sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Afinal, quem é doutor?



Singela homenagem a propósito do 11 de agosto, dia do advogado, do estudante e, principalmente, da pindura.

O Juiz de Direito Antônio Marreiros da Silva Melo Neto continua querendo obrigar o porteiro de seu prédio a chamá-lo de “doutor”. Inconformado com a sentença de primeira instância que teve o bom senso de julgar improcedente seu pedido, o magistrado apelou ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para tentar garantir o tratamento cerimonioso. Afinal de contas, teria o citado magistrado direito a esse tratamento? 

Essa discussão não é nova: quem é “doutor”? O médico pode ser chamado de "doutor"? E um advogado pode assim se denominar? E os cirurgiões-dentistas, os engenheiros, os enfermeiros, os fisioterapeutas? "Doutor" não é apenas quem defende tese em curso de doutorado? Afinal, "doutor" é título ou forma de tratamento? Quem é doutor?

No mundo acadêmico, é chamado de "doutor" quem cursou doutorado e defendeu uma tese diante de uma banca composta por cinco doutores.

A este passo, como esquecer-se do título honorífico "Doutor Honoris Causa", que é o reconhecimento acadêmico mais elevado de uma universidade para distinguir pessoas que, em qualquer tempo, tenham prestado relevantes serviços, servindo de exemplo para a comunidade acadêmica e para a sociedade.

Em Portugal, o título de doutor é estendido a todos os formados em nível superior. Nos países de língua inglesa, os médicos são chamados de "doctor". Quando escrevem artigos, ou em seus jalecos, no entanto, não empregam o termo, mas apenas o próprio nome, acompanhado da abreviatura M.D. (medical degree), isto é, "formado em Medicina", "médico".

E os Doutores da Igreja? Aqueles homens e mulheres reverenciados pela Igreja Católica pelo especial valor de seus escritos, de suas pregações e da santidade de suas vidas, dando assim contribuição valiosa à fé, ao entendimento dos Evangelhos e da doutrina e que, por essa razão, são assim reconhecidos e tratados. Citam-se entre eles Santo Agostinho (354 - 430), Santa Catarina de Siena (1347 - 1380), São Gerônimo (384 - 420), São João Crisóstomo (349 - 407), São João da Cruz (1542 - 1591), Santa Teresa d'Ávila (1515 - 1582) e São Tomás de Aquino (1225 - 1274).

Entre nós, a tradição de se chamar o advogado de "doutor" remonta ao Brasil Colônia. Naquela época, as famílias ricas prezavam sobremaneira ter em seu meio um advogado (e também um padre e um político). O meio de acesso a esses postos era a educação. O advogado — conhecedor de leis, detentor de certo poder de libertar e de prender — assenhorava-se desse poder mediante formação privilegiada. A tradição logo transformou o termo em sinônimo de posição superior dentro da escala social.

Há que se mencionar ainda o Alvará Régio, editado por D. Maria, a Pia, de Portugal, pelo qual os bacharéis em Direito passaram a ter o direito ao tratamento de "doutor". E também o Decreto Imperial de 1º de agosto de 1825, que deu origem à Lei do Império de 11 de agosto de 1827, que "cria dois Cursos de Ciências Jurídicas e Sociais; introduz regulamento, estatuto para o curso jurídico; dispõe sobre o título de doutor para o advogado".


A Lei do Império criou o curso e afirmou que os acadêmicos que terminassem o curso de Direito seriam Bacharéis. O título de Doutor seria destinado aos habilitados nos estatutos futuros, como o atual Estatuto da OAB. Assim, tendo o acadêmico completado seu curso de Direito, sido aprovado e estando habilitado em Estatuto competente, ou seja, tendo prestado Exame da Ordem e estando inscrito nos quadros da OAB, estaria habilitado a ostentar o título de Doutor. Ademais disso, como essa legislação imperial não foi revogada, o que significa dizer que está vigorando nesse particular e tendo presente que os advogados defendem no seu dia-a-dia teses jurídicas, posso concluir que Advogado é Doutor! E ponto final!...

E quanto ao Juiz? Aguarde-se a posição do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ou do porteiro do prédio.













ASP Show de Prêmios


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Semeando música para colher paz


“Na procura pela paz a música não é uma arma, mas um poder universal. A orquestra é o melhor modelo de democracia: ensina-nos quando temos de liderar e quando temos de seguir.” (Maestro Daniel Barenboim)

O maestro e pianista Daniel Barenboim (1) e o intelectual palestino exilado Edward Saïd (1935-2003) (2) fundaram em 1999 a Orquestra Divan Oriente-Ocidente com o objetivo de, através da música, aproximar os povos no conflito entre Israel e palestinos, acreditando que "a única convicção política sobre o conflito do Oriente Médio é a de que ele nunca será resolvido pela via militar. Como os destinos dos dois territórios estão ligados para sempre, apenas construindo pontes se pode encorajar as pessoas a ouvirem os dois lados".

Na mesma semana em que o governo de Israel libera 104 presos palestinos, de modo a reabrir as negociações de paz na região, o judeu-argentino Daniel Barenboim recebeu o Prêmio Calouste Gulbenkian (de Lisboa), no valor de 250 mil euros, por sua “Orquestra da Paz”, que congrega no mesmo palco jovens músicos do Oriente Médio:  palestinos, sírios e israelitas.

Nascido em Buenos Aires, em 1942, aos nove anos ele foi morar na Áustria, mas  passou o resto da infância em Israel e a adolescência em Londres. Filho de judeus  originários da Rússia, Barenboim também tem nacionalidade israelita e espanhola e é ainda cidadão honorário palestino.

Assim, a noção de várias identidades o acompanhou toda a vida e é um tema que atravessa seus depoimentos, embasa suas atitudes e percorre todo o seu trabalho na promoção da união das nações, porque "é impossível alguém que nasceu depois do séc. XX ter uma única identidade". 

Barenboim sempre passa uma mensagem de esperança através da música. O exemplo máximo que ele deu foi um concerto em Ramallah, na Cisjordânia (ele furou o bloqueio israelita ao território entrando pela fronteira egípcia). Mas, segundo o maestro, o maior elogio que recebeu na vida foi num lugarejo na Faixa de Gaza, quando um homem lhe disse: “As pessoas só se lembram da Faixa de Gaza para nos dar comida, como se fôssemos animais. Mas você chega aqui com música, e nos faz lembrar que somos seres humanos!"

Não é por acaso que o nome de Daniel Barenboim aparece sempre entre os prováveis candidatos ao Prêmio Nobel da Paz.

Semeando o poder universal da música, sua arte pretende colher a paz, superar antagonismos e conflitos históricos e valorizar o ser humano em cada um, independente de nacionalidade, religião ou ideologia. Ele merece todos os prêmios que lhe sejam atribuídos!



Aconteceu em Valinhos


Comemoremos o que aconteceu em Valinhos há 103 anos?


Felizmente, a tenacidade de João Rubinato (Adoniran Barbosa) não ficou atolada no barro da olaria às margens do Ribeirão Pinheiro, em Valinhos, onde o compositor nasceu em 7 de agosto de 1910, sete dias antes que Thomas Edison inventasse o cinema falado.
Adoniran nos deu o exemplo de como trabalhar, com genialidade e criatividade, dons pessoais e intransferíveis. É que ele soube identificar a sementinha da sabedoria inata que o Criador implantou em seu destino.
Adoniran não podia mesmo continuar vivendo em Valinhos. Ele precisaria ir para São Paulo, onde iria conhecer os recursos dos meios de comunicação sonoros, visuais e impressos (rádio, circo, cinema, teatro, gravadora, televisão, jornais e revistas) para divulgar suas composições, cantar e representar os personagens aos quais daria vida, com visão crítica, jocosa, romântica, com sua política social e desportiva, de verve popular.
E foi por sua vivência na cosmopolita capital que Adoniran se tornou o maior cronista de São Paulo e sua obra mereceu, e continua merecendo, estudos e pesquisas de mestrandos e doutorandos, além de livros que comentam suas composições e seus personagens.
O sociólogo, escritor, crítico literário e professor universitário (Universidade de São Paulo), Antonio Cândido, fez questão de recomendar, já em 1975, o LP lançado pela gravadora Odeon: “Adoniran Barbosa é um grande compositor e poeta popular... Da mistura, que é o sal de nossa terra, Adoniran colheu a flor e produziu uma obra radicalmente brasileira, em que se identificam as melhores cadências do samba e da canção.
A fidelidade à música e à fala do povo permitiu a Adoniran exprimir a sua cidade (São Paulo), de modo completo e perfeito. Ele apurou um novo modo cantante de falar português, como língua geral na convergência dos dialetos peninsulares e do baixo contínuo vernáculo. A sua poesia e a sua música são, ao mesmo tempo, brasileira em geral e paulistana em particular. 
Texto
Tom Santos
Talvez João Rubunato não existia, porque quem existe é o mágico Adoniran Barbosa, vindo para inventar no plano da arte a permanência da sua cidade e depois fugir, com ela e conosco, para a terra da poesia, ao apito fantasmal do trenzinho perdido da Cantareira”.











MEU AVÔ E MINHA AVÓ. AMO VOCÊS!

                           


“Tentamos de todas as maneiras facilitar as coisas para nossos filhos e isso acaba piorando tudo.
Com os meus netos, vou fazer diferente.
Gostaria realmente que aprendessem a aproveitar as roupas do irmão mais velho, a apreciar sorvete caseiro e bolo de carne feito com as sobras do almoço.
Meu neto querido eu espero que aprenda a ser humilde ao descobrir seus erros e a ser honesto mesmo se ninguém estiver olhando. Espero que aprenda a arrumar a cama e a aparar a grama do jardim, além de lavar o carro. E que ninguém lhe dê um carro novinho quando você tiver dezesseis anos. Será bom se, pelo menos uma vez, você vir um bezerrinho nascer e tiver um bom amigo ao seu lado se precisar sacrificar o seu cachorro de estimação.
Espero que você seja persistente na busca das coisas em que acredite.
Que divida o quarto com seu irmão mais novo. E, se ele quiser ir para sua cama porque está com medo, espero que você deixe. E quando for ver um filme e seu irmão quiser ir junto, que você o leve.
Espero que escale montanhas com seus amigos e que more numa cidade onde possa fazer isso com segurança. Se você quiser uma pipa espero que seu pai o ensine a fazer uma, em vez de comprar. Também espero que aprenda a mexer na terra e principalmente a ler livros. E que, além de usar máquinas de calcular e computadores, aprenda a somar e a diminuir de memória.
Espero que fique enjoado se alguém fumar perto de você. Não me importo se experimentar cerveja uma vez. Mas espero que não goste. E, se um amigo lhe oferecer um baseado ou qualquer droga, espero que seja esperto o bastante para saber que essa pessoa não é sua amiga.
Espero é claro, que encontre tempo para se sentar na varanda com seu avô e  conversar com sua avó. Espero que sua mãe chame sua atenção quando você jogar uma bola de futebol na janela do vizinho e que ela o abrace e beije quando você lhe der um presente feito por você mesmo.
São “essas as coisas que desejo para você: dificuldades e desapontamentos, trabalho duro e felicidade”.


Comemoramos no último dia 26 o “Dia dos avôs e avós”, portanto é oportuno refletir sobre os pensamentos do escritor Lee Pitts.
Essas palavras ditas por um avô ou uma avó ao seu neto, expressam muito amor. São frutos da experiência de vida e estão carregadas de sabedoria.
Todos nós, crianças, jovens e adultos temos um avô e uma avó. Isso é maravilhoso! Ter a oportunidade de conviver com os avós, pessoas carinhosas, pacientes, cheias de sabedoria acumulada pelo tempo já vivido.
Ser neto ou neta é uma grande ventura, Desfrutar da alegria e do afeto, da casa e do ambiente tranqüilo e cheio de paz que os avós oferecem.
Mas será que em todos os lares é assim que acontece?
Sabemos da difícil realidade de muitas famílias, onde os avós criam os netos por causa da ausência dos pais.
Os avós são pessoas abençoadas, pois se sentem responsáveis pelos filhos de seus filhos.
As crianças que desfrutam da convivência com os avós são muito felizes, aprendem coisas práticas para a vida e experimentam o sabor das atividades mais simples.
Será que valorizamos e respeitamos nossos avós? Dizemos para eles que os amamos? Abraçamos com carinho e oramos por eles?

Pedimos a Deus que ilumine, proteja e abençoe sempre os avós, na missão que eles têm de colaborar com a educação e felicidade dos netos.









ONU divulga Atlas de Desenvolvimento Humano Municipal e coloca Valinhos em 1º lugar na RMC



Valinhos está em 1º lugar entre as 19 cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC), na 5ª posição estadual e na 12ª entre os 5.565 municípios do país no Atlas do Desenvolvimento Humano divulgado nesta segunda-feira, dia 29, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

O município alcançou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) de 0,819, considerado “muito alto” pela ONU, numa medição que vai de 0 a 1: quanto mais próximo de um, melhor o desenvolvimento humano; quanto mais próximo de 0, pior. Em 2000, era de 0,741 (“alto”), com a cidade na 18ª posição no país.

Batizado de Atlas Brasil de 2013, o ranking é composto por três variáveis do desenvolvimento humano: educação, saúde e renda de cada município e calculado com base nos dados do Censo Demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A longevidade (saúde) é o fator que mais se destaca no município entre os três utilizados pela pesquisa. O atual índice mede 0,850, que é considerado “muito alto”. Nesse quesito, a cidade sempre se destacou, mesmo há 20 anos o índice já era de 0,746. Quanto à renda, o município passou de 0,729 para 0,848 em 2010.

A melhora mais significativa foi quanto à educação, que partiu de 0,391 para 0,763. O indicador de educação foi calculado com nova metodologia. No IDHM anterior eram levadas em conta a taxa de alfabetização e a taxa bruta de frequência à escola.  Nessa, ficou mais exigente e considera os adultos com Ensino Fundamental e até que ponto os jovens frequentam a escola de forma adequada.


Orgulho e desafios - O prefeito Clayton Machado comemorou os números da ONU, mas afirmou que é possível avançar muito mais. “Valinhos é uma cidade vocacionada ao desenvolvimento com qualidade de vida. Prova disso é que nos últimos 20 anos nossa cidade registra evolução do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, o que é motivo de orgulho para todos nós que amamos esta cidade”, disse Clayton.

Clayton Machado ressaltou, porém, que os índices de desenvolvimento humano “não podem mascarar a realidade que enfrentamos hoje. Ainda há muito que ser feito. É possível avançar muito mais", disse o prefeito. “São necessárias obras estruturantes na área de saneamento básico. A cidade que foi pioneira no tratamento de esgoto em nível nacional ainda enfrenta problemas graves nessa área. O bairro São Bento, por exemplo, ainda não dispõe de rede de esgoto. O setor de abastecimento também requer cuidados, pois as obras do passado recente não projetaram corretamente o crescimento de Valinhos, fazendo com que o sistema de abastecimento trabalhe, hoje, 30% acima do limite para fazer frente à demanda”, exemplificou.

“Também são grandes os desafios na área de desenvolvimento econômico. Na última década, nossa cidade perdeu cerca de 200 empresas, o que representou significativa queda na arrecadação do município que tem hoje, segundo o Tribunal de Contas do Estado, a terceira maior dívida per capita do Estado de São Paulo", disse Clayton.

Avanço - É a terceira vez que o órgão da ONU realiza o levantamento sobre a situação nos municípios do país. As outras duas vezes foram em 1991 e em 2000. Nesses 20 anos, a RMC avançou 43%. A taxa média da região passou de 0,541 para 0,775, ou seja, na classificação da instituição passou de “baixa” para “alta”. No Estado, o índice alcançado foi de 0,783.

A classificação do Brasil mudou de “muito baixo” (0,493 em 1991) para “alto” (0,727), com um crescimento de 47%, acima da alta da RMC. Hoje, apenas 32 cidades brasileiras têm índice considerado “muito baixo”. Em 2000, eram 2.328 localidades com IDH municipal muito baixo.





Um exemplo inesquecível


Como filho de Portugal e gostando muito de futebol, logo que cheguei ao Brasil fui conhecer em São Paulo as instalações da Portuguesa de Esportes, lá no bairro do Canindé, naquele tempo cognominado de Ilha da Madeira, devido a suas instalações serem de madeira, e onde aconteciam as festas juninas. De pronto me filiei como sócio.
Fui logo adquirindo uma camisa da Luza (que guardo até hoje), e assiduamente passei a frequentar os jogos, me tornando um torcedor vibrante. E não faltando aos jogos, me tornei um admirador do jovem jogador Djalma Santos.

Confesso que ainda estou entristecido com a notícia de que o mais destacado ponta direita do futebol brasileiro e mundial, nascido em São Paulo em 27 de fevereiro de 1929, partiu para o plano dos “encantados” em 23 de julho de 2013. O que nos conforta é o exemplo que ele deixa: o do dever cumprido.

Sua trajetória futebolística teve início na Portuguesa após testes no Ypiranga e no Corinthians. Na Luza, ele conquistou os Torneios Rio - São Paulo de 1952 a 1955. Jogou 453 vezes entre agosto de 1948 e maio de 1959 até se transferir para o Palmeiras, onde disputou mais 491 partidas.
Djalma Santos brilhou em campos nacionais e internacionais defendendo a Seleção Brasileira e ajudando na conquista do campeonato e do bicampeonato internacional, em 1958 e 1962, merecendo o título de melhor lateral direita do mundo!
E em 1966, ele foi um expoente na Copa da Inglaterra.

Com a camisa do Atlético do Paraná, Djalma foi campeão estadual de 1970.

Por seu exemplo de caráter,  obrigado, Djalma Santos!







Expo Circuito das Frutas sai da capital e escolhe Valinhos como nova sede



De 24 e 27 de outubro, cidade vai receber a primeira “versão interior” 
do tradicional evento de fomento à fruticultura paulista


O pólo turístico regional e a fruticultura deram importante passo, na última segunda-feira (29/7), durante reunião técnica que definiu os detalhes do “Expo Circuito das Frutas 2013”, de iniciativa da Secretaria Estadual de Turismo, que pela primeira vez vai deixar de ser realizado na capital paulista. O novo endereço do tradicional evento é o município de Valinhos, que este ano recuperou o prestígio da Festa do Figo e da Expogoiaba.
O encontro da última segunda-feira, que definiu a nova de estratégia para apresentar ao público paulista um pouco das riquezas do interior de São Paulo, ocorreu no município de Valinhos e contou com representantes das prefeituras dos dez municípios que compõem o consórcio, além do coordenador Estadual de Turismo, Maurício Juvenal. O trabalho de incentivo ao agroturismo, liderado pelo prefeito Clayton Machado, foi muito elogiado na reunião.
O tradicional “Expo Circuito das Frutas”, que acontece anualmente no Parque da Água Branca, na capital, nesta nova dinâmica, ganha uma versão que será realizada no próprio circuito. Em sua primeira edição, a versão do interior acontecerá no Parque Municipal de Feiras e Exposições “Monsenhor Bruno Nardini”, entre 24 e 27 de outubro.
“A estratégia das cidades que compõem o Circuito das Frutas é que, além dos espaços para que os produtores locais exponham comercialmente suas frutas, o evento tenha foco na combinação entre os atrativos turísticos da região e a sua vocação na produção de alguns produtos”, explica o secretário municipal de Cultura, Wilson Ventura.
“Estamos diante de uma das mais importantes vitrines para a fruticultura paulista. O visitante terá oportunidade de degustar as frutas in-natura e levar para casa frutas compradas diretamente dos produtores, além de conhecer várias opções de produtos artesanais, que incluem vinhos, licores, doces, cachaças e inúmeros outros produtos regionais”, celebrou o prefeito Clayton Machado.
A Expo Circuito das Frutas 2013 terá como principais atrativos as frutas produzidas na região, a gastronomia, o artesanato e as atrações culturais. Os visitantes poderão contar também com informações sobre as várias opções de passeios e roteiros turísticos existentes na região, que levam o turista a conhecer a produção e as tradições do mundo rural e da vida no campo. As agências que organizam os passeios e roteiros estarão presentes no evento.

Novo formato – A nova “Expo Circuito das Frutas” será dividida em pavilhões, que contemplarão mostras das frutas produzidas no circuito, mostras do artesanato local, espaço gastronômico com aulas de cozinha, espaço para degustação de pratos produzidos com produtos da região, show e atrações culturais, além de um grande pavilhão turístico, com estandes em forma de maquetes dos pontos turísticos dos dez municípios.
Ainda dentro da proposta de se combinar o potencial produtor ao turismo, durante a execução da feira, o programa “Roda SP” fará a integração do evento com os pontos turísticos. Quem estiver no Parque de Exposições de Valinhos, poderá comprar, por R$ 10, um bilhete que dará direito se deslocar pelos atrativos dos municípios, durante um período de 24 horas.
Vale lembrar que a idéia da realização deste grande evento surgiu durante audiência do secretário Estadual de Turismo, Cláudio Valverde, diante de comitiva de prefeitos e secretários municipais, com participação decisiva do governo valinhense. O Circuito das Frutas, hoje é organizado em um consórcio que congrega dez municípios: Atibaia, Indaiatuba, Itatiba, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Morungaba, Valinhos, Vinhedo e Itupeva.









Enurese


Uma das queixas mais comuns, feita pelos pais em consultórios de pediatria e de urologia é de que seus filhos continuam a urinar na cama à noite e mesmo na roupa durante o dia.

A ENURESE é definida como uma micção involuntária persistente, em momento e local inadequados, em crianças com mais de 4 anos de idade. A enurese pode ser classificada em enurese diurna, noturna ou ambas. Pode ser classificada ainda em primária, quando a criança nunca demonstrou controle da micção ou, secundária quando a criança apresentou um período de pelo menos  6 meses de continência, ou seja, de controle da micção. O diagnóstico de enurese só deve ser considerado em crianças acima de 4 a 5 anos de idade. Nesta faixa etária em torno de 20% das crianças tem enurese noturna, que a cada ano aumenta a probabilidade de resolução espontânea, estando presente em apenas 1% a 2% na adolescência. Nesta fase o tratamento é mais difícil. É mais freqüente no sexo masculino e ocorre de forma primária em 75% dos casos (nunca houve fase de melhora anteriormente). Na grande maioria dos casos a forma noturna é a mais freqüente (80%) e não tem outros sintomas associados (monossintomática). As crianças que tem enurese diurna e noturna, geralmente tem outros problemas funcionais de bexiga (instabilidade do músculo da bexiga).
As causas de enurese são múltiplas como: fator genético, em que a criança apresenta 77% de chance de ter enurese quando pai e mãe foram enuréticos, 43% quando apenas um dos pais teve o problema  e  em torno de 15 % quando não há história familiar. O fator orgânico-funcional como diminuição da capacidade da bexiga, produção excessiva de urina à noite (baixa produção do hormônio anti- diurético) e dificuldade do paciente em acordar mesmo com a bexiga muito cheia. Os fatores psicológicos são mais associados a enurese secundária que ressurgiu após algum trauma psicológico. Problemas psicológicos na enurese primária representam conseqüências e não causa (a criança não pode dormir na casa de amigos, muitas vezes é ridicularizada dentro da própria casa ou na escola,....).
O diagnóstico passa por uma anamnese cuidadosa, ou seja,  tirar dos pais uma história detalhada. Importante saber se é enurese primária ou secundária. Caso tenha outros sintomas associados, pode apresentar doenças da medula espinhal, infecções urinárias, anomalias da uretra em meninos e meninas e obstipação intestinal (enurese polissintomática).
O exame físico costuma ser normal, devendo-se observar massa abdominal (retenção urinária), déficit neurológico alterações da coluna lombossacra, alterações da prega glútea... Como exame apenas o de urina tipo 1 e urocultura para excluir infecção urinária. A ultrassonografia do aparelho urinário e exame urodinîco são pedidos em casos selecionados.

Tratamento (após 5 anos de idade):
Boa orientação aos pais no lidar com o problema (Bom relacionamento médico, pais e criança, terapia de condicionamento, acordando a criança para urinar durante a noite. A criança sempre deve urinar antes de se deitar dando também responsabilidade a ela na colaboração com o tratamento, jamais expor a criança a situações vexatórias, pelo contrário, elogiando ou agradando quando a criança  não acordou molhada...)
Diminuir a ingestão de líquidos a partir do jantar.
Desmopressina (DDAVP), que pode ser em spray ou via oral (medicação cara mas eficaz)
Imipramina (medicação de baixo custo, antiga mas eficaz. Requer cuidados quanto a dosagem)
Oxibutinina (retemic): mais eficaz na enurese diurna e noturna.
Alarmes: mecanismo adaptado ao colchão, que tocam campainha quando molhados (demora para produzir resultados mas é eficaz).
Tratamento psicológico concomitante sempre é importante.

Concluindo, a enurese sempre deve ser abordada com muito interesse pois traz transtornos importantes para a criança e seus pais. Embora tenha alto índice de cura espontânea, deve ser tratada precocemente já a partir dos 5 anos de idade.







DIÁLOGO, ENCONTRO E PROXIMIDADE


 “Quero que a Igreja vá para as ruas” (Papa Francisco).

Neste momento conturbado, de manifestações (justas) e vandalismos que eclodem no país, onde a Igreja Católica encolhe e a juventude externa sua preocupação com o futuro, desencantada com o mundo, não poderia deixar de refletir sobre um dos ângulos da mensagem humanística do Papa Francisco, que atualiza o Evangelho com tintas fortes de imanência (vide nota do autor) e compromisso histórico.

         O sucesso da Jornada Mundial da Juventude, a primeira realizada no Brasil, comprova a força da Igreja em nosso País, capaz de convergir culturas e povos em torno de valores comuns, especialmente os da solidariedade e justiça social. Essa foi a tônica da mensagem do papa, que também entende a necessidade do diálogo com as demais culturas, inclusive credos religiosos, para encontrar meios de somar esforços na promoção do bem comum e da pessoa humana. Foi este o tom que deu, por exemplo, no Teatro Municipal do Rio, quando enfatizou o diálogo como imprescindível para atingir esse fim. Para o papa a posição da Igreja Católica sobre os mais variados temas é clara. Mas agora, ele entende que é preciso mais ação, e ação no sentido do encontro com as pessoas, pois não haverá avanço com confrontações ideológicas. 

         Na mensagem aos bispos do CELAM também ressaltou o que ele entende ser necessário evitar para que a Igreja possa assumir sua missionariedade. O discurso do Papa Francisco desagradou tanto os mais progressistas (muitos da Teologia da Libertação que ainda insistem "na categorização marxista") como também os mais conservadores, que ele chama de restauracionistas. Nesse ponto foi mais enfático: "Perante os males da Igreja, busca-se uma solução apenas na disciplina, na restauração de condutas e formas superadas que, mesmo culturalmente, não possuem capacidade significativa". Atacou também o funcionalismo, cuja "ação na Igreja é paralisante", "pois não tolera o mistério, aposta na eficácia". E não se cansou de pregar a proximidade com o povo, com as pessoas, para que a evangelização aconteça a partir da realidade delas.

         A sua forma direta de falar, de tocar nos pontos-chaves, de modo simples e objetivo, com as suas atitudes de despojamento, tem encontrado ressonância junto às pessoas, que entendem a sua mensagem e percebem que o papa já está fazendo uma revolução dentro da Igreja, talvez aquela desejada pelo Concílio Vaticano II e que muitos não sabiam exatamente como aplicá-la.

        Torço para que a Igreja sob o inegável carisma do seu Pastor e Líder seja renovada, oxigenada, em meio a esses novos desafios, pois a Mensagem de Francisco é atual, é boa, é ética, é compromissada com o povo, com os jovens, traduzindo a retórica da honestidade.