sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Valinhos anuncia racionamento de água e multa



Uma das primeiras cidades a fazer campanha institucional pelo uso racional da água quando a estiagem sinalizava que se prolongaria para além do período normal, Valinhos inicia nesta sexta-feira, dia 7 de fevereiro, o racionamento de água e implanta medidas que incluem penalização com multa de R$ 336,00 – dobrando no caso de reincidência – às pessoas flagradas pelos fiscais molhando jardins e quintais, lavando calçadas, tanto residenciais quanto comerciais e lavagem de veículos em residência. O serviço de Atendimento do Departamento de Águas e Esgotos de Valinhos (DAEV) recebe denúncias pelo telefone 0800-133839. A partir de amanhã, a ordem é utilizar o líquido somente para consumo humano, preparação de alimentos e higiene pessoal.
A medida foi adotada pelo DAEV como forma mais justa para levar água a todos. Após reunir-se com os técnicos, o presidente da Autarquia, Luiz Mayr Neto, comunicou o prefeito de Valinhos, Clayton Machado, sobre a gravidade da situação e determinou a elaboração de um rodízio de bairros com dias e horários em que a população ficará sem água.

O critério para definir o esquema de rodízio, que acontecerá por 18 horas, sempre a partir das 10 horas e volta do abastecimento às 4 horas do dia seguinte, considera as manobras operacionais possíveis de serem feitas e obedecem a critérios exclusivamente técnicos.  A cidade foi dividida em sete áreas, de acordo com os dias da semana, e duas delas sempre ficarão sem água duas vezes por semana, em dias intercalados. Ninguém ficará sem água durante a suspensão do fornecimento, considerando que os imóveis devem estar dotados de uma caixa d’água com capacidade compatível com o número de moradores.

Sábados e quartas-feiras 
Área 1 – Centro, Vera Cruz, Jardim Paulista, Jardim Lorena, Santa Cecília, Vila Angeli, Vila Elaiub, Vila São Sebastião, Vila Colega, Vila Bissoto, Vila Olivo, Vila Rosa, Vila Clayton, São Cristóvão e Vila Faustino I e II.

Domingos e quintas-feiras
Área 2 – São Marcos, Terras do Oriente, Terras do Caribe, Di Napoli, Jardim Imperial, Bela Vista, Parque Portugal, Jardim Panorama, Santa Maria, Santa Gertrudes, Bosque dos Eucaliptos, Jardim Samambaia, Jardim São Luiz, Flor da Serra I e II e Le Village.

Segundas-feiras sextas-feiras
Área 3 – Jardim Maracanã, Morada do Sol, Country Club, Jardim do Lago, Itamambuca, San Fernando, Vila Pagano, Vale Verde, Chácara São Bento, Quinta das Jaboticabeiras, Parque Valinhos, Florence e São Bento do Recreio.

Terças-feiras e sábados
Área 4 – Chácara Silvânia, Santo Antônio, Terra Nova, Jardim Europa, Colina do Sol, Vale do Itamaracá, Village, Visconde do Itamaracá, Morada das Nascentes, Ouruam, Paiquerê, Millenium, Vila Toscana e Camburi.

Quartas-feiras e domingos
Área 5 – Jardim Elza, Jardim São Pedro, Bom Retiro I e II, Palmares I e II, Nova Era I e II, Maison Blanche, Pedra Verde, Jardim São Pedro, Jardim União, Figueiras, Morada dos Pinheiros, Parque dos Pássaros, Vila São Joaquim e Vila Ventura.

Quintas-feiras e segundas-feiras
Área 6 – Condomínio Águas da Serra, Água Nova, Ana Carolyna I e II, Lauzane, Zurich Dorf, Nova Espírito Santo, Vila Santana, Monte Verde, Colina dos Pinheiros, Fonte Nova, Colina dos Álamos, Villagio Fiorentino, Jardim Ypê, Condomínio Maria Regina, Jardim Alvorada, Vila Sonia, Vila d’Agostina e Jardim São Felipe.

Sextas-feiras e terças-feiras
Área 7 – Jardim Paraíso, Centenário, Parque das Colinas, Alvorada I e II, Manacás, Chácara das Nações, Condomínio Vivendas das Quaresmeiras, Condomínio Chácara Flora, Jardim América II, São Joaquim, Vila Romana, Jardim Jurema, Residencial Paraná, Vila Faustina I e II, Jardim Novo Horizonte, Alto da Boa Vista, Shangri-lá, Recanto dos Pássaros I e II, Jardim Alto da Colina, Lenheiro, Vila Moleta, Jardim Santa Elyda, Jardim Santa Helena, Mirante do Lenheiro, Jardim Maria Rosa, Novo mundo II e II, Vitoria Régia, Jardim Maria Rosa e Vista Valley.



Até mesmo os professores da rede municipal foram convocados como agentes multiplicadores da campanha. Eles receberam folhetos sobre a situação e dicas de consumo racional da água como forma de atingir aos pais dos alunos. Agentes do DAEV visitaram 41 condomínios, igrejas e entidades de classe para entregar materiais de conscientização e orientar as pessoas sobre a gravidade da situação.
Desde a segunda-feira, fiscais do DAEV saem às ruas diariamente para dar orientações às pessoas que forem flagradas desperdiçando água e, a partir de amanhã, estão autorizados a multar os infratores.
Por determinação do prefeito Clayton Machado, todos os prédios públicos devem economizar água, principalmente escolas, Secretarias, Departamentos e outras unidades da Administração municipal.

Cabe também à população fazer a sua parte e economizar água, utilizando o recurso apenas para o preparo de alimentos, consumo humano e higiene pessoal, reduzindo o tempo de banho, fechando a torneira para escovar os dentes, fazer a barba e lavar a louça, por exemplo. Esse é um desafio de todos para que não falte água. Faça a sua parte!


DESLIZES!...


“Quantas pedras cabem neste recipiente? Perguntou um professor aos seus alunos.
Os alunos fizeram seus cálculos e ele começou a introduzir pedras até que encheu o recipiente. Em seguida consultou: Está cheio? E todos os alunos acharam que sim.
Então, o professor pegou um balde cheio de pedras pequenas. Introduziu parte delas no recipiente e o agitou de tal maneira que todo o conteúdo se acomodou ocupando o espaço livre que sobrava entre as primeiras pedras. Perguntou: Está cheio? Desta vez os estudantes duvidaram: Talvez não!
O professor mostrou agora um balde com areia, que começou a derrubar no recipiente. Esta se infiltrou pelas pequenas frestas em perfeita disposição. Voltou a perguntar: Está cheio? Não! Exclamaram em uníssono todos os presentes, na dúvida...
Muito bem! Respondeu o professor pegando uma jarra com água, e começou a colocar no frasco sem que transbordasse.
Os alunos se comoveram com o experimento simples e tiraram como conclusão prática: Isso significa, professor, que não importa o quanto sua agenda esteja cheia. Sempre se pode fazer com que caibam mais coisas. Não importam os compromissos assumidos, pode-se sempre fazer algo mais.
Nada disso! “O que quis transmitir é que, se vocês não colocarem primeiro as pedras grandes, não poderão colocá-las depois”.




Esse texto de Enrique Mariscal nos ajuda a refletir sobre o que é importante para nossa vida e essencial para nossa realização pessoal e coletiva. Quais são as grandes pedras no nosso cofre de valores? A família, o trabalho, os amigos, a saúde, o lazer, os sonhos, a espiritualidade...?
É necessário saber qual é o nosso tesouro, porque as pedras pequenas e a areia das coisas menores podem ocupar o espaço das oportunidades do nosso cofre.
É com a inteligência e o coração, com a sensibilidade aguçada que fazemos essa escala de valores na nossa vida e conseguimos discriminar “as pedras grandes da areia fina”.
Que a dureza e a ansiedade das experiências diárias, não nos tirem a sensibilidade da observação, da percepção, da ação, da retomada e do resgate da direção da nossa vida.
E quando acontecerem os deslizes, que tenhamos a coragem de esvaziar o cofre e reorganizar os valores e os princípios que acreditamos: “o mais importante é o primeiro”.
Pedimos a Deus, nosso Pai, que nos ilumine e na sua Sabedoria nos ajude a organizar os valores da vida para que os mais significativos sejam os primeiros a serem reconhecidos e vividos.












Então, não atrapalha!



O “retiro” da Câmara Municipal de Valinhos foi quebrado, na última terça-feira, de um modo estridente.

Os 21 vereadores e os poucos e mesmos de sempre frequentadores foram despertados com a presença de um batalhão de muladeiros, todos com seus elegantes chapéus. Além daqueles de Valinhos, havia também muitos admiradores de equinos e bovinos que vieram de Americana, Vinhedo, Campinas, Jaguariúna, São José do Rio Preto, Cajamar, Bragança e Barretos. Estes se comportaram de maneira um pouco “esquentada”, algum alarido e muita determinação: “Não sabe fazer, então, não atrapalha!”.



Por um “triz” não aconteceu a acusação: “Vereador, o senhor não sabe nada de rodeio! Foi aí que o presidente da Câmara Lourivaldo jogou água na fervura do desentendimento, pedindo “calma, amigos”.

Vários vereadores usaram a tribuna com o intuito de minimizar o descontentamento dos apreciadores e defensores de rodeios.



Um pedido de “vistas” formulado pelo vereador Moisés Antonio Moisés adiou a decisão de se saber se Valinhos poderá ter ou não Arena de Rodeio, Boiódromo e Sambódromo.

O ex-vereador Adriano Maçaira agitou-se, lamentando a incompreensão de vereadores que não têm conhecimento do manuseio saudável que cada monitor pratica, a cada dia, no trato e no convívio com seus animais.

Usando o chapéu típico de membro da Associação dos Muladeiros, e sempre presente em todas as manifestações cívicas e folclóricas, com seu “Boi Corintiano”, Maçaira reclamou: “Estou indignado com o “contra” daqueles que pensam que animais de rodeio ou montaria são vítimas de maus tratos. Tratamos nossos animais com medicações, rações apropriadas e ferraduras protetoras. Lamento que os vereadores ignorem que os muladeiros contam com o apoio de veterinários, que sempre acompanham as nossas romarias.

Nada é impossível! Sabemos que Cajamar já tem o seu BOIÓDROMO, vários municípios têm Arena de Rodeio de Montaria, e muitas cidades têm Sambódromo. Todas essas atividades são, além de fontes de rendas, chance de ofertas de empregos.

Valinhos tem à sua disposição um espaço maravilhoso: o Parque de Feiras e Exposições Monsenhor Bruno Nardini. Além da gloriosa Festa do Figo e Expogoiaba que acontece anualmente durante um mês, a área poderia ter também uma outra fonte geradora de empregos. Não só o município, como também os munícipes sairiam lucrando, durante todo ano”.





Cursos do Centro Cultural


As matrículas para as 1.741 vagas dos 20 cursos gratuitos do Centro Cultural ‘Vicente Musselli’, mantidos pela Prefeitura de Valinhos por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, para o ano letivo de 2014, receberam centenas de elogios durante o período de inscrições. Os cursos terão início no próximo dia 17 de fevereiro.
“O violão sempre foi a paixão da minha filha Samanta Pereira, 13 anos,  sempre houve curiosidade em aprender o instrumento, e o Centro Cultural é responsável por esse aprendizado que é realizado com vários profissionais de qualidade. Além desse curso, minha filha também já faz há 7 anos, curso de teatro. Ela não perde uma aula”, declarou Marta Pereira.
Já as garotas Luísa dos Santos, 10 anos, e a sua irmã Ludimila dos Santos, 7 anos, foram com a mãe para se inscreverem no curso de flauta-doce. “As minhas duas filhas estão super ansiosas para iniciarem o curso. É a primeira vez que elas vão ter aula de música. É um local que estimula não só o aprendizado, mas desenvolve a criatividade neste período infantil da criança e ainda permite o contato com novas amizades. Acho importantíssima a atuação dos professores do Centro Cultural”, destaca Carla Marisa.
“Podemos perceber que o espaço do Centro Cultural está bem organizado. Cheguei aqui cedo, e a equipe tem sido bem eficiente em distribuição de senhas e no atendimento rápido. Vim por dois dias seguidos fazer inscrições e milhares de pessoas passaram por aqui e elogiaram o serviço”, comenta Érica Lolle.
Segundo o secretário de Cultura e Turismo, Wilson Ventura, além destas mais de 1.741 mil novas vagas disponibilizadas gratuitas em 2014 pelo prefeito Clayton Machado, outros 1.840 alunos já estudam no Centro Cultural. “Trata-se de uma das maiores escolas de cursos de artes gratuitos na região, com excelente infraestrutura e professores qualificados”, ressaltou.

Cursos
Ao longo do período de inscrições (entre 3 e 5 de fevreiro), foram oferecidos cursos de Artes Plásticas, Artesanato, Desenho Artístico, Pintura em Tela e Teatro, totalizando 218 vagas. Na área de Música foram disponibilizadas 526 vagas nos cursos de Cavaquinho, Flautas Doce e Transversal, Teclado, Violino, Violão Clássico e Popular. Outras 997 vagas na área de Dança - Ballet Clássico, Capoeira, Contemporâneo, Dança do Ventre, Dança de Rua, Dança de Salão, Flamenco e Jazz - foram oferecidas aos Valinhenses.








Pai e filho vencem


A família Trombeta é o grande destaque da cerimônia de premiação da Exposição de Frutas, na modalidade Figo Roxo, realizada durante a 65ª Festa do Figo e a 20ª Expogoiaba. O pai Ariel foi o campeão, com 732 pontos, e o filho, Tiago, ficou com a vice-liderança, somando 705 pontos. Já a terceira colocação foi para Márcia Bottura Previtalli, com 690 pontos. Ao todo foram 12 premiações na modalidade. Os festejos foram realizados de 18 de janeiro a 2 de fevereiro no Parque Municipal ‘Monsenhor Bruno Nardini’ e a Exposição de Frutas foi uma das principais atrações.


“O cultivo do figo roxo é uma tradição que vem de três gerações. Começou com meu avô, depois passou para o meu pai, que participa da Festa desde sua 1ª edição e já foi campeão por diversas vezes, e, agora, estamos dando sequência. O mais importante, para nós, é participar e apresentar à população o que temos de melhor. É claro que ficamos felizes com a premiação, mas a satisfação maior, sem dúvida, de todos nós, fruticultores, é a participação nesta grandiosa Festa”, comentou Tiago Trombetta, que estava acompanhado de sua mãe, Bernardete Trombeta. A família produz figo roxo, goiaba e pêssego em uma propriedade no Morro das Pedras.
Já na modalidade Goiaba Vermelha o vencedor foi Jorge Kushi, com 633 pontos, seguido de Leonardo José Joaquim, com 573, e Atushi Toriy, com 545. Foram 11 premiações ao todo. Na Goiaba Branca, Leonardo Joaquim ficou com o 1º lugar, com 568 pontos. Yoshinobu Kusse conquistou a vice liderança, com 564, Mario Scabello obteve o 3º lugar, com 516, e Atushi Toriy ficou com a 4ª colocação, com 468.
Vencedor na categoria Goiaba Vermelha, Jorge Kushi, de Cosmópolis, elogiou a organização da Festa em relação aos anos anteriores, como importante incentivo aos produtores rurais. “Sempre participo desta Festa e, sem dúvida, é grandiosa e tenho muito prazer em participar”, comentou Jorge.
Já na Goiaba Branca Leonardo José Joaquim faturou o 1º lugar pelo 3º ano consecutivo e também se classificou em 2º lugar na categoria vermelha, a qual participou pela 1ª vez. “É claro que a premiação é motivo de alegria, mas nosso principal objetivo em participar da exposição é mostrar a qualidade das frutas cultivadas em Valinhos”, ressaltou, aproveitando para elogiar a organização da Festa. “Foi nota mil. Faz mais de 10 anos que não via uma Festa como essa. A do ano passado foi boa, mas a desse ano foi melhor ainda”. Joaquim cultiva goiaba, figo roxo e uva em uma propriedade na Reforma Agrária.
Mais premiações - A Exposição de Frutas ainda ofereceu outras 19 premiações na modalidade Uva Niagara Rosada, seis na Uva Niagara Branca, além de quatro painéis da semana e 20 menções honrosas. Foram três semanas de julgamentos, com a participação de engenheiros agrônomos, especialistas em fruticultura, e produtores rurais. Os vencedores da exposição saíram da soma das notas obtidas nos quesitos uniformidade, cor, tamanho e embalagem.
O programa Globo Rural, da Rede Globo de Televisão, dedicou ao julgamento uma reportagem especial. E, este ano, pela primeira vez, o programa global transmitiu um link ao vivo do local de julgamento para todo o País.

Só elogios -  “Frutas de 1ª qualidade, vendas que superaram as expectativas, produtores rurais contentes e uma exposição maravilhosa”. Assim definiu o presidente do Sindicato Rural de Valinhos, Alci Roberto Previtali, ao comentar sobre o resultado final da Premiação das Frutas da Exposição e, ainda, sobre as vendas nesta edição da 65ª Festa do Figo e 20ª Expogoiaba.
A Exposição de Frutas, realizada no Pavilhão ‘Victório Bissoto’ numa área com 1.300 m2, contou com a participação de 32 produtores rurais, apresentando o que há de melhor na fruticultura valinhese nas variedades de figo roxo, goiaba, uva, pêssego, maçã, morango, figo da índia, caju e outras frutas de beleza e qualidade exemplares, cultivados com esmero por produtores na maioria de Valinhos e alguns da região.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Valinhos, os vencedores da Exposição serão premiados com troféus e insumos agrícolas. A data da solenidade de premiação ainda será definida.

Ensino superior em crise


Mais de nove mil alunos ainda não sabem como vão concluir os cursos depois do descredenciamento de duas universidades pelo Ministério da Educação, o MEC.
 O MEC descredenciou a Universidade Gama Filho e o Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), ambos no Rio de Janeiro. As duas instituições já estavam com o vestibular suspenso pelo ministério e, agora, não podem ser reabertas. O Grupo Galileo Educacional, mantenedor e administrador dessas duas instituições de ensino superior, está afundado em dívidas, mas diz que vai recorrer da decisão.



Os motivos para o descredenciamento foram a baixa qualidade acadêmica, o grave comprometimento da situação econômico-financeira da mantenedora das duas instituições e a falta de um plano viável para superar o problema, além da crescente precarização da oferta da educação superior.
A crise nas universidades privadas cariocas começou após o Grupo Galileo Educacional comprar a Gama Filho e UniverCidade, em meados de 2011. Em dezembro do mesmo ano, o Galileo demitiu cerca de 800 pessoas, entre professores e funcionários, e não pagou seus direitos trabalhistas. O grupo também impôs um aumento abusivo na mensalidade.
O MEC optou pelo descredenciamento para “preservar o interesse dos estudantes e da sociedade”. Com o descredenciamento, o MEC convocará universidades que tenham condições e interesse de receber os alunos das instituições fechadas. A chamada “transferência assistida” tem como objetivo facilitar o processo de mudança de instituição que deverá ser feito pelos alunos e também deverá auxiliar a transferência de professores. Mas isso dependerá do interesse de outras instituições.
No caso dos estudantes, há mobilizações tanto no Rio quanto em Brasília. Vic Barros, presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) assinala que a solução encontrada pelo MEC foi muito ruim e pode levar a uma sequência de descredenciamentos capaz de abalar o ensino universitário no país e representa uma demonstração do quanto os interesses mercantis rebaixaram o ensino.
O descredenciamento de universidades brasileiras é uma vergonha para o País, principalmente para aqueles que se propõe a oferecer educação com qualidade, afirma o sociólogo e educador Valmor Bolan. Aduz ainda que o fato é que como pano de fundo de toda essa questão está a opção de muitas instituições de ensino superior brasileiras pelo mercantilismo puro e pela irresponsabilidade social e moral. Obcecadas apenas com os ganhos financeiros, com a quantidade em vez de qualidade, com as cifras em vez de valores humanos, priorizando o tecnicismo em vez do investimento em qualificação profissional na valorização do aluno concorrem para situações como essas que estamos vendo: o MEC sendo obrigado a intervir, alunos tendo que buscar outras instituições para suprir as lacunas, com prejuízos de tempo e dinheiro e consequentes desgastes em função de todos esses contratempos.
É preciso que os gestores de instituições de ensino superior reflitam mais e tomem atitudes que correspondam ao que se propõem a fazer. É preciso compromisso, seriedade e educação com qualidade para todos. E que a sociedade eleve as exigências por instituições de ensino superior dignas rejeitando as que comprometem a imagem do sistema brasileiro de ensino superior. A sociedade deve entender que não pode delegar ao governo algo tão vital na construção do futuro de seus filhos. Ou a sociedade exige qualidade efetiva do ensino em todos os níveis ou esse estado de coisas perdurará.
 








sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Putis! Que ferrada!




“No Brasil o atraso político tem a força da injeção na veia: seu efeito imediato é frear o progresso social e econômico. A diferença é que o remédio na veia busca curar o paciente, o atraso político persegue o oposto: manter a população doente e dominada para garantir privilégios da elite política atrasada.”(Suely Caldas, O Estado de S.Paulo, 26/01, B2)

Se estivesse vivo, o cartunista, jornalista e escritor Henfil (Henrique de Souza Filho, 1944-1988) completaria 70 anos no dia 5 de fevereiro.
Ao criar personagens típicos brasileiros, como os fradins Cumprido e Baixim, o Capitão Zeferino, a Graúna e o Bode Orelana, entre muitos outros, Henfil influenciou a vida política e social do país, participando de movimentos políticos importantes, como o das “Diretas Já!” (bordão de sua autoria), legando ao Brasil uma obra de criatividade sem igual.
É notável a crítica social mais que atual de sua bandeira nacional “roubada”, que nos leva a questionar os valores praticados por alguns dos  políticos brasileiros e a refletir sobre os caminhos seguidos por alguns cidadãos pouco comprometidos com o bem comum. Na imagem, vê-se o que restou do verde das matas (devastado e “roubado” por posseiros de fazendas de gado e por cortadores de madeiras nobres); o azul do céu e dos rios enegrecido e “roubado” pela poluição industrial e a dos esgotos, respectivamente; mas, talvez pior que tudo isso seja o desaparecimento continuado do amarelo das riquezas nacionais, indevidamente apropriado e “roubado” por privilégios de elites políticas atrasadas e populistas, que injetam na veia da população doente um remédio que freia o progresso político e social e a mantém atrelada e dominada.
A articulista Martha Medeiros escreveu (Zero Hora, 26/01) que “essa imagem negativa que temos do nosso país não é gratuita. Por maior que seja a quantidade de brasileiros honestos, incluindo até alguns políticos, não adianta: o Brasil tem um histórico de corrupção e violência que induz a essa percepção. Percepção é algo que se constrói dia após dia, fato após fato, e que uma vez consagrada, é difícil mudar.”
Basta correr os olhos pelas manchetes dos grandes jornais diários para conferir: além do investimento de mais de 800 milhões de dólares no porto de Mariel (Cuba), os seguintes fatos e dados foram coletados por José Casado (O GLOBO, 28/01): “as suítes do majestoso Ritz em que se abrigaram Dilma Rousseff e sua comitiva de três dezenas de assessores por uma noite em Lisboa, sábado passado (porque o prédio do século XVII onde funciona a embaixada brasileira não podia receber todos!) tem diária de R$ 26 mil. Equivale a 36 salários mínimos. Talvez esse valor não seja excessivo, se comparado a algumas outras despesas da presidente. Em Paris, em dezembro de 2012, o governo gastou R$ 30 mil (41 salários mínimos) apenas com a instalação de linha telefônica na suíte de Dilma e no quarto do seu ajudante de ordens. As escalas (“técnicas e obrigatórias”) mais caras foram as da viagem presidencial à China, em abril de 2011. Na ida, Dilma passou 24 horas em Atenas. Custou R$ 244 mil (344 salários mínimos) — ou seja, mais de R$ 9 mil por hora. Na volta, parou em Praga. Gastou R$ 75 mil (103 salários mínimos). Oito meses depois, em dezembro, ela esteve em Cannes para uma reunião de chefes de Estado do grupo dos 20 países mais desenvolvidos. Em março do ano passado, Dilma foi à primeira missa celebrada pelo Papa Francisco no Vaticano. Preferiu hotel à estadia na embaixada brasileira. Pagou-se R$ 204 mil (282 salários mínimos) pelo aluguel de 30 veículos da Rome Vip Limousine. A conta total da viagem beirou meio milhão de reais. Em seguida, ela foi a Caracas, para o cerimonial fúnebre de Hugo Chávez. A volta a Brasília no jato presidencial teve um bufê Meliá faturado em R$ 7 mil (9,6 salários mínimos). A Presidência mantém um contrato de R$ 1,9 milhão (2.600 salários mínimos) para serviço de bordo dos seus aviões (inclui canapês de camarão e caviar, coelho assado, rã e pato, entre outros itens). Neste mês, recebeu aditivo de R$ 160 mil (220 salários mínimos). Diante dos gastos de R$ 11 milhões (15 mil salários mínimos) em 35 viagens entre 2011 e 2012, o Itamaraty recebeu ordens para resguardar como confidenciais todas as despesas de Dilma e assessores.”
Em vista desses fatos após fatos comprovados, acontecidos desde há muitos anos, um dos personagens mais queridos de Henfil, o fradim Baixim ─ desbocado, agressivo, indiferente à sensibilidade e ao sofrimento de quem quer que fosse ─, ilustra bem o quadro da atual “situação” política brasileira.
A percepção de que a batina do fradim é vermelha é autoexplicativa.
E o povo, ói: top, top, top...




NRF 2014 – OS DESAFIOS DO VAREJO NO SÉCULO XXI


Janeiro é o mês da NRF – National Retail Federation, o maior evento global do varejo. Aconteceu em Nova York e reuniu, de 12 a 15 de janeiro, os maiores executivos do varejo mundial.
Apesar do crescimento expressivo do e-commerce (comércio eletrônico), do aumento da penetração dos smartphones e redes sociais, das discussões sobre cross-channel e omnichannel, o tema ‘varejo físico’ volta com força à pauta dos varejistas. Omni channel é estar presente em todos os canais de vendas possíveis, para permitir ao cliente o acesso àquele que julgar relevante no momento da compra. É uma evolução do conceito de multicanal, porque envolve não somente a venda, mas todas as interações do cliente com os pontos de contato das marcas.
No principal palco do Retail's Big Show, Rick Caruso fez a palestra inaugural, tratando do tema fundamental e prioritário para a feira deste ano: a reinvenção do varejo físico no século XXI (chamado de "brick&mortar retail", ou varejo de tijolo e argamassa).
“Fundador e CEO da Caruso Affiliated, Caruso é reconhecido por ser um líder que cria negócios inovadores. A mensagem de Caruso parece extremamente relevante não apenas por fazer sentido sob a lógica humana, mas também pelos importantes resultados obtidos em dois de seus empreendimentos: em média, as pessoas frequentam 3x mais, permanecem 2x mais tempo e gastam mais nesses empreendimentos do que na média dos outros shoppings.
• O shopping tradicional está morto: shoppers precisam de projetos habitáveis. Varejistas devem abraçar a alma da origem do varejo para garantir o futuro. O ser humano precisa dirigir o varejo, não o varejo dirigir o ser humano;
• Criação de conexão e comunidade são tudo: uma experiência de compra convincente aumenta market share (quota de mercado) e fidelidade. Os varejistas que focarem em conceitos de hospitalidade vão prosperar, independentemente da concorrência;
• Digital não significa a morte para o varejo físico: o e-commerce cobre uma lacuna das necessidades dos shoppers. Porém, interações face-a-face com marcas, o aspecto social do comércio e o contato físico com os produtos vai continuar a preencher necessidades humanas básicas e conduzir as pessoas para os as lojas físicas;
• Meios de comunicação social conectam pessoas entre si e com as marcas: internet e as mídias sociais são ferramentas extremamente valiosas no menu de um varejista, pois lhes permitem interagir com clientes em várias frentes e aprender sobre eles no processo.” Por Luiz Sedeh, VP de Operações do Grupo Toolbox,  direto de Nova York, extraído do site Mundo do Marketing.
O varejo é um organismo vivo. Como tal, está em constante transformação e motiva os profissionais do ramo a reinvenções cada vez mais constantes. Só que, às vezes, é preciso que sejam apenas o que são: seres humanos, interagindo com seres humanos. Simples e complexo ao mesmo tempo, como costumam ser as relações humanas.














CARREGANDO O MUNDO NAS COSTAS!



“Na mitologia grega, Atlas é geralmente representado por um gigante curvado, com um joelho no chão, carregando o mundo nas costas”. Vale lembrar que Atlas é irmão de Prometeu, um dos titãs que desafia Zeus e os olímpicos e, ao ser derrotado, é castigado. É como penitência que Atlas deve carregar o mundo nas costas. “Ou seja, não é um ato de heroísmo ou coragem, é falta de opção mesmo”.
Se estivermos tendo a sensação de carregar o mundo nas costas, está na hora de repensar nossas atitudes no dia a dia da vida. O mundo hoje está pesado demais. É grande o desamor, a incompreensão, a violência, a corrupção, o desrespeito ás pessoas... É necessário administrar prioridades. É necessário analisar as emoções, os dons para saber o que gostamos de fazer, o que é importante para nossa vida, de que maneira vamos nos sentir mais felizes...
Não é saudável viver no limite da exaustão física, mental e emocional. Não há porque assumir tantas coisas ao mesmo tempo.
Em tudo na vida, nas diversas situações é arriscado depender exclusivamente de uma única pessoa carregando tudo.
É preciso delegar para outras pessoas na família, no trabalho, no grupo social, as diversas tarefas e atribuições.
A maior prioridade é viver! E isso é tarefa para os corajosos e generosos que conseguem enxergar mais longe!
Quanta tranqüilidade nós sentimos, quando no grupo de nossa convivência sabemos que cada pessoa tem a sua responsabilidade, participa com alegria e o resultado é de todos, o sucesso é partilhado. Cada um é importante na construção do todo.
Que Deus nosso Pai, nos ilumine para descobrirmos sempre o que devemos fazer, como e quando fazer. E, nos inspire na escolha das atitudes e gestos para viver a vida na partilha dos dons e talentos que possuímos.
Faz bem pensar que existimos para viver em comunidade, em comunhão, num relacionamento humano equilibrado e harmonioso. Certamente o mundo seria mais leve...