possibilitando uma convivência saudável, onde todos possam viver em harmonia apesar das diferenças.
Transformarmo-nos é necessário para progredirmos e darmos a nossa contribuição dentro da sociedade, mas principalmente para desfrutarmos a vida de maneira mais equilibrada, harmoniosa e pacífica.
O dinamismo da vida atual mostra-nos que não existe lugar, a não ser dentro de hospitais ou clínicas de saúde, para o comodismo.
Você que nos lê, pode perguntar: Porque dizemos isso?
Porque todas as vezes que vamos contra a nossa realidade de Espíritos voltados para a dinâmica do progresso, adoecemos.
A água parada transforma-se em hospedeira de agentes danosos para a nossa saúde e o Espírito que estaciona em sua evolução, cria para si mesmo danos ao seu equilíbrio e o mais complexo, é também agente patogênico para a sociedade que o abriga.
Isso se dá nas próprias emanações de seus pensamentos, que tornam-se viciosos com o passar do tempo. Podemos exemplificar  de forma simples através da postura de um pai na educação de seu filho. Como pedir-lhe respeito para com a sua mãe, se a criança por vezes assiste seus maus tratos verbais para com a esposa?
A viciação comodista, emite energias e, se assimiladas por mentes invigilantes, produzem uma corrente de retroalimentação perniciosa, não somente entre o grupo que se contamina, mas por extensão, envolvem outras mentes desavisadas, criando por vezes, regiões inteiras de enfermidade e desequilíbrio.
André Luiz, através da mediunidade de Chico Xavier, é extremamente claro em sua obra “Os mensageiros”, quando narra sua visita à cidade do Rio de Janeiro, e descreve verdadeiros bolsões de energias desiquilibradas, verdadeiros miasmas produzidos e mantidos pelas mentes de encarnados e desencarnados invigilantes.
Já ensinava Jesus há mais de dois mil anos: “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação”.
Diante de nossas conquistas atuais como Espíritos, onde a consciência amplia-se sobremaneira, vamos entendendo de forma objetiva que o Cristo nos ensinava a utilizarmos de uma metodologia saudável, para aplicação imediata no terreno do pensamento. A vigilância impede-nos, se assim o quisermos, de nos transformarmos em foco de emissão contaminadora para nós mesmos e para os outros, tendo a oração como verdadeiro sustentáculo para a nossa fragilidade e inconstância.
Dado que somos, não todos e nem sempre, inconstantes no pensar, está para nós a oração, como processo de mudança vibratória, colocando-nos em relação com a nossa verdadeira realidade, de Espíritos que somos e em contato com o nosso Criador, que sustenta-nos a vida como um todo.
Quando nos abrimos para o processo positivo do bem, através da determinação firme de nos transformarmos, nossa mente sai do círculo vicioso das águas paradas, para a fonte de benefício permanente.
Então, transformar-se é realmente necessário e inteligente. Necessário, porque dessa forma, colaboramos para a implantação de um mundo melhor em nós mesmos, sendo focos de irradiação do bem e do amor e, inteligente, porque evitamos os dissabores de continuarmos a vivenciar as mesmas dores e sofrimentos, que são na sua grande consequência de nossas escolhas enganosas, ou da não aceitação do que a vida nos traz.

A natureza nos ensina na mudança abençoada das estações, que não estamos isolados e somos partícipes dela. Logo, lutar contra a lógica da vida, é querer impor-se diante de Deus e do Universo.

Os brasileiros precisam de médicos cubanos. Será?



          Não há dúvida que os brasileiros precisam de mais médicos e, também, de instalações públicas de saúde padrão FIFA, como reclama e exige a população. O que nós não precisamos é de mais manipulação política.

         O primeiro estranhamento que esta questão provoca é a seguinte: por que cubanos? Poderiam ser argentinos, chilenos, bolivianos, mexicanos etc. Mas por que médicos de Cuba, de um país que para sair de lá só com autorização do governo dos irmãos Castro? E por que tais médicos são liberados de fazer os exames exigidos para comprovar suas qualificações técnicas, sem revalidação do diploma, quando os brasileiros que se formam em medicina no exterior são submetidos a realizá-los para poder exercer aqui a profissão? E por que trazer auxiliares de enfermagem que se dizem médicos para atuar no interior? Isso é uma afronta à soberania nacional, aos nossos profissionais, àqueles que nasceram aqui e se dedicaram a estudar para terem e exercerem uma profissão e agora são desprestigiados por profissionais de competência técnica duvidosa. E o mais vergonhoso disso tudo é a capitulação do Congresso Nacional, em aceitar goela abaixo esta decisão do Executivo, que humilha nossos médicos, trazendo concorrentes desqualificados, e — o que é pior — no bojo de um projeto político e eleitoreiro. São médicos de Cuba que virão ao Brasil disseminar a ideologia há décadas fomentada e aplicada pelos Castro? 

         E por que temos que aceitar tal humilhação? O que fazer para evitar tal capitulação? O fato é que os nossos médicos requereriam do nosso governo um apoio efetivo, condições mais dignas de trabalho, equipamentos e instalações, no mínimo, adequadas e compatíveis com a razoável prestação dos serviços públicos de saúde e não o descaso e a manifesta ausência dessas ditas condições. O Brasil tem que aceitar sim voluntários. Colocar as Embaixadas mundo afora para estimular a vinda de médicos idealistas (e existem e são muitos por aí) para que com seu fervor e conhecimentos possam contribuir com o país. É bem verdade que existem alguns médicos da saúde pública que só carimbam o ponto e buscam apenas receber os seus salários, como vem denunciando a mídia. Mas tão triste e lamentável atitude não deve ser aplicada genericamente a todos os médicos. Essa conduta desvirtuada e antiética deve ser apurada e não tolerada pelas autoridades responsáveis e não deve e nem pode servir de justificativa para a vinda de médicos cubanos para o país.


         Os grandes países recebem médicos estrangeiros de alta qualidade. Vejam os Estados Unidos, a Inglaterra, a França e outros. Por que não entre nós? Agora fazer marketing em cima da carência de nossa população trabalhadora e sofredora é demais! Arquitetar pacotes mercadológicos para viabilizar candidaturas políticas é tripudiar sobre os incautos e despolitizados. Até quando? Por que não pensar em saídas mais práticas e duradouras como, por exemplo, preparar profissionais-assistentes de saúde que pudessem oferecer o atendimento primário a toda a população e deixar as atividades mais complexas de saúde aos médicos? Por que não investir na maior formação de paramédicos? Por quê?... O que falta?... Visão? Competência? Interesse público?









sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Quando restauração deixa de ser arte



O afresco que mostra Cristo com uma coroa de espinhos, momentos antes da crucificação, provavelmente se tornou o pior projeto de restauração de arte visto na Espanha, depois que a paroquiana Cecilia Gimenez decidiu que ele precisava ser salvo das manchas e do desgaste causados pela umidade do ar da igreja.” (Raphael Minder, The New York Times, 24/08/2012)




Há quase cem anos e na suave obscuridade de um dos pilares laterais do altar mor de uma igreja católica romana o Santuário da Misericórdia (em Borja, perto da cidade de Zaragoza, na Espanha), Elias Garcia Martinez pintou um afresco de 40cm X 50cm (1) no estilo conhecido como "Ecce Homo" (Eis o Homem).
No ano passado, uma devota paroquiana de 81 anos, admiradora da pequena obra, decidiu que a pintura precisava ser salva das manchas e da deterioração (2) causadas pela umidade do ar da igreja. Seu trabalho artístico transformou o solene “Ecce Homo” num desajeitado “Ecce Mono” (eis o Macaco) (3).
Embora os entendidos concordem que a pintura original tinha pouco valor artístico, depois da desastrosa tentativa de restauração da velha senhora Gimenez, o afresco se tornou famoso e conhecido. A notícia do “estrago” correu o mundo e atualmente, a imagem aparece em camisetas e capas para celulares, em canecas de café e rótulos de vinho.
O restauro de pintura é considerado uma disciplina afim da arte, razão pela qual o restaurador tem sido comparado ao artista. Historicamente, o restaurador intervinha sobre a obra, acrescentando-lhe parte da sua própria arte, o que em muitas ocasiões levava à modificação de certas qualidades estéticas, à perda ou à modificação do seu significado. Atualmente, o restauro inclui também a conservação, por isso o trabalho do restaurador não se limita à intervenção direta sobre a obra de arte, mas também ao dever de conhecer, avaliar e atuar sobre todos os parâmetros que contribuem para a preservação de obras e bens culturais, seja pela conservação ou pelo restauro, desde que respeitado seu significado histórico, sua estética, história e integridade física.  
Não parece ter sido esse o caso do que fez a senhora Gimenez. Basta ver o resultado (3) de sua intervenção artística. No entanto, a pequena cidade de Borja se transformou num destino turístico, com milhares de pessoas ansiosas não só por pagar um euro pelo ingresso para ver a surpreendente “restauração” do mural “Ecce Mono”, como para comprar as quinquilharias oferecidas nas lojinhas locais e online.
Os restaurantes locais e os barzinhos estão fervilhando de gente, e se pensa na produção oficial de mercadorias incluindo pratos decorativos, cartões postais, etc., com a renda sendo dividida entre o conselho local e Cecilia Gimenez.
Mas essa “restauração” é arte? De acordo com Christian Fraser, correspondente da BBC/Europe, o afresco “que antes era digno, agora parece o desenho de um macaco muito peludo (ou de um lobisomem) em uma túnica mal ajambrada ”...
Não, isso está longe de ser arte!


Relembrando o inesquecível amigo


Em noite de lua cheia e céu risonho, foram chegando alguns amigos ao castelo. Foi num 16 de agosto, aniversário do anfitrião Roque Palácio.
E entre tantos amigos, dois muito especiais, possuidores de um vasto repertório da melhor música popular brasileira: o Jorginho Araújo e o Sapo, afinados como sempre! Eles cantaram  a noite inteira, pelo prazer de cantar, encantar e envolver!
E não é que até os mais desafinados se misturaram à roda e tomaram parte em uma serenata improvisada?
Adelino, hábil como de costume, preparou linguiças e outros assados.
A Nárrimam puxou o “parabéns a você” e o Roque cortou o bolo!
Bem, o pedido feito no corte da primeira fatia, como manda a crendice, o aniversariante não contou qual foi...

      

        

Roque, não apareci na foto porque alguém precisava clicar a “xereta”.
Texto
Tom Santos
Relembro mais uma vez a fala de Benjamin Franklin: “Uma pessoa preocupada em adicionar anos à sua vida deveria, antes, adicionar vida aos seus anos”, para desfrutar mais o bem querer dos amigos.
Exatamente como você fez!

Com saudades, 
         
Tom










MOMENTOS SIGNIFICATIVOS!



“Eu não tinha idéia de que ela estaria ali. Já tinha até ensaiado as desculpas para a sua ausência.
Quando minha professora anunciou que haveria um chá para as mães,  filhas e filhos na escola, eu tinha certeza de que minha mãe não estaria presente.
Assim, não vou me esquecer da minha surpresa quando entrei no ginásio lindamente decorado e ela se encontrava lá! Olhei para minha mãe, sentada calmamente e sorrindo, e imaginei todas as manobras que aquela mulher extraordinária teve de fazer para participar comigo daquele chá.
Quem estaria tomando conta da vovó? Ela dependia totalmente de mamãe.
Minhas três irmãs pequenas chegariam da escola antes dela voltar. Quem as receberia e as ajudaria com os deveres?
Como conseguira chegar? Não tínhamos carro e ela não podia pagar um táxi. Teve de caminhar um bom pedaço até o ponto do ônibus, mais cinco quadras até a escola.
E ainda havia o lindo vestido vermelho com flores brancas, bastante adequado para a ocasião. Ele destacava o prateado que começava a aparecer no seu cabelo escuro. Não havia dinheiro para roupas novas e eu sabia que ela fizera uma dívida na loja para comprá-lo.
Fiquei tão orgulhosa! Servi-lhe o chá com o coração feliz e agradecido e a apresentei sem timidez ao grupo. Sentei-me à mesa com minha mãe naquele dia, exatamente como as outras meninas, e isso teve um imenso significado para mim. Seu olhar cheio de amor me dizia que ela entendera aquele sentimento.
Nunca me esqueci daquele chá. Uma das promessas que fiz para mim mesma foi de me empenhar ao máximo para estar sempre perto dos meus filhos. É uma promessa difícil de manter no mundo agitado de hoje, mas a lembrança do que se passou comigo e minha mãe, e da importância que isso teve em minha vida, serve de estímulo para qualquer esforço. Basta que eu pense no dia em que mamãe veio para o chá”.


Estar perto das crianças, dos adolescentes e jovens é um grande desafio para os pais e mães nos dias conturbados que vivemos. Muitas mães trabalham fora de casa e só ficam com os filhos à noite. O importante não é a quantidade de horas de ausência, mas a qualidade do tempo que pai e mãe dedicam aos filhos. É saudável conversar, conviver, saber uns dos outros, brincar, fazer juntos uma atividade, escutar as opiniões e os sentimentos.
A participação da família na escola, nos grupos sociais, nos eventos da comunidade é significativo para o desenvolvimento afetivo e emocional das crianças e adolescentes. Eles se sentem mais seguros, mais confortáveis, mais alegres...
As atitudes do pai e da mãe, no dia a dia, são modelo e exemplo para os filhos ainda pequenos. Muitas descobertas que acontecem nesse convívio, servirão como referência para toda a vida.
E pedimos a Deus pelas famílias, pelas crianças, adolescentes e jovens, que enfrentam cada dia os obstáculos e dificuldades, para permanecerem juntos.

É interessante refletir o que escreve Patrícia Clifford: “O trabalho vai esperar enquanto você mostra às crianças o arco-íris, mas o arco-íris não espera enquanto você está trabalhando”.









O MUNDO É COLABORATIVO


“Ego é um problema sério – deveria ser um palavrão!”
     Reinaldo Passadori – CEO Instituto Passadori


Liderança, negociação, comunicação. Interação, eficácia, autonomia. Conhecimento, ensino, sabedoria. Entusiasmo, entrega e pertencimento. Autoestima e respeito.
Muitos novos parágrafos estão sendo escritos com estas palavras. Novas histórias estão sendo escritas, devido aos desdobramentos de seus significados.
Definitivamente, as parcerias se multiplicam, a fim de tornar possíveis maiores realizações. Parcerias viabilizam projetos, instituições, corporações. A geração de conteúdo não está mais nas mãos apenas dos acadêmicos. Somos todos responsáveis por ela, por sua qualidade.
Já escrevi algumas vezes sobre este tema. Mas, a cada novo evento, a cada novo interlocutor, novas reflexões surgem. E é constante a necessidade e importância de falar sobre comunicação e liderança.
Tive a oportunidade de ouvir Reinaldo Passadori, fundador do Instituto Passadori de Educação Corporativa, falar sobre o tema “Quem não comunica, não lidera” – que é também o nome de seu último livro. O evento gratuito e aberto ao público, aconteceu no último dia 16, na sede da FIPECAFI – Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras, em São Paulo. E foi organizado pela AAPSA – Associação Paulista de Recursos Humanos e de Gestores de Pessoas, junto ao Grupo de Executivos de RH, visando troca de experiências e network entre os líderes.
O Instituto Passadori completará 29 anos em outubro. A FIPECAFI foi fundada há 39 anos e a AAPSA há 53 anos. Provam que colocam em prática a teoria, realizando parcerias sólidas e frutíferas. Foi uma agradável e produtiva manhã, que ofertou aos presentes, além de informação relevante, novos contatos.
“Em resumo, a potencialização da liderança só se viabiliza por meio de uma comunicação eficaz. Os participantes percebem que um recurso está contido no outro e que é neste ponto que está a real sabedoria, força e beleza da comunicação.”