sexta-feira, 11 de julho de 2014

Derrota e memória



“A memória diminui... se não for exercitada.” (Cícero)


Depois da acachapante derrota da seleção brasileira para a Alemanha por 7 x 1 no gramado do Mineirão, muito se tem dito que devemos esquecer tal fato, apagá-lo para sempre da nossa memória.
Penso que não. Ao contrário, devemos sempre lembrá-lo e refletir sobre ele. É assim que agem as pessoas inteligentes e interessadas em que tais fatos não mais se repitam ou, se acontecer de serem repetidos, que o sejam, mas não com a mesma intensidade ou gravidade. Não é com o esquecimento que vamos apagar o que aconteceu. É preciso analisar os fatos e saber o que deu errado para tentar corrigi-los e adequá-los ao seu tempo e lugar, por mais amargos e massacrantes que sejam.
Não é objetivo desta matéria discutir as razões pelas quais a seleção canarinho frustrou tanto a expectativa de um povo, até porque o Brasil não é feito só de futebol e para o futebol. O Brasil não é tão-somente a pátria de chuteiras, como queria Nelson Rodrigues. O Brasil é mais do que isso, do que uma bola rolando...
O que esta matéria pretende é mostrar que atitudes como essas de pretender esquecer as derrotas, o que é desagradável, o que é humilhante, prejudica a história pelo simples fato de não podermos a ela recorrer porque nos tornamos uma pátria sem memória. A propósito, nesta última quarta-feira, dia 9 de julho, o estado de São Paulo inteiro comemorou um feriado. Muito importante, mas pouca gente sabe o que esse feriado estadual representa! A geração mais antiga, por certo, sabe a razão desse feriado, até porque viveu, ou teve alguém próximo que viveu os fatos que a ele remetem. Mas e as mais novas? Sabem a que esse feriado nos remete? Evidente que não, posto que não há memória para tanto.
Só para lembrar, o feriado do último dia 9 de julho, que dá nome a muitas ruas, avenidas e túneis em cidades do estado paulista, comemora a Revolução Constitucionalista de 1932 ou Guerra Paulista, que foi o movimento armado ocorrido no estado de São Paulo, entre os meses de julho e outubro de 1932, que tinha por objetivo a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil. Foi uma resposta paulista ao golpe de 1930, pelo qual Getúlio Vargas assumiu o poder instaurando uma longa ditadura.
Atualmente, o dia 9 de julho é a data cívica mais importante do estado de São Paulo, pois quem é paulista considera a Revolução de 1932 como sendo o maior movimento cívico da sua história, cumprindo registrar que a lei 2.430 inscreveu os nomes de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, o MMDC, heróis paulistas da Revolução Constitucionalista de 1932, no Livro dos Heróis da Pátria.
Foi a primeira grande revolta contra o governo de Getúlio Vargas e o último grande conflito armado ocorrido no Brasil, com um saldo oficial de 934 mortos, embora estimativas, não oficiais, reportem até 2.200 mortos, sendo que numerosas cidades do interior do estado de São Paulo sofreram danos devido aos combates. Mas, se São Paulo, lutando sozinho contra a federação perdeu, ganhou na derrota, porque depois da revolução de 32, voltou a ser governado por paulistas, e, dois anos depois, uma nova constituição foi promulgada, a Constituição de 1934.
Mas este é um fato da história do Brasil que está esquecido e que só não morre em razão dos veteranos que, por dele terem participado, ainda o revivem. Quantos sabem do mausoléu que há no cemitério da Saudade em Campinas, reverenciando os heróis que tombaram em solo paulista para defender o ideal da liberdade contra a tirania da ditadura de Vargas? O poeta campineiro Guilherme de Almeida, também ele um combatente na Revolução de 32, e que se encontra sepultado no Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932, no obelisco do parque do Ibirapuera, na cidade de São Paulo, ao lado dos despojos dos jovens conhecidos pela sigla MMDC, numa mostra do seu amor maior pela abençoada terra paulista, escreveu o poema Nossa Bandeira, cujos versos estão insculpidos no mausoléu campineiro e do qual destaco o seguinte trecho: “Bandeira da minha terra, Bandeira das treze listas: São treze lanças de guerra cercando o chão dos paulistas! (...) Cada lista é uma trincheira; Cada trincheira é uma glória! (...)”.
Porque os governos não se preocupam em assegurar que esses fatos sejam transmitidos de geração em geração? Afinal, a ausência de memória significa repetir derrotas, como vimos, já que nada aprendemos das experiências vivenciadas. Os mortos não morrem caso nossas memórias permaneçam vivas com suas lembranças. Assim, podemos reverenciar nossos ancestrais, nossos heróis, reavaliar as experiências, ponderar sobre os fatos da vida e, com este acervo, enriquecer o nosso repertório pessoal e escrever uma nova história. Derrota é lição e com lição se aprende; mas, com memória, não com esquecimento!














sexta-feira, 4 de julho de 2014

Era “paz e amor”. Agora é “guerra e ódio”




“Divisão de tarefas na campanha do PT à Presidência da República: enquanto Lula e o lulista Gilberto Carvalho veem "ódio" por toda parte, Dilma oferece um pacote de bondades para os grandes empresários, na esperança de que façam uma meia volta e retornem para a candidatura dela.” (Eliane Cantanhêde, Folha de S.Paulo, 19/6)


Impressionada com o volume de textos jornalísticos que comentam a transformação da face/fase do ex-presidente, faço um apanhado de alguns deles, por perceber que descrevem com perfeição o fenômeno dessa mutação.
A articulista da Folha continua escrevendo: “O discurso de Lula, tão velho quanto sua luta sindical na década de 1970, teve um grande hiato com o "Lulinha paz e amor" - que o levou a subir a rampa do Planalto em 2003 e a descer dela com imensa popularidade, oito anos depois. Jogando fora o "paz e amor", Lulinha recupera o seu velho personagem e o discurso da vitimização: sente-se perseguido pela elite branca, o conservadorismo, a direita, os que querem que o povo brasileiro morra de fome para manter seus privilégios.”



O jornalista Arnaldo Jabor (O Estado de S.Paulo, 1/7) pensa de modo semelhante: “Outro dia, o Lula bradou: A elite brasileira está conseguindo fazer o que nunca conseguimos: despertar o ódio de classes”. Esse “ato falho” de Lula é sensacional. A tradução é: sempre quisemos despertar o ódio de classes, mas nunca conseguimos.”
Ou, como diz Eliane Cantanhêde (Folha de S.Paulo, 22/6): “O ex-presidente Lula ampliou indefinidamente os inimigos a serem combatidos com "adrenalina" pelos petistas. O grito de guerra passou a ser "nós" contra todo mundo, contra tudo e todos os que não votam no PT e estão sendo jogados numa mesma vala comum: a "direita", os "oligopólios", os "neoliberais", a "mídia", o "capital especulativo", os "antipopulares".
O editorial de O Estado de S.Paulo (21/6, A3) constata: “É profundamente lamentável que, faltando ainda quatro meses para o pleito de outubro, a campanha eleitoral esteja enveredando pelo descaminho da retórica belicosa com que Lula e o PT pretendem, em desespero, aprofundar entre os brasileiros a divisão alimentada pelo ódio. É preciso tirar o ódio do caminho e estimular a cidadania, valorizar a unidade na diversidade e lutar, com genuíno espírito democrático, por um Brasil de todos.”
No mesmo jornal, a articulista Dora Kramer escreveu (22/6, A6): “O PT demonstrou que encara essa eleição como uma guerra e não se intimida em fazer da verdade sua primeira vítima. Qualquer coisa serve para construir uma narrativa que sirva para desviar a conversa dos problemas concretos. Da economia que patina, do atendimento de saúde sofrível, da educação vergonhosa, da segurança pública abaixo da crítica, da inflação ameaçadora, do crescimento pífio, do envio da ética às favas, da transformação do Estado em aparelho partidário, etc.”, porque, como reconhece Reinaldo Azevedo (O GLOBO, 20/6), “O PT pode se perder nos fatos, e está perdido, mas sempre se arranja nas versões”.



Assim, como ilustram a foto registrada por Emmanuel Pinheiro (Folhapress) e a montagem caricatural sobre o fradim Baixinho, do Henfil, “Volta à cena o discurso do ódio. Já não é plantação, é colheita. Nenhum ódio tem sido desprezado pelo partido do "nós" contra "eles" (Fernão de Lara Mesquita, O Estado de S.Paulo, 23/6, A2).
“Acuado pelos fatos, com receio de perder a eleição, sem oferecer uma resposta para os graves desafios postos no presente e inexoravelmente contratados para o futuro, o PT resolveu acionar a tecla da intolerância para tentar resolver tudo no grito. Cumpre aos defensores da democracia contrariar essa prática e essa perspectiva. Não foi assim que construímos um regime de liberdades públicas no Brasil” (José Serra, O Estado de S.Paulo, 26/6, A2).
“Vinicius de Moraes falava da grande ilusão do carnaval: a gente trabalha o ano inteiro por um momento de sonho e tudo acaba na quarta-feira. Como no carnaval, tudo acaba com o apito encerrando a Copa. Aí virão os duros meses da ressaca e, lamento prever, o jogo feio e sujo do poder a qualquer custo. Quem seremos no final disso tudo, como revigorar a terra arrasada da nossa convivência política?, se pergunta Fernando Gabeira (O Estado de S.Paulo, 20/6, A2).

Revigorar essa terra arrasada da convivência política depende de cada um dos brasileiros: quando chegar a hora, será preciso votar para mudar tudo isso que considera errado e contrário aos princípios democráticos, éticos e cidadãos.   



Clube do Livro

“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história.” Bill Gates


Como surgiu o Clube do Livro?
A Editora Novo Conceito enviou, gentilmente, vários exemplares de suas obras, para a redação do NOTÍCIAS.
Cientes da importância da leitura, resolvemos estimular este saudável hábito , com o sorteio dos livros, através da nossa fanpage no Facebook.
Assim nasceu o Clube do Livro, alcançando todo o território Nacional – Norte, Sul, Leste e Oeste, unidos pelo prazer da leitura.

O próximo sorteio ocorrerá dia  28 de julho de 2014, o título sorteado será “Sonha Mais” de Jai Pausch .  Como em todas as edições, o sorteado receberá o seu exemplar pelo correio, sem nenhum custo, bastando que resida em território nacional.
Acesse nossa  fanpage, curta nossa página, acesse a aba do sorteio, siga todas as instruções e Boa Sorte!


“Os livros são pequenos pedaços do incomensurável.”
Stephan Zweig.

“A colheita é comum, mas o capinar é sozinho.”
João Guimarães Rosa.

“A pessoa que não lê, mal fala, mal ouve, mal vê.”
Malba Tahan




“NADA SERÁ COMO ANTES!"


No seu livro “Os simples prazeres do jardim”, Markova nos conta: “Há muitos anos, eu estava andando por uma estrada perto do mar. Uma mulher idosa e magra veio mancando pelo caminho em minha direção. Acenei e continuei andando, mas ela me pegou pelo braço, virou-se e começou a me puxar para sua casa. Imediatamente pensei na bruxa de “João e Maria” e tentei recuar, mas isso só fez com que ela me apertasse mais o punho. Então resolvi ceder. A mulher não disse uma só palavra até chegarmos à sua casa: um chalé de madeira com janelas verdes e um gramado explodindo de flores vermelhas. Chegando ali, ela me soltou, levantou os braços para cima e exclamou: Olhe que esplendor! Não é um milagre?”
“Essa velha mulher estava aberta para a mágica e a beleza da vida. Seus olhos brilhantes e o desejo de compartilhar tornavam essa senhora e todas as coisas à sua volta mais vibrantes e vivas.”
O que acontece com a nossa vida?
Muitas vezes no dia a dia, perdemos a alegria, a espontaneidade, o entusiasmo. Ficamos retraídos diante das situações ou das dificuldades. Por quê?
A gratidão por tudo o que temos e somos nos torna mais jovens, mais vibrantes, mais comunicativos, mais corajosos para viver com intensidade os momentos preciosos da vida.
A gratidão é uma dádiva que aumenta à medida que nos envolvemos nela e a assimilamos.
Precisamos agradecer sempre o que temos e o que conseguimos com nosso esforço, com nosso trabalho e empenho, sem ficar presos ao que nos falta ainda. A gratidão pelo hoje e agora, nos fortalece e nos impulsiona e nos livra da opressão, da aflição.
“A marca invariável da sabedoria é ver o extraordinário naquilo que é comum”. Agindo assim acreditamos que “nada será como antes”.
Agradecemos a Deus, nosso Pai e Criador, o presente da vida!
Queremos ser fortes, ser otimistas com os pés na realidade, para concretizar os projetos e metas que elaboramos no decorrer do tempo.  Com essas atitudes fazemos a “mágica da vida” alegrar o coração das pessoas com quem convivemos.






                                              

ANULAÇÃO E NULIDADE DE CASAMENTO





O Oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais tem a felicidade, e ao mesmo tempo, a responsabilidade, de lidar, diariamente, com questões de extrema importância na vida dos usuários de seus serviços.
No dia-a-dia do balcão do Registro Civil das Pessoas Naturais, é muito comum nos depararmos, por exemplo, com aqueles que, equivocadamente, pretendem ver seu casamento anulado em razão do tempo que durou a união conjugal; porque do casamento não houve filhos, ou ainda, porque não existiu cerimônia religiosa.
Importante esclarecer, e tem este artigo esta função, as diferenças do casamento nulo e do casamento anulável, bem como, as possibilidades e formas de se requerer tais declarações.
O casamento nulo é o casamento inválido por ter sido celebrado em condições expressamente proibidas em lei, sendo que qualquer pessoa interessada ou o Ministério Público poderá ajuizar ação de nulidade de casamento.
Assim, será nulo o casamento das pessoas casadas; do enfermo mental que não têm condições de compreender a conseqüência de seus atos; entre pais e filhos biológicos ou adotivos; entre irmãos biológicos ou adotivos; entre sogra e genro ou sogro e nora; entre o adotado e pessoa que já foi casada com seu adotante ou entre o adotante e pessoa que já foi casada com seu adotado; entre o sobrevivente e pessoa condenada por cometer crime ou tentativa de crime contra a vida de seu ex-marido ou ex-esposa, e, entre tios e sobrinhos, com exceção, neste último caso, para os casamentos celebrados com autorização judicial.
O casamento anulável, por sua vez, é aquele em que, embora haja motivos que permitam a anulação, tornar-se-á válido, caso essa solicitação não seja feita ao juiz dentro do prazo previsto na lei.
Desta forma, será anulável o casamento celebrado por Juiz de Paz sem autorização para a prática do ato; do menor de dezesseis anos que se casou sem autorização judicial ou daquele que tendo mais de dezesseis e menos de dezoito anos de idade, se casou sem consentimento dos pais, salvo em caso de gravidez; daquele que se casou desconhecendo a existência da prática de crime praticado por seu cônjuge; de doença mental incurável, física irremediável ou contagiosa que não torne possível a convivência conjugal; de fato que comprometa à honra, boa fama ou identidade do outro, ou ainda, se houve prática de coação contra um dos noivos que temia por mal contra vida, saúde ou honra própria ou de seus familiares. Sendo certo que, os prazos para ação de anulação podem variar de cento e oitenta dias a quatro anos dependendo do motivo que se fundar o pedido de anulação.

Tanto a nulidade quanto a anulação de casamento deverão ser reconhecidas ou decretadas judicialmente, devendo o Mandado de Averbação expedido pelo juiz, ser apresentado ao Oficial do Registro Civil das Pessoas Naturais que tenha registrado o casamento.












"A cooperação é a convicção plena de que ninguém pode chegar À meta se não chegarem todos." (Virginia Knauer)


MUDANÇAS NO RODÍZIO - DAEV












A HORA E A VEZ DOS PETS


Novos olhares e novas relações, abrem espaço para novos mercados. No caso dos já existentes, podem gerar uma verdadeira revolução no setor.
O setor de negócios pet cresce a cada dia no Brasil. Estima-se que haja, em média, um animal doméstico para cada dois habitantes no país. Segundo dados da Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação), são cerca de 37,1 milhões de cães, 21,3 milhões de gatos, 26,5 milhões de peixes e 19,1 milhões de aves. Somando a estes números, 2,17 milhões de outros animais mantidos em residências, são mais de 100 milhões de pets.
“Globalmente, essa indústria fechou o ano passado com faturamento de U$ 102 bilhões, U$ 7 bilhões a mais do que em 2012. Os Estados Unidos respondem sozinhos por 30% do faturamento no planeta. Em segunda posição, aparece o Brasil, que movimentou, em 2013, R$ 15,2 bilhões, segundo dados da Abinpet. Nessa contagem, não entra o valor conseguido com a venda de filhotes, que movimentou cerca de R$ 1 bilhão.”
O chamado “tema da vez” é a adoção. Como o relacionamento entre humanos e animais mudou muito, se faz necessária uma nova abordagem, novos produtos. Enfim, novas atitudes.
Continua...




















Sonho impossível?


“Uma sociedade só será democrática quando ninguém for tão rico que possa comprar alguém e ninguém seja tão pobre que tenha que se vender a alguém.” (Jean Jacques Rousseau)



Os leitores sabem que defendi a Copa do Mundo no sentido de que, já que ela está aqui e acontecendo, vamos abraçá-la e fazer desse evento o sucesso que, aliás, está sendo, graças ao calor e a humanidade do nosso povo, do povo brasileiro.
Contudo, se por um lado essa atitude dos nossos concidadãos me alegra, por outro lado me faz triste, num paradoxo que dá pra explicar ou pelo menos tentar. Acredito que todos vemos e percebemos como a população e o estado brasileiro se mobilizam em torno da Copa do Mundo: as pessoas mudam seus horários para se adequarem aos jogos, as empresas, as instituições oficiais também se organizam nesse sentido, ainda que com quebra da sua produtividade. Tudo ocorre em torno de um objetivo. Nós vemos as pessoas vibrando e vivendo a todo o momento um sentimento de felicidade com a ideia do gol da nossa seleção canarinho e se entristecem só de pensar com a eventual possibilidade de um fracasso. Mas não vemos essa mesma mobilização em torno da superação dos problemas comuns e mais simples do dia-a-dia, como a infame desigualdade das classes sociais, os barracos que lembram o “apartheid” da África do Sul, a falta de saneamento básico, a ausência de melhoria e de progresso do ensino nas escolas, as falhas de atendimento e a precária disponibilização da saúde pública, a ineficiência policial ou a discutível qualidade da governança pública nas três esferas do Poder: executivo, legislativo e judiciário.
Não importam os problemas. Eles estão aí e sempre estarão. Mas se não existir a fé pública e coletiva não vamos resolvê-los por mais simples que sejam ou que se apresentem. Não há como governar um povo e organizar instituições se ambos não desejam isso.
É bem verdade que a natureza do brasileiro está mais para a afetividade do que para a razão. Aliás, somos o último reduto da afetividade de um mundo empobrecido pela tecnologia. Mas temos que fazer alguma coisa para resolver os nossos problemas — que são nossos e de ninguém mais — mas temos que querer, que desejar fazer isso. A propósito, o famoso publicitário e executivo americano Leo Burnett ao criar o ícone de “uma mão a alcançar as estrelas”, que ele explicou dizendo: “Quando tentamos alcançar uma estrela, podemos não conseguir apanhar nenhuma mas também não acabamos com as mãos cheias de lama”, buscou dizer que nada é impossível quando, efetiva e concretamente, queremos fazer alguma coisa.
Vamos tentar alcançar as estrelas! Sonho impossível? Não se quisermos e desejarmos realmente, com fé. Vamos usar de toda essa energia e união que o abraço na Copa do Mundo mostra para mudar o Brasil para melhor, não só para nós, mas, sobretudo para nossos filhos e netos, para as próximas gerações. Vamos lutar por este gigante ainda adormecido. Vamos fazer do Brasil o país do futuro. Vamos fazer história!









sexta-feira, 27 de junho de 2014

Grandes águas, pássaros, semente

“Não me procures ali, / onde os vivos visitam / os chamados mortos. / Procura-me dentro das grandes águas / ou junto aos pássaros / ou espelhada num outro alguém. Pedra / semente / sal. / Passos da vida. / Procura-me ali. Viva.”

(Hilda Hilst, poeta, dramaturga, escritora)



Uma das principais representantes do movimento feminista no Brasil, mulher determinada em tudo, desde a luta contra a cegueira, até a luta por suas ideias, a escritora e feminista Rose Marie Muraro morreu aos 83 anos, há alguns dias.
Rose Marie estudou Física, mas se dedicou profissionalmente a escrever e editar  livros.     Como autora, publicou 35 títulos, entre os quais “Sexualidade da Mulher Brasileira” e “Corpo e Classe Social no Brasil”.
Em 1975, ela fundou o Centro da Mulher Brasileira, para difusão de suas ideias feministas.
Por trabalhar na editora católica Vozes, sua atuação como editora ligada à Teologia da Libertação incomodou a igreja, especialmente depois da publicação de “Por Uma Erótica Cristã”. Em 1986, ela e Leonardo Boff foram demitidos da editora depois de 17 anos de trabalho conjunto (eles escreveram juntos  “Masculino/Feminino”, livro que estuda a relação entre os gêneros).
A publicação da autobiografia “Memórias de Uma Mulher Impossível” atesta a luta de Rose Marie Muraro pela emancipação das mulheres. Em 2005, ela foi nomeada a Patrona do Feminismo Brasileiro.


"Rose Marie Muraro mostrou em sua saga pessoal que o impossível não é um limite mas um desafio. Ela se inscreve na linhagem das grandes mulheres arquetípicas que ajudam a humanidade a preservar viva a lamparina sagrada do cuidado por tudo o que existe e vive. Nesse afã ela se tornou imorredoura", escreveu Leonardo Boff, que ressaltou no início do texto o fato de que a escritora nasceu com uma deficiência visual que a tornou praticamente cega – só aos 66 anos, ela se submeteu a uma cirurgia e recuperou a visão. Boff destacou a atuação de Rose Marie nas discussões sobre gênero e afirmou que a escritora "não se limitou à questão das relações desiguais de poder entre homens e mulheres mas denunciou relações de opressão na cultura, nas ciências, nas correntes filosóficas, nas instituições, no Estado e no sistema econômico. Enfim, deu-se conta de que no patriarcado de séculos reside a raiz principal desse sistema que desumaniza mulheres e também homens", escreveu.

Por enfrentar desafios imensos e por sua dedicação incansável, Rose Marie Muraro se tornou imorredoura: pode ser procurada dentro das grandes águas, ou junto aos pássaros, ou espelhada num outro alguém. Ela é semente: para sempre viva na nossa admiração!



           

INTERNET, INFORMAÇÃO SEM FRONTEIRAS


“Os analfabetos do século XXI não serão aqueles que não sabem ler e escrever, mas aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender.” Alvin Toffler (Escritor e futurista norte-americano doutorado em Letras, Leis e Ciência, conhecido pelos seus escritos sobre a revolução digital, a revolução das comunicações e a singularidade tecnológica.)




O Departamento de Defesa americano pretendia criar uma rede de comunicação de computadores em pontos estratégicos. A intenção era descentralizar informações valiosas de forma que não fossem destruídas por bombardeios se estivessem localizadas em um único servidor. E foi assim que surgiu a Internet, nos anos 60, na época da Guerra Fria, nos Estados Unidos.
Segundo o site Brasil Escola, no Brasil, a conexão de computadores por uma rede era possível somente para fins estatais. Apenas em 1991 a comunidade acadêmica brasileira conseguiu, através do Ministério da Ciência e Tecnologia, acesso a redes de pesquisas internacionais. Em maio de 1995, a rede foi aberta para fins comerciais, ficando a cargo da iniciativa privada a exploração dos serviços.
Infelizmente, no Brasil ainda existem muitas pessoas que não sabem direito o que vem a ser essa rede chamada “Internet”. É uma rede de computadores interligados mundialmente, que compartilha informações comerciais, acadêmicas, públicas e privadas.
Hoje a Internet possibilita um acesso em tempo real, a todas as partes do mundo. Podemos conversar e ver pessoas que estão do outro lado do planeta. É maravilhoso! Com esta ferramenta, podemos receber informações de todos os tipos, sem precisar sair de casa. Basta ter um computador, um tablet ou mesmo um celular.
NOTÍCIAS, um jornal antenado com seu tempo, possui vários endereços virtuais. Além de acessar nossas matérias na íntegra, possibilita ao leitor comentar e opinar sobre nosso trabalho. Dá acesso às imagens, promoções e propagandas.
Estamos levando NOTÍCIAS DE VALINHOS a todos os cantos do planeta, como mostra o mapa:

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Esse é mais um bom motivo para estar em NOTÍCIAS – ver e ser visto! Seu texto, anúncio, produto ou serviço, tem um alcance expressivo, além das fronteiras da Região Metropolitana de Campinas.

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Cristina Morse
Bacharel em Ciência da Computação
Social Media Strategist