sexta-feira, 13 de setembro de 2013

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“Os meios de comunicação existem para incomodar. Um jornalismo cor-de-rosa é socialmente irrelevante”  (Carlos Alberto Di Franco, diretor de Master em jornalismo e professor de ética da Comunicação).


Desde que surgiram as primeiras publicações periódicas, no século XVII, a imprensa tem constituído um permanente canal de informação e comunicação para a sociedade, em todos os países do mundo.
Em Lisboa, a Gazeta começou a circular em 1641, sendo o primeiro periódico que se crê ter existido em Portugal. Antes dela já existiam os chamados papéis volantes – relações ou notícias avulsas, que não apresentavam a periodicidade que caracteriza o jornalismo.
No Brasil, em 1746, foi inaugurada uma tipografia no Rio de Janeiro, fechada no ano seguinte por Carta Régia que proibia a impressão de livros ou papéis avulsos na Colônia. Em 1808, com a vinda da Coroa Portuguesa, houve a fundação da Imprensa Régia, que depois passou a chamar-se Imprensa Nacional. Em 1821, o príncipe regente Dom Pedro I decretou o fim da censura prévia a toda matéria escrita, tornando a palavra impressa livre no país. (Cumpre notar que, por dois períodos ditatoriais, o da ditadura Vargas e o da ditadura militar, houve a  volta da censura prévia aos meios de comunicação em geral e à imprensa escrita em particular!). Em 1825, foi fundado o Diário de Pernambuco, o mais antigo jornal em circulação da América latina. Em 1827, surgiu o farol Paulistano, o primeiro jornal de São Paulo.
Em 1878, a revista O Besouro do Rio de Janeiro, publicou as primeiras fotos da imprensa brasileira, retratando crianças mortas pela seca do Nordeste – como se nota, um problema antigo e ainda sem solução! Em 1892, surgiram os primeiros jornaleiros e as primeiras bancas de jornal no Brasil.
Assim, ao longo do tempo, a imprensa escrita brasileira tem se adaptado às mudanças sócio-histórico-culturais, ao mesmo tempo em que mantém suas marcas de identidade; interpreta a atualidade dos fatos, baseada em referências históricas recentes; explica com outros detalhes o que os leitores ouviram no rádio, viram na televisão ou leram rapidamente na internet.
Um jornal de cidade do interior, por sua vez, tem ainda o objetivo de proporcionar aos leitores, informações relevantes, úteis ou interessantes, focalizadas sob o ponto de vista da comunidade do local onde circula.
Essa imprensa cumpre uma função de coesão social: integra os cidadãos, aumenta o interesse pelos problemas alheios, alertam para acontecimentos e novas perspectivas críticas.
Assim, ao completar novecentas edições de circulação e distribuição gratuita em Valinhos, Vinhedo, Louveira e Itatiba, NOTÍCIAS se coloca como um meio de comunicação disposto a incomodar, a ser socialmente relevante, a continuar independente e livre de influências político-partidárias.
Segundo o importante colunista do The New York Times, William Safire, o jornalismo tem futuro hoje, entre outras razões, porque “o partido político no poder precisa de um contestador à altura e não de um líder de torcida; e os que estão fora do poder precisam da ajuda da imprensa para fazer os que estão dentro prestar contas”.

NOTÍCIAS tem a intenção e o objetivo de continuar, como até aqui, a fazer essa ponte, porque a imprensa é um meio de transformação social e amadurecimento cultural. E jornalismo é sério demais para que o público se contente apenas em consumir informações. E porque “o prestigio de uma publicação não é fruto do acaso. É uma conquista de cada edição. A credibilidade não convive com a leviandade e só há uma receita duradoura: profissionalismo, ética e talento”, como disse o jornalista Carlos Alberto Di Franco.
Texto
Tom Santos














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