sexta-feira, 17 de maio de 2013

Bolsa-bandido




             A “bolsa-bandido”, isto é, o auxílio-reclusão que o Estado brasileiro paga para a família do preso é, hoje, de 730 reais mensais, em média, contra um salário mínimo nacional da ordem de 678 reais.

         Além disso, para manter o bandido encarcerado, segundo levantamento do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o governo gasta R$ 4,8 mil por indivíduo no sistema de segurança máxima, enquanto que a média no país é de R$ 1,2 mil.

         Se estabelecermos uma comparação entre os valores gastos nessa área de segurança pública e na área da educação, salta à vista o contraste de investimentos na condução desses setores no país: o baixo valor investido na educação e a ineficiência do gasto com o sistema prisional. Enquanto o país investe mais de R$ 40 mil por ano em cada preso em um presídio federal, gasta uma média de R$ 15 mil anualmente com cada aluno do ensino superior — cerca de um terço do valor gasto com os detentos. Já na comparação entre detentos de presídios estaduais, onde está a maior parte da população carcerária, e alunos do ensino médio (nível de ensino a cargo dos governos estaduais), a distância é ainda maior: são gastos, em média, R$ 21 mil por ano com cada preso — nove vezes mais do que o gasto por aluno no ensino médio por ano, na ordem de apenas R$ 2,3 mil.

             Laura Diniz e Julia Carvalho (Veja, edição 2.320, 8/5/2013, p. 87), alertam que “graças ao estímulo do governo federal, o número de criminosos que requereram e obtiveram o auxílio-reclusão aumentou 550% de 2000 a 2012 — uma alta que se deu em um ritmo três vezes maior do que o da população carcerária”.  

           E o que o Estado paga para a família que foi vítima do bandido? Essa família também não teria direito a uma “bolsa-reparação” pela ineficiência do Estado em proporcionar a segurança que prega a Constituição? Como ficam as viúvas, os órfãos, as crianças, aqueles que eram assistidos pelos que foram brutalmente retirados do convívio social por meio de crimes praticados pelos bandidos assistidos pelo Estado, dos quais o mais comum é o latrocínio (roubo seguido de morte, e muitas vezes precedido de agressão, quando não tortura)? E as famílias pobres que perdem o seu arrimo?  

             Sabe qual é o valor dessa bolsa-assistencial: zero real!...

         No Brasil, diferentemente do que ocorre em países como França e Estados Unidos, familiares de alguém morto por bandidos não têm direito a nenhum benefício exclusivo, à exceção do auxílio previdenciário da pensão por morte, no valor de 920 reais, caso a vítima tenha sido contribuinte da Previdência Social.

          Será que o Estado não deveria garantir a segurança e se preocupar menos em beneficiar alguém que quebrou essa segurança? Como afirmam as articulistas citadas, “em última instância, a família da vítima ajuda a pagar um benefício à família da pessoa que destruiu a sua”.



            A propósito, onde está a turma dos direitos humanos?









Promoção de Inauguração


sexta-feira, 10 de maio de 2013

A mãe da Mãe

                                  
“A arte é ecumênica: reúne barro, madeira e ouro. O culto de Nossa Senhora parece ir além da devoção religiosa: a exclamação “minha Nossa Senhora” faz parte do nosso idioma diante de quaisquer situações inesperadas ou chocantes ─ eu mesmo a emprego, agnóstico que sou.” (José Mindlin, 1914-2010, presidente da Sociedade dos Amigos do Museu de Arte Sacra, em 2006)



  Para prestar homenagem ao Dia das Mães, as múltiplas e generosas faces de Sant´Ana − reveladas nas imagens feitas entre os séculos XVII e XIX − mostram a importância histórica e devocional da mãe de Maria e avó de Jesus no processo de colonização do Brasil.
            O culto a Sant´Ana começou no século XII, devido ao interesse pela origem e infância de Jesus. As atribuições dessa santa são muitas: além da autoridade sobre Maria (Sant´Ana é sempre representada apontando um livro à filha, estimulando-lhe a educação, o que não era comum entre as mulheres, naquela época), ela também é invocada na hora da concepção (consta que Ana era estéril e só concebeu pela graça de Deus), na hora do parto (por ter tido a graça de dar Maria à luz sem dores) e na hora da morte (por ter tido a assistência de Maria e de Jesus, no seu leito de morte). Em hebraico, Hanna significa, justamente, “graça”.
            Por todas essas qualidades, a figura de Sant´Ana é um símbolo moral e uma santa a quem se apela nas horas difíceis.
Na belíssima escultura Sant´Ana Mestra, em madeira entalhada e resinada feita por Aleijadinho (e pertencente à Coleção Renato Whitaker), se evidencia sua arte marcada por equilíbrio, harmonia e serenidade.
Antônio Francisco Lisboa (1730-1814) foi apelidado de “Aleijadinho” em virtude das múltiplas deformações causadas por uma doença degenerativa nas articulações (hanseníase ou alguma doença reumática). Quando perdeu os movimentos dos pés e das mãos, pedia a um ajudante para amarrar as ferramentas em seus punhos de modo a que pudesse esculpir e entalhar. Suas obras são ecumênicas, congregando em admiração pessoas de diferentes crenças, devoções religiosas e ideologias.

Apesar da “mancha de pele” (era filho de escrava negra com um mestre-de-obras português) chegou a arquiteto, uma arte liberal, graças ao clima de liberalismo político e social que existia em Minas Gerais na segunda metade do século XVIII: enquanto os Inconfidentes tramavam a liberdade política, o mestiço esculpia e desenhava a liberdade cultural, com sua obra de barro, pedra sabão, madeira, ouro, policromia, paixão e esperança.

Como mostra essa imagem da mãe da Nossa Senhora.








A liberdade existe?


Dia 13 de maio é dedicado à comemoração do decreto que proibiu a escravidão comercial e a exploração do escravo pelo homem branco.
Isto é História verídica e ninguém ousa contradizer.
Passaram-se os anos e, hoje, existe um outro tipo de escravidão, devido à coersão que os mercadores de drogas ílicitas exercem sobre a sociedade. E o poder desses mercenários (de armas, de drogas e de almas) é tão potente que eles ditam ordens para todo mundo, brancos e negros.
São pelotões equipados com armas poderosíssimas. Eles têm munições das mais modernas. Suas miras a laser não erram um alvo à distância de até três quilômetros. E se for disparada contra um tanque de guerra, sua munição o arromba e o transforma em brasa ativa.

E não há força policial e de repressão que possa detê-los.
Dados divulgados informaram que no Rio de Janeiro há 600 favelas e em cada uma há no mínimo 30 armas como as descritas, perfazendo um total de 18 mil poderosos instrumentos bélicos que asseguram a instalação de um moderno sistema de proteção para os senhores mercadores, os quais escravizam sem chance de abolição.
Agora somos todos escravos, ativos ou passivos. Temos medo desses redutos já instalados.
Eles já detonaram famílias, as células-mãe da sociedade.
Eles já detonaram muitos jovens, células-mãe do futuro.
Texto
Tom Santos
É tão assustadora essa escravidão maléfica que chega de mansinho oferecendo prazer, que até alguns médicos foram escravizados e agora precisam recorrer a serviços especiais de apoio a dependentes de drogas.
Todos os dias os veículos de comunicação enfatizam dados atestando o avanço incontrolável dessa escravidão que atinge toda a sociedade, negros, brancos, amarelos, mestiços, incluindo ricos e pobres, homens e mulheres, jovens e adultos, profissionais de todas as áreas das atividades comerciais e intelectuais.
“Tá tudo dominado!”

Valei-nos, princesa Isabel e Zumbi dos Palmares!









UAU! MÃE, AMOR MAIOR DO MUNDO!...



         “As crianças nos ensinam coisas novas todos os dias. Eu já tinha ouvido dizerem isso, mas foi só quando me tornei mãe que me dei conta da dimensão desse ensinamento”.

         Quando minha filha tinha seis meses, parecia estar sempre olhando para cima, procurando alguma coisa. Acompanhando seu olhar, descobri a magia das folhas dançando nas árvores e o movimento das nuvens no céu. Com oito meses, ela olhava para baixo, enquanto eu a empurrava no carrinho. Percebi, então, que cada pedra é diferente, que as rachaduras nas calçadas fazem desenhos interessantes e as folhas da grama têm tons de verde diversos.
         Quando ela fez onze meses, aprendeu a dizer “Uau!”, palavra que usava maravilhada, diante de qualquer coisa nova e deslumbrante, como a variedade de brinquedos do consultório do pediatra ou o acúmulo de nuvens antes de uma tempestade. Ela falava baixinho “Uau!” para coisas que realmente a impressionavam, como o sopro do vento no seu rosto ou um bando de pombos levantando vôo. E, finalmente, o máximo em matéria de “Uau!” era a sua boquinha aberta, mas sem emitir som, reservado para ocasiões surpreendentes, como um pôr do sol num lago depois de um lindo dia ou fogos de artifício no céu de verão.
         Minha filha me ensinou muitas formas de dizer “Eu te amo”. Quando tinha quatorze meses e estávamos abraçadas, ela, com a cabecinha recostada no meu ombro, suspirou fundo e disse: “Feliz”. Num outro dia (já com dois anos e levada como ela só), apontou para uma linda modelo na capa de uma revista e perguntou: “É você, mamãe?”.

         Há pouco tempo, agora com três anos, entrou na cozinha enquanto eu lavava a louça e ofereceu: “Posso ajudar?”. Logo depois, colocou a mão no meu braço e me fez derreter: “Mamãe, se você fosse pequena, eu queria ser sua amiga.”

         Em momentos assim, tudo que posso dizer é “Uau!”

           A escritora Janet Meyer relata encontros cheios de amor e descobertas entre uma mãe e sua filha pequena...
         São exatamente esses encontros entre mães e filhos que podem salvar a humanidade da violência, do sofrimento e da tristeza...  A mãe cria a vida, cuida, alimenta, luta, se coloca a serviço, ri e chora,vibra, canta e silencia... A mãe faz projetos, é apoio, é incentivo, é respeito pelas decisões do filho quando ele já é capaz disso.
         A mãe é mulher forte, mas também com limites e necessidades de atenção e carinho. As mães precisam ouvir que são amadas. Necessitam do abraço, do olhar amoroso, do elogio, do agradecimento...
         Uau! Que os filhos e filhas tenham a sensibilidade para perceber o quanto as mães desejam sentir o amor correspondido e compreendido...
         O clima que nos envolve nesta data, é cheio de sentimentos de gratidão às mães... Todas as mães biológicas, adotivas, espirituais...
         E para todas as mães do mundo, pedimos a Deus a alegria de verem seus filhos e filhas muito felizes como pessoas transformadoras, atuantes e criativas.

         Uau! Feliz Dia das Mães!



A RAZÃO DA EMOÇÃO


            “Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além.” – Paulo Leminski – escritor

            O gênero literário de minha preferência é o lírico, cujo foco está no interior de quem escreve. Mais especificamente, a poesia, que tem seu foco na estética da palavra.
            Nas últimas semanas, emoções e palavras se misturaram, nem sempre de forma agradável. Mas sempre com muita intensidade.

            A despeito dos acontecimentos inerentes à vida, comecei a considerar que estava tudo muito superlativo. Aí me lembrei – está chegando o Dia das Mães! Era essa a razão da emoção potencializada? Talvez. É o 24º ano que isso se repete.
            Quando Henriette se foi, deixou comigo o compromisso de ser quem sou, buscando melhorar a cada dia. E porque ninguém poderia me amar mais do que ela, sua ausência é tão cheia de significados e emoções. Na maior parte do tempo, as lembranças são doces e prazerosas. Menos nesses dias... Mãe, quando se vai, não vai. Fica pra sempre.
            Um dos textos que me tocou profundamente nesta semana foi publicado no blog de Borges, o gato – aquele gatinho poeta, sobre quem já escrevi, que faz o maior sucesso no Facebook.
            Reproduzo aqui alguns trechos do texto, intitulado “Meu ensaio sobre a cegueira” (http://www.borgesogato.com/meu-ensaio-sobre-a-cegueira/), de Borges, o gato, sobre os alunos com deficiências visuais de Adriana Santos, que acompanham as publicações do blog em sala de aula:
            “O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê.” – do Livro Sobre Nada de Manoel de Barros “... Ler com a imaginação é mais profícuo do que ler com os olhos. Quando lhes foi negada a visão dos olhos, se abriu uma visão imaginativa. Os cegos são construidores de mundos incríveis... Quero, ainda que enxergando, poder aprender a transver o mundo com os alunos da tia Adriana que são alunos em sala, mas professores na arte de transver.”
            A razão da emoção? Mães nos ensinam a arte de transver. E isso fica pra sempre. Mesmo quando os tropeços da vida nos fazem cair. Passado o susto, lá estamos nós, transvendo, quase sem perceber.

            Assim, entrelaçando fatos e fotos, que falam das histórias de tantos personagens, tão reais, particulares e singulares, acabamos encontrando razão para aquilo que parecia finito. E lembrando que amor que é amor, dura pra sempre.

            Felicidades e amor, para as mães de ontem, hoje e sempre. 



















59ª Romaria de Valinhos ao Santuário do Bom Jesus de Pirapora


A Diretoria da Associação dos Muladeiros de Valinhos, constituída por Celito, Adriano Maçaira, Wilson, Domingos, Moacir, Moacir Jorge, Chico Baiano, Márcio Jr. (veterinário), Marco Aurélio (médico), Newton, João Paulo, Joaquim, Boca, Orlando, Carlito, Paulo, Márcio e Guilherme, se reuniu para planejar e aprovar a programação da 59ª Romaria de Valinhos ao Santuário do Bom Jesus de Pirapora.
Convidamos os romeiros de Valinhos e região para participarem, com a aprovação e benção espiritual, desta manifestação de fé pela paz do mundo.
Dia 31 de maio, às 7h, saída do recinto da Festa do Figo. Os animais serão embarcados e descarregados no ponto denominado Santa Clara, em Jundiaí. A Romaria estará em Pirapora às 16h.
Dia 1º de junho, às 19h, será celebrada a Santa Missa.

Dia 2 de junho, às 7h, será o regresso, com parada novamente em Santa Clara, onde os animais serão embarcados até o recinto da partida em Valinhos.
A Diretoria adverte que não se responsabiliza por acidentes que venham a acontecer com animais, viaturas e pessoas durante a Romaria. Remédios, serviços de veterinário e tratos com ferraduras também não são de responsabilidade da Associação. Os romeiros partirão juntos, com disciplina. A viagem é de devoção ao Senhor Bom Jesus de Pirapora.



A melhor forma de demonstrar gratidão a Deus por ter doado à humanidade mais um maravilhoso presente – os cavalos – é tratar esses animais com respeito e afeto, jamais os sobrecarregando ou maltratando.

Missão de paz do Papa



A importância da viagem do Papa ao Brasil em seu encontro com a juventude brasileira e mundial.
                     
O Rio de Janeiro prepara-se para o primeiro de uma série de megaeventos internacionais que mobilizarão milhões de pessoas, vindas de diversas partes do planeta, a culminar com a Copa do Mundo, no ano que vem e as Olimpíadas em 2016.

            A Jornada Mundial da Juventude, a primeira a acontecer no Brasil, desde que foi implantada pelo beato João Paulo II, será um teste da capacidade da "cidade maravilhosa" de acolher eventos desta proporção, em tempos de globalização e pujança tecnológica. De 23 a 28 de julho, o Brasil estará sediando o maior evento católico do mundo, e será a primeira viagem do papa Francisco à América Latina. Em todos os aspectos, será um teste e tanto, pois a programação, já anunciada, será bastante intensa. 

            Em sua homilia da missa do domingo de Ramos desse ano, o papa Francisco assim se expressou: "Queridos amigos, na esteira do Beato João Paulo II e de Bento XVI, também eu, desde hoje, me ponho a caminho convosco. Já estamos perto da próxima etapa desta grande peregrinação da Cruz. Olho com alegria para o próximo mês de julho, no Rio de Janeiro. Vinde! Encontremo-nos naquela grande cidade do Brasil! Preparai-vos bem, sobretudo espiritualmente, nas vossas comunidades, para que o referido Encontro seja um sinal de fé para o mundo inteiro. Os jovens devem dizer ao mundo: é bom seguir Jesus; é bom andar com Jesus; é boa a mensagem de Jesus; é bom sair de nós mesmos para levar Jesus às periferias do mundo e da existência. Três palavras: alegria, cruz, jovens”.

            Com estas palavras do papa Francisco, e agora diante da programação que cumprirá visitando o Rio de Janeiro e Aparecida, vamos torcer para que este encontro seja mesmo uma oportunidade de conversão de muitos jovens, como uma feliz possibilidade de erradicar parte da violência que, todos os dias, faz milhares de vítimas em todo o mundo.



            O papa virá como peregrino da paz, num mundo com tensões que esgarçam o tecido social, preocupando a todos, indistintamente e cada vez mais, principalmente na região do Oriente Médio. Que a vinda do papa ao Brasil seja motivo de alegria e esperança, para que os jovens descubram o sentido de Deus no encontro pessoal com Jesus Cristo, que a visita do papa quer suscitar. De modo especial no Rio de Janeiro, a cidade sempre maravilhosa!







Papiloma Vírus Humano(HPV).


A relação entre as verrugas genitais e atividade sexual é conhecida desde o império greco-romano. Atualmente a infecção por HPV ocupa o primeiro lugar entre as Doenças Sexualmente Transmissíveis, e cerca de 75% a 80% da população sexualmente ativa terá contato com este vírus em alguma fase da sua vida. O HPV é um vírus DNA com mais de 100 subtipos, com aspectos clínicos diferentes. Destes, cerca de 30 infectam a região genital e anal. Conforme sua possibilidade de provocar câncer, são divididos em baixo e alto risco.Os subtipos 6 e 11 causam 90% das verrugas anogenitais ,que são de baixo risco e, os subtipos 16 e 18 causam cerca de 70% dos casos de câncer de colo de útero e vulva.O HPV é responsável também carcinoma verrucoso, que é um tipo de câncer de pênis.

A transmissão não é exclusivamente sexual e o contato pele-pele (ou mucosa) é suficiente para o contágio, o que explica a parcial eficácia do preservativo nestes casos e a transmissão em crianças, não vítimas de abuso sexual, expostas ao contato das mãos de pessoas contaminadas. A penetração do vírus dá-se, em geral através de microfissuras, geralmente imperceptíveis, dos genitais ou através de algumas células do colo uterino que tem a capacidade de absorver este vírus.O período de incubação é muito variável, sendo muito difícil saber quando ocorreu o contágio. Na entrada do vírus no organismo, o sistema imunológico da pessoa tende a bloquear a infecção, levando-a a regressão; entretanto, pode ocorrer a persistência do vírus no organismo progredindo para lesões pré-malígnas e câncer.Sabe-se que a infecção pelo HPV representa a maior causa de câncer de colo de útero e da vulva.

DIAGNÓSTICO
O HPV pode se apresentar sob 3 diferentes formas: clínica, sub-clínica e latente.
Na forma clínica o HPV aparece com verrugas que podem se localizar em qualquer segmento da região genital , anal e áreas  próximas como região púbica e prega da coxa.Na pele da vulva,que é a região mais frequentemente acometida, assim como no pênis, podem ser únicas ou múltiplas,com presença de espículas na superfície, o que justificam sua denominação de Condilomas Acuminados ou “Cristas de Galo”. Geralmente são assintomáticas, provocando apenas pequena coceira.O diagnóstico é clínico ,somente pela inspeção. Pode-se colher material para confirmação anátomo-patológica.
A forma sub-clínica, mais freqüente, necessita de exames com a colposcopia (vaginoscopia) ou peniscopia. Lesões não visíveis “a olho nu “, são detectadas pelo microscópio quando se coram em branco na presença de ácido acético a 5 %.
A forma latente da infecção não é diagnosticada pelos métodos descritos, necessitando de técnicas mais sofisticadas, que detectam o DNA viral, como captura híbrida e PCR.

TRATAMENTO
A forma latente nunca é tratada. A forma clínica, com verrugas visíveis, sempre deve ser tratada devido seu alto grau de contágio. A forma sub-clínica , com lesões planas detectadas ao microscópio ,na maioria das vezes também devem ser tratadas, pois aparentemente também tem papel na transmissão. Os métodos terapêuticos utilizados podem ser:
1-Químicos: Ácido Tricloroacético(ATA),Podofilina,5-Fluouracil(São os medicamentos mais antigos). O Imiquimode e o Wartec são os agentes mais novos para a cauterização química.
2-Físicos: Criocirurgia, Laser e Cirurgia de alta freqüência.
3-Cirúrgicos: retirada com bisturi e eletrocoagulação.
4- Estimuladores da Imunidade como o InterferonB.
5- Vacinas: as vacinas atualmente são  utilizadas mais para as mulheres,pois estas tem probabilidade maior de desenvolverem doenças malignas.As vacinas utilizadas atualmente são bivalentes, protegendo contra as infecções pelos subtipos 16 e 18 e as quadrivalentes que protegem contra os subtipos 6, 11, 16 e 18.Entretanto as vacinas contra o HPV ainda apresentam custo elevado e fora da realidade para a maioria dos países em desenvolvimento.Recentemente o Ministério da Saúde autorizou a aplicação da vacina em adolescentes de ambos os sexos. 

Homenagem as mães












sexta-feira, 3 de maio de 2013

Seria cômico, não fosse trágico







“Até casuísmos têm limite, e o Congresso aprovar a lei pró-Dilma e anti-Marina a um ano e pouco da eleição tem um ranço "bolivariano" incompatível com o Brasil. As regras não favorecem o rei (ou a rainha)? Mudem-se as regras! Seria cômico, não fosse trágico.” (Eliane Cantanhede, Folha de S.Paulo, 28/4)





            As notícias que vêm ocupando as manchetes da mídia brasileira impressa, televisiva e radiofônica desde a semana passada são preocupantes, para não dizer lamentáveis.

            Fazendo uma colcha de retalhos com citações de artigos assinados por diferentes jornalistas, nota-se a concordância entre eles todos. 

            A da Folha diz, ainda, que “o projeto de emenda constitucional aprovado em minutos pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara para atacar e retaliar o Supremo é de uma violência e de uma irresponsabilidade poucas vezes vistas na democracia deste país. A corte suprema não se rendeu ao poder? Puna-se a corte!”.

            Com pensamento bastante parecido, a jornalista Dora Kramer (O Estado de S.Paulo, 26/4, A6) considerou que “seria cômica se não almejasse a um objetivo trágico a proposta de cassar a supremacia da mais alta instância judicial do País e tomar-lhe o lugar na tarefa de dar a palavra final em questões constitucionais. Seria um fato isolado se não revelasse uma intenção coletiva de retaliação; seria só mais uma tolice se não se tratasse de pura e nefasta malandragem. Contribui para diminuir o Brasil em sua afirmação civilizatória e reforça a evidência de que determinados grupos - lamentavelmente detentores de força política - acreditam que aqui as instituições podem ser controladas e manipuladas ao molde venezuelano.”

            A charge de Benett, em que escorrem pelo ralo a ética, a honestidade, a honra e a integridade, ilustra na medida exata esse joguinho entre os poderes: “Discutir com este governo é o mesmo que jogar xadrez com um pombo. Ele sapateia no tabuleiro, desarranja todas as peças e sai com o peito estufado proclamando vitória”, escreveu Ferreira Gullar (O Estado de S.Paulo, 26/4, A2).


            Será que tudo isso tem cabimento?
?