sexta-feira, 22 de março de 2013

17 anos de NOTÍCIAS

“Os meios de comunicação existem para incomodar. Um jornalismo cor-de-rosa é socialmente irrelevante.” (Carlos Alberto Di Franco, diretor de Master em Jornalismo e professor de Ética da Comunicação)

Desde que surgiram as primeiras publicações periódicas, no século 17, a imprensa tem constituído um permanente canal de informação e comunicação para a sociedade, em todos os países do mundo.
Em Lisboa, a “Gazeta” começou a circular em 1641, sendo o primeiro periódico que se crê ter existido em Portugal, embora antes dela já existissem os chamados papéis volantes, relações ou notícias avulsas que, no entanto, não apresentavam a periodicidade que caracterizava o jornalismo.
No Brasil, em 1746, foi inaugurada uma tipografia no Rio de Janeiro, fechada no ano seguinte por Carta Régia que proibia a impressão de livros, panfletos, papéis avulsos e, muito menos, jornais.
Em 1808, com a vinda da Coroa Portuguesa ao país, houve a fundação da Imprensa Régia, que depois passou a chamar-se Imprensa Nacional. A primeira edição do primeiro periódico publicado em terras brasileiras, a “Gazeta do Rio de Janeiro”, começou a circular em setembro de 1808, no Rio de Janeiro.
Em 1821, o príncipe regente Dom Pedro decretou o fim da censura prévia a toda matéria escrita, tornando a palavra impressa livre no país. (Cumpre notar que, por dois períodos ditatoriais, o da ditadura de Vargas e o da ditadura militar, houve a volta da censura prévia aos meios de comunicação em geral e à imprensa escrita em particular!)
Em 1825, foi fundado o “Diário de Pernambuco”, o mais antigo jornal em circulação da América Latina. Em 1827, surgiu o “Farol Paulistano”, o primeiro jornal de São Paulo.  Em 1878, a revista “O Besouro”, do Rio de Janeiro, publicou as primeiras fotos da imprensa brasileira, retratando crianças mortas pela seca do Nordeste. (Como se nota, um problema antigo e ainda sem solução!) Em 1892, surgiram os primeiros jornaleiros e as primeiras bancas de jornal no Brasil.
Assim, ao longo do tempo, a imprensa escrita brasileira tem se adaptado às mudanças sócio-históricas e culturais, ao mesmo tempo em que mantém suas marcas de identidade: interpreta a atualidade do fatos, baseada em referências históricas recentes; explica com outros detalhes o que os leitores ouviram no rádio, viram na televisão ou leram rapidamente na internet.
Um jornal de cidade do interior, por sua vez, tem ainda o objetivo de proporcionar, aos leitores locais, informações relevantes, úteis ou interessantes, focalizadas do ponto de vista da comunidade do local onde circula.
Essa imprensa cumpre uma função de coesão social: integra os cidadãos, aumenta o interesse pelos problemas alheios, alerta para acontecimentos e novas perspectivas críticas.
Assim, ao completar 17 anos de circulação, NOTÍCIAS se coloca como um meio de comunicação disposto a ser socialmente relevante, a continuar independente e livre de imposições.
Segundo o importante colunista do “The New York Times”, Willian Safire, o jornalismo tem futuro hoje, entre outras razões, porque “o partido político no poder precisa de um contestador à altura e não de um líder de torcida; e os que estão fora do poder precisam da ajuda da imprensa para fazer os que estão dentro prestar contas”.
NOTÍCIAS tem a intenção e o objetivo de continuar, como até aqui, a fazer essa ponte, porque a imprensa é um meio de transformação social e amadurecimento cultural. E jornalismo é sério demais para que o público se contente apenas em consumir informações. E porque “o prestígio de uma publicação não é fruto do acaso. É uma conquista de cada edição. A credibilidade não convive com a leviandade e só há uma receita duradoura: profissionalismo, ética e talento”, como diz o jornalista Carlos Alberto Di Franco.





João, o que “canta” o canto certo

“Em minha opinião, Adoniran também é um dos compositores a quem Deus deu o dom de gênio!”

Relembro as palavras do pianista e maestro João Carlos Martins, no momento em que lhe ofertei uma cópia da certidão de nascimento de Adoniran (uma entre as dez mil já distribuídas), registrada aqui em Valinhos.
Essa cena aconteceu no Colégio Porto Seguro-Valinhos em 24 de março de 2009, antes de sua inesquecível apresentação de aula-concerto, a qual propiciou uma alegria enorme à plateia presente.
João Carlos Martins voltou a Valinhos em 7 de setembro, com seus “diamantes”. Eles tiram sons maravilhosos de cordas, palhetas, tímpanos e metais.
Entre uma apresentação e outra, segurando um exemplar de NOTÍCIAS com uma mão e com a outra no lado esquerdo do peito, o maestro João Carlos Martins falou: “Tenho matérias publicadas sobre mim em jornais de todo o mundo. Mas depois da apresentação feita aqui no Colégio Visconde de Porto Seguro, recebi uma matéria publicada pelo jornal NOTÍCIAS de Valinhos que, de todas as que coleciono sobre minha carreira artística, foi a que mais me emocionou! Ela está no arquivo da orquestra, mas me é tão importante, que está também no meu arquivo pessoal: o meu coração!
A gratidão expressa pelo maestro a propósito da matéria do NOTÍCIAS e os acordes do seu expressivo arranjo de “Trem das Onze” me fizeram lembrar da declaração da saudosa Elis Regina: “Adoniran é muito mais sério que um simples “quans, quans, quans, quans, quans, quans.”
Confesso que já me impressionei com declarações ou respostas que pessoas do alto escalão da política, das artes e da cultura brasileira deram, em tantas entrevistas. Mas depois da sonoridade da voz desse João, ao se referir com tanto carinho àquela edição de NOTÍCIAS, fica difícil segurar o contentamento e a satisfação por receber tal elogio!




VAREJO E FRANQUIAS – A VISÃO DOS GRANDES


”Cada empresa requer desempenho em 3 áreas principais: ela precisa de resultados diretos, construção de valores e sua confirmação, formação e desenvolvimento de pessoas para o futuro.” Peter Drucker – Escritor, professor e consultor administrativo


Conexões, conhecimento, prática, disposição para o aprendizado e para o trabalho. Gestão estratégica, alinhamento de expectativas, administração profissional, humanização das empresas, ousadia, inovação, criatividade.

São muitos os fatores que constroem empresas e marcas de sucesso.

São muitos os ângulos pelos quais podemos olhar o mercado de varejo e franquias, no Brasil e no mundo.

Os profissionais contribuem para o desenvolvimento de empresas e pessoas, ao compartilhar pontos de vista, vivências. Nada melhor para o aprendizado, do que, depois de dominar a teoria, atuar no mercado. E como há muitas experiências possíveis, sempre é útil e sábio aprender com os acertos e erros alheios. Poupa tempo e recursos! A participação em eventos do setor e algumas pesquisas, podem contribuir para que a atualização seja constante. Afinal, o dinamismo do mercado não permite estagnação. E o que dizem os grandes?

“Aquele que ajusta sua visão à contribuição, eleva a visão e os padrões de todos aqueles com quem trabalha.” – Peter Drucker.

Erra e perde em produtividade, o empresário que não valoriza seus colaboradores, que não os ouve. É imperativo reconhecê-los como os primeiros clientes da empresa. São eles que vão levar o produto ou serviço ao consumidor final. João Paulo Ferreira, Vice-presidente de Operações da Natura, em entrevista ao site Mundo do Marketing, confirmou a relevância dos treinamentos, atualizações e celebrações de incentivo e reconhecimento, para o alinhamento de pensamento e ação das consultoras Natura, que formam um verdadeiro exército.

“Nossa missão é aprimorar a gestão dos canais de vendas das empresas para ampliar o acesso ao mercado e obter resultados sustentáveis.” – Missão da Praxis Business, que ilustra a capa de sua página no Facebook.

O artigo de Leonardo Marchi – um dos sócios da Praxis, publicado no DCI (Diário Comércio Indústria & Serviços), em 05/03/2013 tem como título “Sentido de Pertencimento”. E a epígrafe: “Se uma empresa tem traços de prepotência, seus colaboradores tendem a ser omissos”


Segundo Adir Ribeiro – presidente e fundador da Praxis, em entrevista ao programa da ABF (Associação Brasileira de Franchising) – Bastidores do Franchising, a “liderança por princípios” é uma das principais tendências discutidas na NRF 2013 – National Retail Federation – maior evento anual do varejo mundial, que aconteceu em janeiro em New York, nos Estados Unidos.

As organizações precisam estar atentas, porque sejam elas públicas ou privadas, são feitas de seres humanos. São mais que prédios, instalações. E existem para servir a seres humanos, que são seres sociais – que bem sabem da importância de pertencer. E este é um conceito da Antropologia, que é Ciência. Não se trata de ficção ou de palavras piegas. Os grandes, reconhecem.



A FORÇA RENOVADORA DA JUVENTUDE!

                 

         “Um jovem estudante francês chamado Frederico Ozanan, passeando uma noite pelas ruas de Paris, entrou por acaso numa igreja. Não era incrédulo e nem fervoroso.
         Eis que dentro da igreja ele viu um homem ajoelhado rezando. “Eis ali um religioso”, pensou consigo. E aproximou-se daquele homem. Qual não foi o seu espanto, quando percebeu quem era o homem: “É o professor Amperè!”
         Era ele realmente, o maior gênio da Escola Politécnica de Paris, o descobridor da eletricidade dinâmica. André Marie Amperè, que descobriu uma das leis básicas do Eletromagnetismo, que hoje chamamos de Equações de Maxwell.
         Se um homem notável como este, disse o estudante Ozanan, um dos maiores sábios do mundo, não se sente diminuído ou envergonhado ao demonstrar a grandeza da sua fé, não vejo mais motivo algum para conservar o meu espírito envenenado pelo respeito humano!
         Foi Ozanan quem fundou, depois, com um grupo de amigos universitários da Sorbonne, a grande Sociedade de São Vicente de Paulo, os vicentinos”.

         Estamos vivendo o período da espera e preparação para a comemoração da Páscoa, da Ressurreição do Senhor Jesus, da passagem para uma experiência de vida mais positiva, mais dinâmica, mais confiante, mais solidária, mais plena de fé.
         Os jovens esperam ver o testemunho dos mais velhos, esperam aprender com a sabedoria dos mais experientes...
         A força renovadora da juventude está no amor, na crença, na certeza de conquistar o presente e o futuro. Os jovens são agentes de transformação da sociedade, que podem concretizar a fraternidade e buscar a paz.
         A presença de cada um de nós na sociedade pode e deve ser geradora de fraternidade, incentivadora de mudanças e transformações, motivadora da paz e animadora da esperança.
         É bom pensar na educação das crianças e jovens, neste tempo de tantas mudanças, de tanta tecnologia e modernidade. É necessária a procura do equilíbrio mental, emocional, espiritual e físico. É necessário o fortalecimento da fé e da confiança.
         E que Deus, nosso Pai, nos abençoe e inspire nas decisões que devemos assumir nas diversas situações da vida e do tempo presente.


                                         

Conhecendo a biblioteca



Os alunos do 1º ano da Maple Bear Canadian School Valinhos cumpriram na quinta-feira, 14 de março, roteiro de visita à Biblioteca Pública Municipal “Mário Corrêa Lousada”, da cidade de Valinhos. O grupo estudantil estava sob a coordenação da Diretora Educacional Josefina Palacio e a professora responsável pelo projeto Thais Helena S. Giraldo de Almeida.
Os objetivos da visita foram: levar as crianças a saberem que o município possui um espaço disponível a toda população, gratuito e destinado à pesquisa e incentivo à leitura de todos os documentos e gêneros textuais; compreender as regras que cerceiam sua utilização: silêncio, locais específicos para os diferentes gêneros textuais, credenciamento para empréstimos e devoluções, leitura dos usuários e, ainda, contação de história pela professora.
As crianças foram recepcionadas com muita atenção, cuidado e carinho por Maria José e todos os funcionários da biblioteca.
Segundo a professora Thais Helena foi um momento de encantamento e descobertas para as crianças, que despertou o interesse e entusiasmo para essa faixa etária, atualmente pouco estimulada para a formação de leitores de livros impressos, em razão dos avanços tecnológicos.
A filosofia da rede Maple Bear Canadian School do Brasil é formar leitores e oportunizar acesso a todos os instrumentos de leitura disponíveis e apresentar todos os gêneros literários. Esse foi o primeiro passo na formação de leitores críticos e de usuários da informação impressa como meio de ampliar os conhecimentos e a intimidade com a língua materna.
As crianças foram recepcionadas com muita atenção, cuidado e carinho por Maria José Leardini e todos os funcionários da biblioteca

Aprovação prevista


O vereador Aldemar Veiga Junior (DEM) deu entrada a uma petição na Câmara Municipal de Valinhos pleiteando ao prefeito Clayton Roberto Machado a alteração no artigo 213 do item 1 da Lei 3.915/20005 do Código Tributário Municipal.
Se a propositura do vereador for aceita pelos vereadores e referendada pelo prefeito, o recolhimento do valor da taxa decorrente de veiculação de publicidade em geral fica facilitado ao contribuinte. Ou seja, o pagamento se dará em lançamento mensal, durante o período de sua efetiva utilização.

A proposta do vereador Veiga se apresenta como justa, merecendo consideração e, sobretudo, a positiva apreciação dos demais vereadores, e sua consequente aprovação.

Tom Santos

Feliz Ayyám-i-Há!

Já na Pérsia antiga, o dia 21 de março era conhecido como Naw-Rúz, que significa “novo dia” em persa, e segundo a tradição, data de 3 mil anos. Os reis da antiga civilização persa destinavam este dia à audiência pública e recebiam o povo na sua corte com maior consideração. Durante milhares de anos foi comemorado como o dia de fraternidade, júbilo e alegria, dia de grande festa. O Naw-Rúz é tradicionalmente comemorado ainda hoje no Irã e também em outros países do Oriente Médio e Ásia Central, além de ser celebrado por indivíduos espalhados por diversos países.
Para os bahá'ís, o Naw-Rúz é um dia sagrado, e um dos motivos que o torna uma data especial é a combinação com o fim do período do jejum, que se inicia no dia 2 de março e termina na véspera do ano novo. O jejum é realizado entre o nascer e o pôr-do-sol (no calendário bahá’í os dias começam e terminam ao pôr do sol) como forma de purificação do corpo, reflexão e fortalecimento do espírito para o novo ano que se iniciará. No dia 20, os cerca de 8 milhões de bahá'ís espalhados pelo mundo se reúnem com familiares e amigos para fazer orações e festejar.
O fato do dia 21 de março ser identificado desde épocas remotas como um dia muito especial do ponto de vista astronômico também tem importância na Fé Bahá'í. Nesta data, o sol ilumina os dois hemisférios de forma igual e pelo mesmo ângulo, dando início à primavera no hemisfério norte e outono no hemisfério sul. Assim como a Terra passa pelo equinócio, e o equilíbrio de luz e calor faz com que a natureza física se renove, os bahá'ís acreditam que uma vida nova se insufla em cada ser humano.
Hoje, dia 21 de março, é o primeiro dia do ano 170 da Era Bahá’í. O Badí, calendário bahá'í, é baseado no ano solar, e consiste em 19 meses de 19 dias, mais os quatro “dias intercalares” que completam os 365 dias do ano. Foi adotado em 1844 quando o Báb, precursor da Fé Bahá’í, anunciou uma nova era, que teve início com a vinda de Bahá’u’lláh. Assim como foi Jesus Cristo, Buda, Zoroastro, Maomé e todos os grandes líderes religiosos, os bahá'ís acreditam que Bahá’u’lláh é o mensageiro de Deus para essa época.
Os principais ensinamentos da Fé Bahá’í se fundamentam na unidade: unidade de Deus, unidade da religião, unidade da humanidade.


“A terra é um só país, e os seres humanos seus cidadãos”
Bahá’u’lláh

“Habemus Papam Franciscum”



E assim, com esse anúncio, do balcão da basílica de São Pedro, o mundo soube que o sucessor de Bento XVI tinha sido escolhido para comandar os destinos da Igreja Católica Apostólica Romana. E surpresa maior, o novo pontífice é argentino, quando se esperava a eleição de um italiano, o cardeal Angelo Scola, favorito das casas de apostas, ou até mesmo de um brasileiro, o cardeal Odilo Pedro Scherer.

 Contudo, esquecemos que, já no conclave de 2005, que elegeu Bento XVI, Jorge Mario Bergoglio, foi o segundo mais votado entre os cardeais, atrás apenas de Joseph Ratzinger. E numa articulação do cardeal Óscar Maradiaga, de Honduras, o conclave rendeu-se à figura do arcebispo de Buenos Aires.

 E agora o trono de Pedro foi ocupado por Francisco — e não Francisco I — como teimam alguns, visto que não temos um sucessor com nome idêntico, como, aliás, o próprio papa faz questão de se autodenominar. Ele é Francisco — apenas Francisco —, numa clara alusão a São Francisco — “il poverello” (o pobrezinho) —, como os italianos chamam, carinhosamente, o santo de Assis. É o primeiro chefe da Igreja a adotar o nome Francisco.

 Contrariamente ao que se pensava, o papa não pertence à ordem franciscana, mas sim à ordem dos jesuítas. É egresso da Companhia de Jesus, corporação poderosa, cujo superior é conhecido como “Papa Negro”, em referência à cor da batina.

 Pela sua biografia e pela maneira como está se conduzindo à frente do papado, ganhou a simpatia do povo. “Como é doce, como é simples”, dizem. E como a voz do povo é também a voz de Deus, pegou... Francisco, o simples!

Mas o novo papa terá que enfrentar muitos desafios, para os quais o atual bispo emérito de Roma, seu antecessor Bento XVI, não teve forças. Afinal, não deve ser fácil lidar com a cúria romana e a burocracia pois, além de ser chefe da Igreja, é também chefe de Estado, visto que administra a Santa Sé, também chamada de Sé Apostólica que, do ponto de vista legal, é distinta do Vaticano.

Mas engana-se quem vê no atual papa diferenças do anterior. São diferentes sim na maneira de se conduzirem, pois Bento XVI, brilhante teólogo, é uma pessoa tímida, mais contida e intelectualizada, enquanto que o papa Francisco é extrovertido, simples, humilde, acostumado com o cheiro do povo. Mas convergem num ponto essencial: ambos defendem, com vigor, os dogmas da fé e da doutrina católicas.


O fato é que o novo pastor da Igreja me conquistou ao expor sua posição quando afirmou, sobre o ateísmo: “quando eu me encontro com pessoas ateias, compartilho com elas as questões humanas, mas não coloco logo de cara em discussão a questão de Deus, exceto se elas me incitam a isso. Quando isso ocorre eu explico a elas por que creio. (...) Não pretendo fazer proselitismo — eu as respeito e me mostro como sou. (...) Não tenho nenhum tipo de reticências. Não diria que um ateu está condenado porque estou convencido de que não tenho o direito de julgar sua honestidade — sobretudo se ele tiver virtudes, aquelas que engrandecem as pessoas. De toda forma, conheço mais gente agnóstica do que ateia. O agnóstico duvida; o ateu está convencido. Temos de ser coerentes com a mensagem que recebemos da Bíblia: todo homem é a imagem de Deus, seja ele crente ou não. Por essa única razão, tem uma série de virtudes, qualidades, grandezas. Caso tenha baixezas, como eu também as tenho, podemos compartilhá-las para nos ajudarmos mutuamente a superá-las.” Maior clareza impossível!...

sábado, 16 de março de 2013

GIRO CULTURAL – A USP E A SÃO PAULO MODERNISTA


“O Museu Paulista era um projeto das elites paulistas que, depois, associadas a artistas e intelectuais, criaram o Modernismo.” (Maria Arminda do Nascimento Arruda, pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária da USP e autora do premiado livro Metrópole e Cultura)
            No final de janeiro, por indicação de uma amiga, descobri o site para me inscrever no Giro Cultural: www.sinteseeventos.com.br/girocultural
            O passeio gratuito, que acontece sempre aos sábados, das 10h às 14h, só tinha vagas disponíveis para 23 de fevereiro. Me inscrevi. Chegado o dia 23, lá fui eu, rumo à estação do Metrô Alto do Ipiranga, que é o local de saída e chegada do passeio.

            Logo depois das catracas, alguém segurava uma placa onde se lia “Giro Cultural” – que bom! Não há como se perder. E assim, as pessoas inscritas foram chegando e se unindo ao grupo.
            Uma guia turística e monitores nos orientaram e nos conduziram ao ônibus, para iniciarmos o percurso. Em cada banco, havia um bloco de anotações, caneta, marcador de livro e um folder Caminhos da Cultura. Recebemos informações mais detalhadas do roteiro:
            A equipe de mediadores é formada por historiadores, artistas plásticos e arquitetos. Seu objetivo é oferecer aos visitantes um olhar distinto sobre a implantação do Modernismo na cidade, em suas múltiplas dimensões (arquitetônica, urbanística, econômica, sociocultural e política), evidenciando a passagem do século XIX até o ápice da consolidação do projeto modernista na cidade de São Paulo, na década de 50.
            A USP e a São Paulo Modernista é o primeiro roteiro do Giro Cultural USP realizado fora da Cidade Universitária. Este é um programa da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) da Universidade de São Paulo, criado com o objetivo de estimular a divulgação da grande riqueza do patrimônio arquitetônico, artístico e cultural – material e imaterial – da USP.
            O roteiro tem pontos de parada em três unidades da USP: o Museu Paulista, no bairro do Ipiranga; o prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) na Rua Maranhão, no bairro de Higienópolis e o Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP, no Parque Ibirapuera.
            Do metrô até o Museu Paulista ouvimos uma música de Heitor Villa- Lobos. Fomos divididos em dois grupos e visitamos a área externa e jardins do museu. No percurso para o prédio da FAU (casarão art nouveau do início do século XX que pertenceu à família Álvares Penteado), passamos pelos casarões da família Jafet, na Rua Bom Pastor, no Ipiranga. No centro da cidade pudemos observar muitas edificações. Dentre elas, os edifícios Montreal (1954), Eiffel (1956) e Copan (1966), projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer. No percurso para o MAC (construído na mesma época que a Cidade Universitária, na década de 60), foi servido um lanche e exibido um vídeo. 
            Foi um programa diferente e muito rico, para uma paulistana que se dispôs a olhar para os caminhos que fazem parte do dia-a-dia, com ‘olhar de turista’, com a orientação de profissionais altamente capacitados e muito cordiais. Registro aqui meus agradecimentos a toda a equipe – motorista, guia, monitores, organizadores, assessoria de imprensa. Bom saber que também é de pessoas assim que o Brasil é feito!
Giro Cultural USP - A USP e a São Paulo Modernista
Data: sábados, das 10h às 14h

Inscrição: gratuita pelo site www.sinteseeventos.com.br/girocultural
Informações: (11) 3091-1190
Número de vagas: 40
Classificação indicativa: a partir de 7 anos, desde que acompanhadas por um responsável
Local de saída e chegada do ônibus: Estação Alto do Ipiranga do Metrô

O roteiro não é acessível a pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida.

sábado, 9 de março de 2013

FEMININO PLURAL


“Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro.”
 (Clarice Lispector – escritora)

            Feminino é mais, muito mais que um “adjetivo oposto a masculino”. Vai além de ser um substantivo masculino e um gênero. Feminino é plural, é múltiplo.
            Múltiplo, por definição de Silveira Bueno, no Minidicionário da Língua Portuguesa, “abrange muitas coisas; que não é simples nem único; diz-se de um número que contém outro duas ou mais vezes exatamente”. Nunca vi definição mais poética num dicionário. Talvez haja outras. Talvez seja o olhar de hoje, feminino, plural, múltiplo, que faz ver além da semântica.
            Mulheres são assim, além do significado. Se não forem, podem ser ainda meninas – e a fase de maturação, independe da idade...
            Mulheres são multiplicadoras – de vida, ideias, sonhos e amores. São realizadoras, vibrantes. Se não forem, podem estar afastadas de si mesmas. Mas que o afastamento, se inevitável, seja breve. Senão, ofusca a essência.

            O essencial é o indispensável. Assim como a palavra o é para a poesia, em verso ou prosa. Com ou sem rima.
            Mulheres são essenciais, poéticas e muito modernas – da Idade da Pedra, ao século XXI. De diferentes estilos, cores e formas. De amores possíveis e impossíveis.

            Mulheres são como caleidoscópios – multiformes, multicoloridas, multicelulares.

sábado, 2 de março de 2013

INFRAESTRUTURA PARA O DESENVOLVIMENTO – PARTE 2



“A verdadeira dificuldade não está em aceitar ideias novas, mas em escapar das ideias antigas.” (John Maynard Keynes – economista inglês)


Claudio Bernardes,
presidente do SECOVI.
            A segunda parte do evento ocorrido no último dia 20, na FAAP/SP (Fundação Armando Álvares Penteado), começou com um painel, no Centro de Convenções. O fio condutor foi o tema “As perspectivas da construção civil em 2013 – demanda por engenheiros”.
            Claudio Bernardes, presidente do SECOVI, falou sobre “Desenvolvimento urbano e sustentabilidade”. Há urgência de ações voltadas à inclusão e coesão social. Os espaços públicos, as áreas verdes, o uso e ocupação do solo e o sistema viário precisam ser estruturados com foco na concepção de projetos sustentáveis – social, ambiental e economicamente. A estrutura urbana precisa de muita atenção e investimentos. Afinal, estima-se que atualmente cerca de 85% da população mora em 0,5% da área urbanizada do Brasil.
Basílio Jafet 

Falando de forma prática e objetiva, o custo de uma edificação com implantação de projeto sustentável tem orçamento aumentado em 10 a 15% do valor total da obra. Mas o futuro agradece o investimento!
Sérgio Watanabe
Basílio Jafet, presidente da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias, discorreu sobre o panorama do mercado imobiliário. A compra da casa própria ainda é item fundamental dentre as expectativas de vida dos brasileiros. Aluízio de Barros Fagundes, presidente do Instituto de Engenharia de São Paulo e Sérgio Watanabe, presidente do SINDUSCON/SP, falaram predominantemente sobre os desafios aos futuros engenheiros. Para tanto é, cada vez mais, imprescindível sólida formação acadêmica, boa comunicação e constante atualização.
O encerramento foi com as palestras dos engenheiros Eduardo Pedrosa Cury, Victor Mirshawka Jr e Marcos Alberto de Oliveira, com o tema “A carreira do engenheiro e o empreendedorismo tecnológico”.
A conclusão é de que a Engenharia, em seus conceitos e aplicações, existe para simplificar e melhorar a vida das pessoas. A demanda será de cerca de noventa mil engenheiros, até 2014. Foi-se o tempo em que o engenheiro ‘virava suco’ – expressão muito usada na década de 80, quando a profissão era pouco valorizada, forçando os profissionais a buscarem melhores alternativas de fonte de renda. Mas isso é passado.

Curiosidade, pensamento lógico, solução de problemas, visão sistêmica, atenção aos detalhes e persistência são características fundamentais para o engenheiro do século XXI. 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

INFRAESTRUTURA PARA O DESENVOLVIMENTO – PARTE 1





            “São obras, ações e investimentos em infraestrutura, logística e capacitação profissional que estão pavimentando o caminho para o ambiente empreendedor paulista, oferecendo oportunidades e mais qualidade de vida aos habitantes de nosso Estado.” (Revista Gerente de Cidade – nº 64)

            O desenvolvimento de uma cidade não é viável, sem que haja uma infraestrutura que o suporte. Dos pequenos municípios às grandes metrópoles, é sentida a carência de engenheiros que estejam preparados para os desafios do século XXI.
            Por essa razão, a Faculdade de Engenharia da FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) organizou o seminário “ São Paulo: Infraestrutura em Sintonia com o Desenvolvimento”. O evento começou com a aula magna proferida pelo Governador de São Paulo Geraldo Alckmin, na última quarta-feira, no Teatro FAAP (SP).
Da esquerda para a direita: diretor cultural da FAAP - Victor Mirshawka, governador do Estado de São Paulo - Geraldo Alckmin,  presidente do
Conselho de Curadores da FAAP - Celita Procopio de Carvalho e o diretor da Faculdade de Engenharia da FAAP - Antonio Rafael Namur Muscat.

            Dentre os projetos apresentados, destaca-se a implantação de linhas de trens regionais. Serão implantadas em três trechos, de São Paulo a Jundiaí, Sorocaba e Santos. O transporte ferroviário é rápido, econômico e não-poluente – características intrínsecas ao conceito de sustentabilidade, que deve atender os aspectos social, econômico e ambiental.
            A primeira linha, cuja obra licita até o final do ano, é a que liga São Paulo a Jundiaí. O trem expresso fará o trajeto entre o bairro da Água Branca, na capital, até Jundiaí. Não haverá paradas, portanto será feito em 25 minutos. A previsão para início da operação do serviço é entre 2016 e 2017, por meio de Parceria Público-Privada (PPP).

            O governador discorreu sobre vários projetos e sobre a carência de profissionais da área de Engenharia, sem os quais nada se pode realizar. Com sua peculiar assertividade e fluência, foi o grande destaque da programação na parte da manhã, encerrando sua participação com uma coletiva à imprensa presente no evento.

            Na parte da tarde, já no Centro de Convenções, dois painéis fecharam o evento. Mas este é o capítulo da próxima semana! Até lá!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

GERENCIAMENTO E BRILHO NOS OLHOS


“Bem feito é melhor do que bem explicado.” – Benjamin Franklin (Jornalista, editor, autor, cientista, diplomata, inventor)

            Gerenciamento de projetos, gestão financeira, gestão de pessoas, estratégias e inteligência competitiva, busca pela excelência – além de serem termos e expressões em voga, podem ser a diferença entre sucesso e fracasso.
            Novas tecnologias, sustentabilidade e responsabilidade social são ingredientes imprescindíveis para a sobrevida das empresas e das pessoas, no século XXI.
            Somos seres sociais, complexos. Não dá para negar a interação entre vida pessoal e profissional. Agir com objetividade e profissionalismo é, além de desejável, possível. No entanto, há aspectos inseparáveis. Como diz o professor Marcos Alberto de Oliveira, coordenador pedagógico dos cursos de pós-graduação da FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), “quem toma uma decisão de carreira, toma uma decisão de vida.”

            Assim como respeitamos o tempo dos processos fisiológicos ou da natureza, há que se respeitar esse mesmo tempo na implantação e execução de novos projetos. Alguns ciclos e etapas não podem ser apressados ou suprimidos. Daí um ótimo motivo para nos habituarmos com a execução de projetos – aumentamos nossas chances de acerto, em tudo!
            Algumas áreas de atuação profissional habituadas aos conceitos que envolvem projetos, são: Engenharia, Arquitetura, Administração de Empresas – públicas ou privadas. É direcionada a essas áreas a proposta de alguns cursos de extensão e pós-graduação oferecidos por algumas instituições de ensino.
            Ciente da importância da educação continuada, Notícias de Valinhos não poderia deixar de informar sobre mais esta oportunidade de conhecimento e capacitação. As duas últimas palestras proferidas pelo professor Marcos Alberto de Oliveira na FAAP, ofereceram a oportunidade de reflexão e informação sobre vários dos aspectos que envolvem o gerenciamento de projetos e o potencial de competitividade que confere às empresas.


            É preciso interesse, trabalho, investimento de tempo e dinheiro para trilhar o caminho do sucesso – pessoal, acadêmico, profissional. É preciso estabelecer metas e seguir em frente. É preciso acreditar – que é possível realizar sonhos. É preciso coragem – para não desistir frente às oposições. E saber que, gostar do que se faz e fazê-lo da melhor forma possível, ainda faz diferença entre meros sonhadores e efetivos realizadores.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

RECONHECIMENTO E CELEBRAÇÃO


"Sem leitura não se pode escrever. Tão-pouco sem emoção, pois a literatura não é, certamente, um jogo de palavras. É muito mais. Eu diria que a literatura existe através da linguagem, ou melhor, apesar da linguagem." Jorge Luis Borges – escritor argentino


Há algumas semanas publicamos aqui no Notícias de Valinhos, uma matéria sobre ‘Borges, o gato’. Na semana seguinte, saiu mais uma página, em agradecimento às provas de carinho de seus fãs humanos. Pois bem, nesta semana a revista Veja se rendeu e reconheceu a força dos gatos que se tornaram celebridades!
A matéria inicial falava sobre o fenômeno felino na internet em todo o mundo. Não citaram Borges. Pra quê?! Segundo a própria revista, centenas de fãs escreveram ao site para reclamar. Prontamente, o charmoso gato branco passou a figurar na lista com honras – Borges, o gato brasileiro mais famoso da internet!   
Borges é um gatinho do Rio de Janeiro, que vive com seus donos Emanoelle e Vinícius em Jacarepaguá. Ele tem quase 10.000 fãs no Facebook, é estrela de um blog com dicas felinas e personagem de vídeos no YouTube.   

Conforme o prometido em janeiro, esta é a primeira entrevista (via e-mail) concedida por Borges, o gato. Notícias de Valinhos saiu na frente e publica, na íntegra e sem distorções, suas respostas às nossas perguntas:
Como você teve a ideia de começar a escrever na internet, criar uma página no Facebook?
“Quando papai e mamãe me adotaram, eles colocavam fotos minhas na internet e na fanpage. Eu, com o tempo, fui aprendendo a ler e a escrever e comecei a pedir para usar o blog e a fanpage em que eles postavam as fotos. Fui desenvolvendo a escrita e me apropriando dos meios virtuais, o blog deixou de ser só de fotos e passou a ser um blog de filosofia e crônicas felinas ilustradas.”
Conte-nos um pouco de você - sua idade, como encontrou sua família... ou como eles o encontraram.
“Eu tenho 1 ano, nasci em 28 julho de 2011. Minha família me encontrou em uma gaiolinha do Campo de Santana, no Rio de Janeiro - RJ. Eu estava para adoção e eles chegaram alguns segundos antes de um tio esquisito que também queria me adotar!”
O que pensa sobre o sucesso dos felinos na web? E sobre a reportagem da Veja Digital?
“O sucesso dos felinos é muito importante para desmistificar o preconceito que sofremos. A internet possibilitou que nós gatos tivéssemos nossa imagem reabilitada. Mas acho grave também o fato de pessoas explorarem a imagem felina de forma indevida para autopromoção ou mesmo quando passam uma imagem simplista dos gatos: são sempre mal humorados, antipáticos ou sofredores que precisam ser salvos pelos nobres humanos.
A reportagem na Veja é o resultado do que meus fãs proporcionam: são carinhosos, são engajados, então é vantagem para a revista me divulgar, pois está conquistando a simpatia de um público muito fiel. Ao mesmo tempo, para mim é importante, pois posso chegar a novas pessoas e apresentar o que tenho chamado de Literatura Felina.”
E o seu sucesso? O que está significando? Altera algum de seus projetos iniciais?
“Meus projetos mais importantes são comer, dormir, comer, ler, escrever, dormir, comer. Sempre fiz isto, sempre farei isto. Acho que para um gato, não altera quase nada, a não ser o número de leitores. Seria bom se pudessem vir mais petiscos e sachês com a fama.” 
Qual a principal mensagem que você quer transmitir, qual o recado que você deixa para os seus fãs?
“Não gosto de passar mensagens diretas, gosto de escrever e cada um que ache seus próprios significados. Mas, é inegável que através dos textos sempre quero deixar transpirar o amor pelos livros, pelas artes, pela ironia, pelas coisas simples e desprezadas, como uma bolinha de papel ou um arame de fechar pão. Gatos são grandes companheiros dos livros. Olhe os sebos antigos e ali estão gatos que já leram todos os livros e não contam pra ninguém, não querem dar lição de moral, leem por puro prazer. Os humanos deveriam experimentar viver mais em busca destes pequenos prazeres do que para dar lições de vida. Um gato, quando entra em uma casa, costuma-se dizer que foi salvo, resgatado por um humano. Mas eu peço que olhem diferente: quantas casas um gato já salvou: da tristeza, das brigas, da saudade, dos problemas.”
Assim como faz o Antônio Abujamra, no programa "Provocações" da TV Cultura - o que você gostaria que eu tivesse perguntado que não perguntei?
“Sempre gosto de falar do meu nome: Borges. Gosto dele, pois é de um escritor argentino do qual já li todos os livros algumas vezes. Mais que me conhecer, gostaria que todos os meus fãs conhecessem esse outro Borges, que foi imenso escritor e nunca imaginou que um gatinho nascido no Brasil, como eu, teria a audácia de lhe dar uma espécie de abusada continuidade. Espero, junto com meus leitores, habitar mundos novos, de realidades novas, ideias novas, tecnologias novas, um mundo muito menos real que este e justamente por isto muito mais possível.”


E teve a palavra Borges, o gato. De Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, direto para Valinhos, em São Paulo.  E como disse Borges, o escritor, “Sou um homem de letras, nada mais... Sou um fazedor de sonhos.” Assim também é o gato Borges (e todos os outros), deixando a vida melhor, mais possível.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

ENCONTRANDO UM NOVO CAMINHO



            “Nem todo uso de álcool leva ao abuso, porém, todo abuso encontra o uso moderado na sua origem.” (Klaus Rehfeldt – Assistente Social e Escritor catarinense)

            O uso e até mesmo o abuso do álcool é muito estimulado, desde a adolescência. Por se tratar de uma droga lícita, cuja dependência é aleatória e atinge de 10 a 15% da população, a exposição aos riscos é enorme. Ninguém pode saber se é portador do alcoolismo, até que comece a beber.

A dependência química é muito democrática – atinge homens e mulheres, de todas as raças e credos. Independente de posição social, instrução, formação cultural e faixa etária. Sempre foi assim. Sempre será.

            Apesar de ser visto como um vício, o alcoolismo é considerado uma doença, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 1967. Por ser irreversível, incurável, progressiva e fatal, se não for contida, leva à loucura ou à morte prematura. Caracteriza-se por uma obsessão pelo uso da bebida, que se instala e que, nos últimos estágios, domina totalmente seu portador. Um alcoólico tenta, por muito tempo, controlar o uso da bebida. Acredita realmente que isso seja possível. Mas não há controle no alcoolismo.

            Devido à falta de informação e às características da doença, muitos continuam negando, tentando esconder ou minimizar os efeitos nocivos do uso e abuso do álcool.

            O alcoólico tenta. A família tenta. Amigos e empregadores tentam. Até que não seja mais possível negar, esconder, ignorar.  

            A boa notícia é que, através da abstinência total e permanente do álcool, é possível deter a doença. Não é fácil, mas é possível. Um dos caminhos é o alcoólico reaprender a viver, através da programação de Alcoólicos Anônimos.

            Outra boa notícia é que também há esperança para familiares e amigos de alcoólicos. Os Grupos Familiares Al-Anon e Alateen oferecem compreensão e apoio necessários àqueles que desejam uma vida melhor, independente do alcoólico continuar bebendo ou não. O Al-Anon é para adultos e o Alateen é para jovens de 12 a 19 anos, que sentem que suas vidas foram ou são afetadas pela maneira de outra pessoa beber. É muito importante que o familiar procure informação e ajuda, porque a convivência com um alcoólico pode deixar marcas e causar comportamentos inadequados, que o tornam insensato, sem perceber.
            Nestes grupos a recuperação se dá através de ajuda mútua, por meio do programa sugerido de recuperação, que oferece uma nova maneira de ver e viver o dia-a-dia. A troca de experiências, força e esperança, à luz do programa de “Doze Passos”, transforma e salva vidas e famílias no mundo todo, desde 1935!
            Nestes grupos, não são cobradas taxas, nem mensalidades. São autossuficientes, através das contribuições voluntárias dos próprios membros.

            Há grupos de AA, Al-Anon e Alateen no mundo inteiro. Para obter maiores informações e saber onde encontrar o grupo mais próximo, basta consultar os classificados de jornais ou revistas em sua localidade ou seus respectivos sites.
           

Alcoólicos Anônimos – www.alcoolicosanonimos.org.br
            AA em Valinhos:
Grupo Renascença – Rua Campos Sales, 472 – fundos, Igreja Vera Cruz – reuniões toda 2ª e 4ª às 20h
Grupo Salva Vida – Rua Pe. Manoel Guinaut, 81 – sala 2, na Igreja São Sebastião – reuniões toda 5ª feira às 19h30min.

Al-Anon e Alateen – www.al-anon.org.br
            Al-Anon em Valinhos:
Grupo Santa Cruz – Rua Campos Sales, 432 – fundos, no Centro Comunitário – reuniões toda 4ª feira, às 20h.

Grupo Reviver – Rua Pe. Manoel Guinaut, 82 – sala 1, na Igreja São Sebastião – reuniões toda 3ª feira às 14h.