sexta-feira, 12 de julho de 2013

NOTÍCIAS DE VALINHOS mostra NÜRNBERGEN NACHRICHTEN





MOSTRA


O BRASIL É MARAVILHOSO APESAR DOS POLÍTICOS CORRUPTOS

ME CHAME FIFA & ME DÊ DINHEIRO



PROVA DE CARINHO CÍVICO

“Olá, Tom, ainda me lembro quando morávamos em Brasília, na época da explosão do “mensalão” e não conseguíamos “transitar” por lá sem nos manifestarmos... Mas, mesmo sentindo que fazíamos parte de uma “pequena minoria”, circulávamos pelo Distrito Federal com nossa bandeira em luto. O tempo passou e nada aconteceu! Voltamos para Valinhos com a “amarga” sensação de que as pessoas estavam “anestesiadas”. Foram necessários 8 anos  para podermos encontrar, em outro país, a oportunidade de nos manifestar de forma organizada e pacífica, mesmo “à distância”,  para expressar que queremos uma sociedade mais justa.
Hoje, sinto que nossa bandeira em luto não foi em vão e com muito orgulho de sermos brasileiros, desfilamos por Nürnberg pedindo aquilo que acreditamos ser o “gancho” para todas as mudanças emergenciais do nosso país: EDUCAÇÃO! (associada ao símbolo da PAZ, espírito norteador da nossa manifestação na Alemanha!)”

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A arte-educadora Roseli Fernandes Bruno enviou da Alemanha esta “prova de carinho” para mostrar a manifestação do movimento “A Democracia não tem Fronteiras”, organizado por Fabio Franly de Souza, que levou às ruas de Nuremberg muitos brasileiros que, cantando o nosso Hino Nacional, carregavam bandeiras e faixas escritas em português, inglês e alemão.
A polícia deu apoio e o jornal Nürnbergen Nachrichten (Notícias Nuremberguenses) deu cobertura ao fato na capa!
A Roseli conta que o percurso terminou na “Rua dos Direitos Humanos”, um local muito especial: possui 30 pilares em linha reta, com um artigo da “Carta dos Direitos Humanos das Nações Unidas”, cada qual em uma língua diferente. O pilar número 13 é o que está escrito em português, e fala sobre o direito de locomoção das pessoas! Outro fato interessante é que, no lugar de um pilar encontra-se uma árvore que simbolicamente representa os locais onde os Direitos Humanos ainda não são respeitados.
Tom Santos




                            

INTERNET É COISA SÉRIA!


“O youPIX é uma plataforma que celebra, discute e é palco pra Cultura de Internet, dando espaço e voz pros agentes da revolução silenciosa que acontece através dos fios de rede e já mudou um sem número de aspectos da cultura, comportamento, negócios e da comunicação no mundo.”


         “A plataforma youPIX(pessoas+pixels) nasceu como uma revista impressa tamanho pocket em 2006, quando ainda se chamava PIX Magazine e trazia em sua pauta uma curadoria com o que melhor acontecia na internet e no universo dos blogs, além de matérias de comportamento do jovem internauta brasileiro.
Esse trabalho de dar voz e tentar entender como os jovens brasileiros usam a rede pra criar movimentos culturais evoluiu e, em 2009, se transformou em um evento, o youPIX Festival, hoje considerado o maior festival de cultura de internet do Brasil.” (site www.youpix.com.br )
No último final de semana – dias 5 e 6 de julho, 16.500 pessoas visitaram o segundo andar do prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo/ SP. Foi a 14ª edição do youPIX Festival. Em 7 palcos diferentes aconteceram 82 atividades, com a participação de mais de 230 palestrantes. As atividades e assuntos foram variadíssimos, assim como as premiações.
Se alguém ainda duvida que, por ter um certo caráter informal, a internet não seja coisa séria, está na hora de rever seus conceitos, porque não é o que pensam os patrocinadores do evento. Vivo, Bradesco, Sebrae, Magazine Luiza, NetShoes, Mapfre Seguros, YouTube, Pepsi, IG, 3 Corações, Lomadee, Havaianas, Post-it, agitaram os dois dias, literalmente quentes!
Nosso amigo ‘Borges, o gato’, concorreu em duas categorias: ‘Muso do Ano’ e ‘Melhor Blog’! Não ganhou o primeiro prêmio. Mas a classificação entre os maiores blogs, foi um “feito heroico”, como ele mesmo descreveu! Concorreu com blogs que têm contrato com grandes patrocinadores – e sabemos bem o que isto significa no mundo capitalista.


 Borges contou com seu indiscutível talento e com a fidelidade dos fãs – cerca de 33 mil na página do Facebook. Sua torcida foi a única com faixa, cartazes e muita paixão – porque a poesia e criatividade de Borges vão muito além da típica fofura felina. Borges não tem nada de frívolo ou banal.
 Seu blog está fazendo história na internet, aproximando pessoas de todos os cantos do Brasil e até de outros países, como Portugal, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Inglaterra e Japão. Pela Estética – ciência que trata do belo e do sentimento que ele faz nascer em nós – longa vida à filosofia Borgiana!













AGORA É A VEZ DE VALINHOS E REGIÃO!!!






Onde está o seu nariz de palhaço?



“O honesto é pobre, o ocioso triunfa, o incompetente manda.” 
(Gregório de Matos Guerra, o Boca do Inferno)



Sempre tenho dito que a internet é hoje a forma que as pessoas encontraram para se comunicar. E é na internet que colho um depoimento que não posso deixar de trazer à leitura do meu leitor, caso não tenha tido a oportunidade de a ele ter tido acesso. É um relato de autoria da doutora Juliana Mynssen da Fonseca Cardoso, cirurgiã-geral no Hospital Estadual Azevedo Lima, no Rio de Janeiro, que o intitula “O dia em que a ‘presidenta’ Dilma em 10 minutos cuspiu no rosto de 370.000 médicos brasileiros”.

         Relata a doutora Juliana: “Há alguns meses eu fiz um plantão em que chorei. (...) Eu, que carrego no carro o manual da equipe militar que atendia ‘na guerra do’ Afeganistão, chorei. (...) Na frente da sala de sutura tinha um paciente idoso internado. Numa cadeira. Com o soro pendurado num prego similar aos que pregamos samambaias. Ao seu lado, seu filho. (...) Seu pai estava há mais de um dia na cadeira. Ia desmaiar. Tudo o que o rapaz queria era uma maca. Teve um momento em que ele desmoronou. Se ajoelhou no chão, começou a chorar, olhou para mim e disse: ‘Não é para mim. É para o meu pai’. Saí, chorei, briguei e o coloquei numa maca na ala feminina. (...) Nestes últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias, brigamos por um país melhor. (...) Não tenho palavras para descrever o que penso da ‘presidenta’ Dilma. (Uma figura que se proclama ‘presidenta’ já não merece a minha atenção.) Mas hoje, por mi, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi. (Ela) disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil... Melhorar a qualidade? Sra. ‘presidenta’, eu sou uma médica de qualidade. (...) o médico brasileiro é de qualidade. Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade. O dia em que a sra. ‘presidenta’ abrir uma ficha numa UPA, for internada num hospital estadual, pegar um remédio numa fila do SUS, e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos. Não cuspa na minha cara. Não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência.”

         E agora, José, digo, ‘presidenta’ Dilma? Será que a doutora Juliana está contente com o “plebiscito” tirado da manga do seu governo para desviar a atenção do povo para com os verdadeiros problemas da saúde, da educação, da segurança, do fim da corrupção e da qualidade de vida almejada? E aí, ex-presidente Lula que diz ter criado no Brasil “um dos melhores serviços de saúde do mundo”, mas se trata no Hospital Sírio-Libanês de São Paulo, o que tem a dizer do relato da doutora Juliana?


         Acredito que para esses ilustres personagens pouco interessa essa denúncia. Nem dão bola! A eles pouco se dá se o povo não quer plebiscito que tem como objetivo a perpetuação do PT no poder. O povo quer mudanças efetivas que atendam ao clamor das ruas. É só ler os cartazes dos manifestantes nas Passeatas do Vinagre. Talvez o erro tenha sido não ter desenhado essas reivindicações. Ficaria mais fácil de entender.

         O povo está cansado de pouco pão e muito circo. Que o governo governe para o povo e não à custa do povo. Será que é querer muito?

         Se isso não acontecer, convido você, caro leitor, a dizer em alto e bom som: - estou farto disso. Basta! Vamos mudar! Pela nossa geração, pela geração dos nossos filhos e dos nossos netos!

       Não se esqueça, prezado leitor, que o verdadeiro plebiscito já está agendado para outubro de 2014, quando renovaremos, pelas urnas, essa mentalidade dos atuais caciques políticos do país. Caso contrário, vá buscar o seu nariz de palhaço, ou se não tiver, compre um, e o utilize com orgulho de nada ter feito para tentar mudar esse trágico estado de coisas.
 

         Tenho dito!








sexta-feira, 5 de julho de 2013

Na prorrogação, a bola está com o povo?

               

“Como o governo gasta mais do que pode, a inflação sobe e o crescimento declina. Sobretudo porque  o governo canaliza seus gastos menos para investimentos e mais para despesas cotidianas: as de custeio da obesa máquina pública, as que distribuem verbas para deputados, senadores, governadores e prefeitos amigos e as que servem para sustentar um sistema político que só funciona com a viciada troca de favores, o toma-lá-dá-cá de cargos e verbas, um sistema que inevitavelmente descamba para a corrupção.” (Suely Caldas, O Estado de S.Paulo, 30/6, B2)


         Os cidadãos estão fartos da administração pública ineficiente que não responde às suas necessidades. Além de tudo o que foi apontado pela articulista do Estadão, mas não menos grave, há ainda a construção de monumentos-estádios de futebol superfaturados, em vez de  escolas, hospitais, metrôs.  
         Dados informam que Portugal construiu dez estádios "padrão Fifa" para a Eurocopa de 2004. Sete anos depois, o país estava falido e os fatídicos estádios, na sua maioria, hoje apodrecem ao sol. Também em 2004, a Grécia  sediou a 28ª Olimpíada. Faliu antes de Portugal. Donde se pode tirar uma lição: grandes acontecimentos desportivos nem sempre dão o retorno esperado.
         Ao jogar a bola para o povo, propondo um plebiscito − “sim” ou “não” a tudo o que precisa ser reformado “lá” − o governo maquinou não uma resposta, mas uma enganação à voz das ruas, porque “é escandalosamente óbvio que os partidos políticos existentes farão o possível, o impossível e o indevido para bloquear qualquer reforma que reduza − ou, preferencialmente, elimine − privilégios absurdos que foram construindo com o tempo”, afirmou Clóvis Rossi (Folha de S.Paulo, 25/6).

         Entretanto, o que o povo pede, quando deixa bolas no gramado (foto de Ed Ferreira/Estadão) ou nas águas do lago em frente ao Congresso (foto Evaristo Sá/AFP) é um governo decente, que não seja cúmplice ou conivente com a corrupção, cuide bem do erário e invista nas coisas do bem comum. Portanto, o tema não é a política, mas a administração: não é o arcabouço constitucional das instituições políticas que precisa de reforma, mas os métodos administrativos.
         “Eis minha sugestão aos brasileiros cansados dessa situação: indignai-vos, mas nas urnas! Não será a escolha ideal, mas o ideal existe somente em nossas ilusões. E elas são perigosas quando passamos a acreditar que são viáveis. Façamos aquilo que for possível, mantendo nossa frágil, porém necessária democracia. De nada adianta rugir feito um leão nas ruas, e depois votar como um burro nas urnas”, aconselhou sabiamente Rodrigo Constantino (O Globo, 25/6).
         Façamos isso: vamos erguer nossa voz nas urnas e, na prorrogação, chutar a gol.

         Vamos votar limpo!

“O brasileiro é um feriado...”


 “Quando se sente bater/ No peito, heróica pancada,/ Deixa-se a pena de lado,/ Enquanto se vai morrer”. (Hino dos Estudantes de Direito, em 1932)

A revolução Constitucionalista de 1932, foi um movimento de insurreição contra o governo provisório de Getúlio Vargas. Ocorreu entre julho e outubro, em São Paulo.
Os insurgentes exigiram a convocação da Assembléia Constituinte, promessa antiga de Vargas.
Além da Constituição, São Paulo também queria o fim da intervenção federal nos estados.

Houve uma grande repercussão popular. Os estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco se juntaram aos manifestantes, e quatro deles foram mortos pela polícia, durante um comício no centro da capital em 23 de maio de 1932.
Em homenagem àqueles estudantes, o movimento passou a se chamar MMDC, iniciais dos nomes deles: Martins, Miragaia, Drausio e Camargo.
Em 9 de julho, começou a rebelião armada, com milhares de voluntários civis sendo incorporados aos batalhões das forças estaduais. O Rio Grande do Sul e Minas Gerais prometeram aderir, mas o reforço esperado não chegou. São Paulo foi cercado pelas tropas legalistas e depois de muitas negociações − envolvendo anistia (aos soldados rebeldes) e o exílio dos líderes civis e chefes militares do movimento −, os paulistas anunciaram oficialmente sua rendição, em 3 de outubro de 1932.
A Constituição foi promulgada pela Assembléia Constituinte somente em 1934. Ela conferia maior poder ao Governo Federal, reconhecia o voto obrigatório e secreto e o direito de voto às mulheres (garantido em 1932 através do decreto 21.076 do Código Eleitoral Provisório ).
A Constituição é a Lei fundamental e suprema de um Estado e as mudanças constitucionais, em geral, ocorrem no contexto de importantes mudanças sociais e políticas do país.
As datas nacionais podem e devem ser festejadas, mas seria bom que houvesse a preocupação do Estado em fazer conhecer os fatos e feitos históricos, por meio da educação escolar, para que tais acontecimentos possam ser enaltecidos e comemorados com dignidade.
As datas nacionais não podem ser consideradas apenas mais um “feriado” sem significado histórico.
O investimento na educação, principalmente a básica, é o caminho para o progresso e a evolução social, além de ser um passaporte para o Primeiro Mundo.
Se “o brasileiro é um feriado”, como disse o dramaturgo Nelson Rodrigues, então tinha razão o ex-presidente francês Charles de Gaulle, quando afirmou que “o Brasil não é um país sério”...

Texto
Tom Santos
E, acompanhando com espanto e desgosto a atual crise em que está mergulhado este Governo Federal (com sua inesgotável incompetência política), dá para acreditar que o Brasil está bem administrado?

COMO ANDAM AS COISAS



“Houve encontro na floresta”. Um pássaro, um peixe, um coelho e um pato estavam presentes. Depois de contarem as novidades, falarem sobre como andam as coisas, começaram a conversar sobre suas habilidades e o modo como cada um lida com as adversidades da vida. Como é previsível, cada um queria mostrar que era melhor e mais astuto que o outro.
O pássaro foi o primeiro:
Quando um caçador se aproxima de mim, eu saio voando como um foguete muito veloz e potente. Rapidinho sumo da vista dele.
O peixe comentou em seguida:

Toda vez que vejo um pescador se aproximando, eu começo a nadar com destreza e velocidade. Em segundos já estou num lugar seguro.
O coelho, por sua vez, disse:
Com minha astúcia, assim que um caçador se aproxima, começo a correr. Corro como uma bala e vou para longe dele.
O pato, com ar de superioridade por achar que seus companheiros eram limitados, foi para o meio da roda e começou a dizer:
Eu sou privilegiado. Se um caçador me perseguir, eu não terei o menor problema em despistá-lo. Eu posso voar como um pássaro, posso nadar sobre as águas, e sei correr muito velozmente. Posso escolher qualquer saída, pois sou muito habilidoso em todos os aspectos.
A discussão continuava quando um barulho despertou a curiosidade de todos. Olharam para o lado e viram um caçador surgir em meio às árvores. Imediatamente o pássaro voou, o peixe nadou para o fundo do rio e o coelho saiu em disparada para longe. “O pato, com tantas habilidades, não decidiu a tempo e foi apanhado”.

A vida nos ensina que declarar-se o melhor não serve para nada se na hora do aperto não se sabe como agir. Sempre que tomamos uma postura arrogante, de auto suficiência, temos como resultados, mais prejuízos que benefícios.
O reconhecimento dos dons uns dos outros é o melhor impulso para se criar um clima de harmonia e crescimento.
Todos nós temos habilidades, talentos e capacidades para vivenciar e executar várias atividades. Somos pessoas que se complementam. Pessoas que participam na criação de um todo mais perfeito, mais produtivo, mais criativo, mais realizador.


Mas... Para isso é preciso a humildade para perceber que o ‘melhor’ do outro, enriquece o nosso ‘melhor’. Pedir ajuda, aprimorar-se, aprender sempre mais, encarar as mudanças, e, permitir-se transformar...

Faz bem pensar nas próprias habilidades que poderiam ser mais desenvolvidas. E Deus nosso Pai nos ilumina nessa reflexão!












Cores de Valinhos

DESFILE SETE DE SETEMBRO  por Ricardo Tardelli

Todos estão convidados para apreciarem a exposição fotográfica que ficará no saguão da Prefeitura de Valinhos durante o mês de julho. A mostra reúne imagens da cidade, produzidas por profissionais da área de Comunicação da Câmara Municipal.
Paineira ao sol por Jose de Oliveira Porto

A exposição foi idealizada pelos fotógrafos e funcionários da Câmara: Gustavo Schiezaro, José de Oliveira Porto, Ricardo Teck, Ricardo Tardelli. Eles sugeriram ao presidente do Poder Legislativo, Lorival Messias de Oliveira, fazer imagens da cidade, focando nas cores da bandeira do município.
O resultado do trabalho se deu com 49 fotos dividas em 6 biombos, separados pelas cores azul, vermelho, amarelo, verde, roxo e um só com fotos em preto e branco.
Coqueiros por Ricardo Teck
De acordo com os fotógrafos, o objetivo é resignificar artisticamente as representações típicas da cidade utilizadas na criação do símbolo municipal, por meio da fotografia. O novo olhar traz a paleta de cores de Valinhos misturada aos traços urbanos, a detalhes do cotidiano, ao novo e ao velho, até imagens que podem ser consideradas abstratas, mas que passam despercebidas no dia-a-dia do valinhense.
Castelo em flor por Gustavo Schiezaro


Quem quiser conferir a exposição 'Cores de Valinhos' deve comparecer à Prefeitura, na Rua Antonio Carlos, 301 - Centro. O horário para visitação é das 9 às 16 h.









Mútuo respeito


Os entusiasmados muladeiros não têm tempo ocioso. Cada um é atuante em suas áreas de trabalho abrangendo as mais distintas profissões, e têm seus encontros definidos por uma proposta em comum: dedicar-se à causa de manter a dinâmica da Associação dos Muladeiros de Valinhos, que congrega todos, preocupados com o mútuo respeito e o aperfeiçoamento de seus animais.

Recentemente, a diretoria programou uma reunião para comemorar o aniversário do seu presidente, Moacir Jorge “Celito”. E hoje acontecerá outro brinde e cumprimentos ao Mingo (da Pedreira), vice-presidente da Associação dos Muladeiros e o aniversariante da semana.
Pelo segundo ano, os Muladeiros participaram das festividades da Paróquia Beato Anchieta, no Bom Retiro, promovendo um desfile com seus bem cuidados animais. Todos foram abençoados pelo Pe. Edebrando.
Sempre em atividade, a Associação dos Muladeiros está preparando para o próximo mês de agosto a prova de muares e equinos, que acontecerá no Parque da Festa do Figo. A expectativa é que estarão presentes, além dos muladeiros de Valinhos, vários participantes de outras cidades e estados. Adriano Massaira, patrono dos muladeiros, garante que seu bovino corinthiano será uma atração!
Pelo sucesso acontecido no ano anterior, a expectativa é de um megaevento este ano.

Em encontro fraternal promovido pelo Carmo de Camargo em seu rancho no Bom Retiro, os Muladeiros de Valinhos agradeceram os quitutes da esposa dele, as aulas de equitação dadas por sua filha e seu filho, e o adestrador Chico Baiano.

Depois do brilho dessa confraternização, o Rancho do Carmo agora é uma realidade de administração exemplar.

A TRANSFIGURAÇÃO PELA POESIA





                   Esse título foi emprestado de uma crônica de Vinícius de Morais. Da primeira, que foi publicada em “A Manhã”, em 1946. Ele foi poeta, crítico de cinema, músico, diplomata. Como está escrito em um trecho de sua biografia, “ao falecer, em 1980, Vinícius de Morais deixou uma grande lacuna em nossa vida cultural.”
                   Assim começa: “Creio firmemente que o confinamento em si mesmo, imposto a toda uma legião de criaturas pela guerra, é dinamite se acumulando no subsolo das almas para as explosões da paz. No seio mesmo da tragédia sinto o fermento da meditação crescer. Não tenho dúvida de que poderosos artistas surgirão das ruínas ainda não reconstruídas do mundo, para cantar e contar a beleza de reconstruí-lo livre.”
                   Só mesmo um poeta poderia olhar o mundo desta maneira! Por isso, mais à frente ele afirmou no texto que “Só a poesia pode salvar o mundo de amanhã”. Se considerarmos que essa afirmação foi feita em 1946, hoje é o amanhã ao qual ele se referiu.
                   Sabemos que estamos em um tempo de guerras. E não é preciso viver no Oriente Médio para vivenciá-las. Lá é muito mais complicado em vários aspectos, mas se pararmos para pensar, quantas são as guerras que têm causado destruição no Brasil?

                  A “guerra do trânsito” mata, por ano, mais do que muitos dos conflitos internacionais mais conhecidos. A “guerra do narcotráfico” mata famílias inteiras, de um jeito ou de outro. A “guerra da beleza a qualquer preço” vitima antes a auto-estima, para depois consumir recursos e vitalidade, literalmente matando de fome. A “guerra da economia capitalista” mata de subnutrição física e intelectual. A “guerra dos fast foods” frutos da mesma economia capitalista, em contrapartida, mata de obesidade mórbida por todo o mundo, até nos países mais desenvolvidos como os Estados Unidos. A “guerra da intolerância” segrega e mata ideais, o respeito, a honra.

                   São muitas as guerras. Tantas, que nem dá para mencionar todas. Seriam necessárias muitas páginas! Só mesmo um poeta vislumbra o melhor do ser humano, aquilo que surge dos piores conflitos, das piores circunstâncias! E essa é uma grande verdade. Muita coisa boa acontece depois de grandes crises, depois de tragédias inesperadas. Deve ser assim que melhor se manifesta a compaixão de Deus pelos seres humanos – através da poesia, da fé, da esperança, da tenacidade, da perseverança.

                   Realmente, só a poesia pode nos salvar. Ela nos conforta, acalenta, nutre. Também instiga e impulsiona. E, para quem acha que não gosta de poesia, basta pensar um pouco. Tem uma música predileta? Todo mundo tem uma. Na verdade, tem muitas... Penso que a música é poesia com som. Poesia dobrada, multiplicada. 

AGORA É A VEZ DE VALINHOS E REGIÃO










A intensidade da voz das ruas



“Tudo deve mudar para que tudo fique como está.”

“A não ser que nos salvemos, dando-nos as mãos agora, eles nos submeterão à República. Para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude.” Essa frase amplamente divulgada em todo o mundo — e que nunca perdeu a atualidade —, sai da boca do príncipe de Falconieri no romance “Il gattopardo” (O Leopardo), que trata da decadência da aristocracia siciliana durante o Risorgimento, obra prima do escritor italiano Giuseppe Tomasi di Lampedusa e que enfatiza que a única mudança permitida é aquela sugerida pelo príncipe de Falconieri. Para referenciar melhor, essa obra foi imortalizada no cinema em 1963 pela produção de  Luchino Visconti, estrelada por Burt Lancaster, Alain Delon e Claudia Cardinale.

         Analisando o conjunto das reflexões dos especialistas sobre as bem-vindas manifestações pelo país afora, o que se apreende, de imediato, dos acontecimentos convulsivos da última semana, é a intensidade da voz das ruas. Em primeiro lugar o que se destaca é que a população está perdendo a paciência com os poderes públicos, especialmente com os políticos, indiferentes aos sofrimentos cotidianos do povo e que tem uma agenda muito distanciada das necessidades populares. A democracia representativa foi colocada em xeque e há um clamor por uma democracia mais direta, por um poder popular. A propósito, a Constituição de 1988 instituiu diversos mecanismos de democracia direta: plebiscito, referendo, direito de petição, abaixo-assinados... É preciso, contudo, entender o que está por trás desse tom, que não me parece tão espontâneo assim, pois ideologicamente coerente com o próprio governo federal, de matiz socializante ou pseudossocializante... Já de há muito tem ocorrido uma sucessão de episódios que visam desgastar a imagem dos parlamentares e demais representantes do povo. Por isso agora — e aí está o caráter revolucionário das manifestações — o povo quer (o que afirmaram muitos especialistas chamados a comentar os protestos nos canais televisivos) o poder popular, uma democracia mais amadurecida, mais participativa, diminuindo e até mesmo isolando os políticos — e muitos deles fizeram por merecer esta forte rejeição —, nos quais muitos não se sentem representados. Esta é uma tônica que merece ser refletida, para começar a entender os fatos atuais, que vieram como um choque da realidade, mas que não emergiu assim de modo tão inesperado, a um ano do período eleitoral de 2014. É evidente que há muita coisa combinada, entre os que financiam e promovem as manifestações. Por outro lado, não há dúvida que há uma forte adesão de significativos segmentos das classes alta, média-alta e média-média, sem, entretanto, desmerecer a participação da ‘nova’ classe média (a média-baixa), que sentiu o ‘gosto’ do consumo, da qual estava excluída.


         A proposta da presidente Dilma de realizar um plebiscito para a reforma política via iniciativa popular também lembra as estratégias já utilizadas em outros países da América Latina para reforçar as mudanças sociais mais complexas de forma manipulada, utilizando as massas para justificar tais mudanças. Só assim os grupos de poder entendem ser possível prosseguir a ‘revolução’ política e cultural que já vêm empreendendo há algumas décadas. Por outro lado, há ainda outras forças autênticas da sociedade que desejam efetivas e merecidas mudanças. Os políticos estão assustados e regridem em seus malfeitos legislativos como foi o caso da PEC 37, que objetivava calar a Promotoria Pública. Não há dúvida que se trava uma guerra surda das forças de direita e de esquerda para dominar a movimentação das massas. O governo federal e o Congresso, especialmente, entenderam bem o recado das ruas e não pretendem perder o controle. Se possível, tentarão mudar um mínimo para que as coisas fiquem como estão.
        
         Por isso, diante do que aconteceu esses dias, com o grau inclusive da violência manifestada no movimento, não se pode ficar indiferente ou alienado. É preciso ler nas entrelinhas, naquilo que não está sendo dito pela mídia, e estar mais atento para ver o que querem os atores deste novo ato no teatro de operações em que estão envolvidos os fomentadores de tais convulsões: o povo e os políticos. Estes buscarão ‘salvar a pele’ e os privilégios que têm. A liberdade é o produto da eterna vigilância? É sem dúvida produto de luta e engajamento consciente na busca da justiça social e da solidariedade humana.



         Estejamos, portanto, vigilantes!