quinta-feira, 19 de junho de 2014

MUSCULAÇÃO DOS SONHOS





Quantas vezes na vida fazemos planos, expressamos desejos e metas, mas na hora de executar não conseguimos, ou não temos a força de vontade suficiente, ou nos perdemos nas interferências e opiniões.
Essas situações delicadas e ao mesmo tempo frustrantes nos fazem lembrar a fábula dos “dois ratos que passeavam despreocupadamente. O primeiro rato se vangloriava do seu doutorado em Planejamento Estratégico nos EUA. Fazendo tocaia, um gato saltou e pôs a pata em cima do segundo rato. Este, aterrorizado, suplicou ao rato planejador:

“O que você faz aí, parado? Ajude-me”!
“Estou planejando”!
“Planejando o quê? Socorro”!
“Já sei: vire um Pit Bull”!
“Mas como”?
“Bem... eu planejo e você tem de executar”!


De verdade, entre o planejar e o executar há uma grande distância. Podemos ser ótimos planejadores, termos idéias brilhantes e criativas, mas na hora da execução, não chegamos lá. Em contrapartida podemos ser ótimos executores de planos já estabelecidos.


É preciso traçar metas, ter objetivos, sonhos e boas intenções. Entretanto, o que vai definir se andamos para frente, para trás ou se ficamos no mesmo lugar, é a ação que vamos empreender, ou a ausência dela.
Bem disse Walt Disney: “É preciso colocar músculos nos seus sonhos”, ou seja, é preciso agir.

Tanto na elaboração dos planos ou na execução deles, não estamos sozinhos. A convivência com as pessoas nos inspira e nos motiva, nos estimula, nos ajuda, nos faz ser mais criativos... Por isso a equipe de trabalho coesa e unida, que respeita e permite o desenvolvimento dos dons e talentos de cada um, só pode crescer e espalhar confiança e alegria...
E, Deus, nosso Pai, ilumina e fortalece nossa vontade interior! E sempre precisamos nos lembrar das possibilidades sem limites, que nascem, quando acreditamos em nós mesmos e nas pessoas que nos rodeiam.
     
 










Violência Doméstica



“Meu pai sempre dizia: Não levante a sua voz, melhore seus argumentos.” (Arcebispo Desmond Tutu – Nobel da Paz)




Violência doméstica vem crescendo assustadoramente entre todas as classes sociais e entre pessoas cada vez mais jovens. São relacionamentos doentios, onde um se acha “dono” do outro, não permitindo ser contrariado sob nenhuma circunstância.
E a violência doméstica não acontece somente quando há agressão física. A violência verbal, muitas vezes, fere muito mais, atacando diretamente o amor próprio, minando as forças do parceiro, para que ele se sinta inferior e dependente, como se ninguém mais fosse querer tê-lo por perto. Desta forma, prende o parceiro, de maneira doentia, nesta relação insana.
Esta violência (doméstica) é tão devastadora que, mesmo colocando um fim no relacionamento, mesmo passando um bom tempo em segurança, muitas vezes chegamos a acreditar que nossas feridas foram cicatrizadas... Ledo engano!
Ela entra na pele... é aterrorizante!
Basta ouvir uma porta bater, uma discussão na rua, um copo quebrar, que passa um filme em nossa frente. Revivemos cada detalhe. Um nó na garganta, um tremer por dentro, um sentimento de medo, vontade de chorar.


Quem sofre com violência doméstica fica marcado pra sempre... Adultos, crianças e até mesmo animais domésticos...
Qual a sugestão? Seja forte, acredite em si e jamais dê continuidade a um relacionamento que faz mal... Quando acaba o respeito, o amor definha.

Procure apoio na família, com amigos, com psicólogos ou mesmo com a polícia. Não se sinta humilhada, não peça desculpas por estar passando por isso. Peça ajuda! Você merece ser feliz! Você merece paz!

Cristina Morse
Bacharel em Ciência da Computação
Social Media Strategist
“O que mais me impressiona nos fracos é que eles precisam humilhar os outros para sentirem-se fortes.” (Mahatma Gandhi)

“Quando alguém lhe magoar ou ofender não retruque, não responda da mesma forma. Apenas sinta compaixão daquele que precisa humilhar, ofender e magoar para sentir-se forte.” (Chico Xavier)




















DOAÇÃO DE SANGUE E VIDA



Karl Landsteiner, prêmio Nobel pela descoberta do sistema de grupos de sangue ABO, nasceu num dia 14 de junho. Por esta razão, no ano de 2004 a Organização Mundial de Saúde (OMS) instituiu o dia 14 de junho como o Dia Mundial do Doador de Sangue. O objetivo é homenagear e agradecer a todos os doadores que ajudam a salvar vidas diariamente.
No mundo, os doadores regulares de sangue, voluntários e não remunerados – que doam pelo menos duas vezes ao ano – fornecem nesse período 37,6 milhões de unidades de sangue; 89% desse total é obtido em países de rendas altas. É preciso lembrar que uma única doação pode salvar a vida de até quatro pessoas. Em muitos casos, a transfusão de sangue é a única esperança de vida.





O procedimento é simples, rápido e indolor:

O volume coletado é de aproximadamente 450 ml (padrão internacional), o que representa menos de 13% do total de sangue do corpo de um adulto.
O doador não se expõe a nenhum risco de contaminação.
A doação de sangue não engorda e nem emagrece, não afina e nem engrossa o sangue.
Não é necessário jejum, porém após o almoço ou jantar pede-se um intervalo de 3 horas para iniciar a doação.

O Dia Mundial do Doador de Sangue é uma possibilidade para enfatizar, mais uma vez, por que é essencial que a doação seja altruísta e que haja doadores regulares para garantir a provisão de sangue seguro para todos os pacientes que precisem de transfusões. Em síntese, este dia é um veículo para promover: a motivação para que os doadores sadios, que tenham doado para seus familiares, se convertam em doadores regulares voluntários não remunerados; o aumento do número de doadores através de campanhas de conscientização e motivação; estilos de vida saudáveis nos doadores de sangue, para proteger sua vida e a dos pacientes que recebam seu sangue; enfatizar a necessidade de contar com sangue seguro.



COMUNICADO DAEV










QUANDO O POUCO É MUITO!


“A mídia será definida por quais nichos ela atinge. Isso significa que o foco nos grandes veículos mudará para canais específicos, tanto no plano da informação como da publicidade.” 
Mark Penn – autor do livro Microtendências




Não é habitual pensarmos no conceito de que minorias devam ou possam ser ouvidas. Muito menos que possam mudar o rumo da economia.
Ao tratar de assuntos referentes ao mundo corporativo, como tendências de mercado ou estratégias para superar uma crise econômica, é comum acreditar que isso nada tem a ver com educação. Como se educação fosse um tema à parte...
Engano! Não são apenas os educadores por profissão que enfatizam o papel transformador que uma boa e eficaz orientação educacional pode ter. Ainda bem, porque assim há maior credibilidade na afirmação de que “a ignorância custa caro”. E havendo maior credibilidade, é mais provável que possamos nos beneficiar com os frutos deste novo enfoque.
Sejamos francos. Gosto muito de usar como referências, conceitos que foram (ou estão sendo) eficazes no dia a dia do mercado de trabalho, na economia. Já que o poder está frequentemente relacionado a dinheiro – para falar bem claramente, nada pode ser mais irrefutável!  
Não é nada produtivo ficarmos falando da crise econômica mundial, apenas com enfoque no que se pode perder, ou deixar de ganhar. É até cômodo, mas muito prejudicial.
O maior benefício que uma crise pode oferecer é a possibilidade de crescimento e aprimoramento que proporciona – por mais que esta afirmação pareça piegas, é verdade. A falta de crise acomoda a maioria de nós. E nada mais mortal que a acomodação! Ter uma rotina de procedimentos é uma coisa, viver na mesmice, é outra.
Cada vez mais a criatividade deixa de ser atributo exclusivo de publicitários, escritores ou inventores.  Somos todos convidados a desenvolvê-la, a aprimorá-la. E, onde exercita-se a criatividade, não há espaço para a mesmice. Assim, tudo fica mais dinâmico, interessante. O enorme número de divórcios, assassinatos e abuso de substâncias químicas, pode ser um indicador do quanto há de verdade nestas afirmações.
Uma nova forma de ver as coisas pode mudar o mercado. Mark Penn também é autor do livro “Canhotos à solta”. Segundo ele, o número de canhotos quase dobrou no último século. Não que antes eles não existissem. Mas eram considerados minoria, o que não justificava que tivessem o próprio mercado, com utensílios próprios para canhotos (como abridores, tesouras, mesas). Então eram forçados a usar a mão direita. Hoje, graças às mudanças na educação, apesar de ainda serem menor número, as portas do mercado se abriram para esse setor. Tem gente produzindo e ganhando a vida com produtos feitos para uma minoria.



Este é apenas um exemplo de que o pouco pode ser muito! Pesquisar, descobrir e investir na educação, na produção e na geração de empregos continuam sendo as molas propulsoras do desenvolvimento sustentável.






   

A Copa e as vaias






Com medo de vaias e protegida pelo maior e mais forte esquema de segurança oferecido a uma autoridade no país, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, ficou escondida dos torcedores (64 mil pessoas) na cerimônia oficial de abertura da Copa do Mundo de 2014, na Arena Corinthians, na última quinta-feira (12/06), em São Paulo, em que se deu o jogo Brasil e Croácia, para não ser hostilizada.
 Quando os alto-falantes do estádio anunciaram o nome do presidente da Fifa e da presidente do Brasil, cumprindo o protocolo Blatter se levanta, até mesmo a filha de Dilma se levanta, porém a presidente permanece sentada. Blatter ainda dá uma “cutucada” na presidente e, ainda assim, Dilma não se move.
 A vaia começa a comer solta e pesada. Mesmo assim, a presidente preferiu manter-se sentada, escondida do público, quem sabe escapando daquelas fotos constrangedoras. Com essa atitude, o Brasil registrou o fato de ser a única sede de Copa do Mundo em que um chefe de estado não discursou na abertura do evento. Soma-se a isso o insólito fato da presidente Dilma Rousseff não ficar em pé quando seu nome e cargo foram anunciados, ao contrário das demais autoridades presentes.
 A postura da autoritária chefe de estado brasileira dá a exata dimensão do que houve e de como se comporta a presidente quando não está na frente de militantes ou atrás do seu chefe-de-fato, numa conduta que se revela exatamente contrária àquela praticada com os áulicos que a cercam.
 Dizer que vaiar uma autoridade constituída — afinal, é da democracia —, é falta de educação, parece-me impróprio num país cujos responsáveis pela sua condução não primam em permitir seu acesso ao povo, numa estratégia que vem de há muito tempo. Lamentavelmente e para a tristeza das atuais e próximas gerações!...













sexta-feira, 13 de junho de 2014

Lecce, Otranto e Gallipoli





Nessa região da Puglia, além da paisagem de praias de areia branca banhadas por dois mares (Adriático e Jônico) e jardins de velhas oliveiras, os passeios pelas cidades rurais milenares e bem conservadas são muito valorizados pelos inúmeros turistas que apreciam esse tipo de roteiro.
A principal cidade, Lecce, foi fundada há 2.000 anos, e foi palco de diversas invasões ao longo do tempo, tendo sido dominada pelo Império Romano. Foi povoada por latinos e gregos, o que deu origem ao dialeto em uso até hoje ─ uma mistura de latim com grego antigo, bem diferente do italiano que comumente conhecemos. No século XV iniciaram-se as construções que hoje fazem a cidade ser conhecida como a “Firenze do Sul”, graças à rica arquitetura barroca que domina todo o centro histórico, cheio de detalhes nos balcões e nas varandas, janelas e portas.
São imperdíveis a visita à Basílica de Santa Croce (1), construída há mais de 600 anos, e sua detalhadíssima fachada esculpida em pietra leccese; ao Palácio do Governo, que ocupa o antigo convento; e à catedral da cidade, o Duomo (2). Com quase 900 anos de idade a catedral é considerada uma das mais impressionantes da Itália. No fim da tarde, a praça em frente é iluminada e se torna um encantamento!

A principal praça de Lecce, a Sant’Oronzo, tem o nome do patrono da cidade. Ela marcava o fim da Via Appia, construída pelos antigos romanos para ligar a região à Roma. Ali também se encontra a parte visível do Anfiteatro Romano (3) (séc. II d.C.) que, nos tempos do Império, tinha 25.000 lugares!

Não se pode deixar de ir a Otranto (4), cidadezinha debruçada no mar, muito linda e de riquíssima história: seus arredores são habitados desde o período neolítico! Depois, foi povoada por gregos e romanos quando, graças a seu porto, se tornou a cidade mais importante da Puglia, na época. Hoje, um passeio por suas ruelas mostra lojinhas, cafés e restaurantes, além de um belíssimo castelo medieval!
Gallipoli é parecida com Otranto, mas um pouco maior e mais estruturada para o turismo. Conhecida como “pérola do Mediterrâneo”, a cidade fica do lado Jônico, o que permite admirar um deslumbrante por-do-sol no mar!


Com os olhos, a alma e o coração cheios de alegria por essa viagem tão gostosa, volto ao Brasil já com saudades da Itália dos meus avós...


PROVA DE CARINHO






Morder o calcanhar!...



Certamente já ouvimos a fábula de Esopo que “conta da formiga sedenta que veio à margem do rio para beber água. Para alcançá-la, devia descer por uma folha de grama. Quando assim fazia, escorregou e caiu dentro da correnteza.
Uma pomba, pousada numa árvore próxima, viu a formiga em perigo. Rapidamente, arrancou uma folha da árvore e deixou-a cair no rio, perto da formiga, que pode subir nela e flutuar até a margem.
Logo que alcançou a terra, a formiga viu um caçador de pássaros, que se escondia atrás de uma árvore, com uma rede nas mãos. Vendo que a pomba corria perigo, correu até o caçador e mordeu-lhe o calcanhar. A dor fez o caçador largar a rede e a pomba fugiu para um ramo mais alto.
De lá, ela agradeceu à formiga: “Obrigada, querida amiga.”




É bom estarmos sempre atentos para agirmos com atitudes de gratidão por tudo que recebemos de Deus e das pessoas.
É comum termos uma postura individualista diante dos fatos e acontecimentos.
Bem diz Augusto Cury, que “nos dias de hoje falta individualidade e sobra individualismo. A individualidade preserva o “eu interior”, alicerça a estrutura da personalidade, consolida a maneira de ser, pensar, enxergar o mundo e a nós mesmos. O individualismo, por sua vez, representa viver para si, procurar o sucesso somente para se satisfazer, explorar a sociedade sem dar quase nada em troca.”
“Os individualistas não são prestativos, pouco se importam se a sociedade vive uma comédia ou um drama. São egocêntricos, consideram-se donos da própria vida, não tem consciência de que dependem de inúmeras pessoas para manter sua sobrevivência.”
É preciso educar as crianças e jovens para o compromisso social. Para o sentido do reconhecimento, da partilha, da gratidão...
E nós, os adultos? Como anda a nossa solidariedade, a nossa sensibilidade e a nossa ação no convívio com as pessoas?
É tão simples dizer, “Obrigado, meu amigo!”













                                       

MULADEIROS DE FÉ, TRADIÇÃO E CIVISMO