sexta-feira, 5 de maio de 2017

Café Filosófico CPFL discute medicalização e psicanálise no mundo contemporâneo






“Pílulas e Palavras” são os temas do Café Filosófico CPFL de maio, com a curadoria do psicanalista e psiquiatra Alfredo Simonetti. A série de encontros, abertos ao público, em Campinas, e com transmissão ao vivo no site, questiona o que podem a psiquiatria, a psicanálise e as psicoterapias, com seus medicamentos e palavras, fazer por quem vive se debatendo com os sintomas da modernidade.

“O que podem aqueles que se colocam na posição de paciente, e delegam aos clínicos a responsabilidade pela ‘cura’ de seus sintomas? Será que existe mesmo um sofrimento novo ou trata-se apenas da velha e conhecida angústia humana repaginada pelas palavras criativas dos nossos intelectuais?”, questiona o curador.
Segundo ele, embora se possa mesmo fazer este questionamento parece, inegável a existência de uma “vivência contemporânea” das velhas angústias. “Este módulo pretende tratar destas vivências e destes remédios, fornecendo alguns elementos para a discussão dessas questões.”



No primeiro encontro, hoje, sexta-feira, às 19h, Simonetti discute “A invenção do remédio”. A ideia é mostrar como a psiquiatria que cuidava das doenças mentais passou a cuidar também da infelicidade cotidiana, chamada mal-estar contemporâneo. A palestra discutirá quando isto começou, quais os avanços tecnológicos e farmacológicos  que permitiram esta ampliação de função, e quais os discursos e práticas sociais que o legitimaram.

Ao longo do mês o Café Filosófico CPFL discutirá ainda o papel da psicanálise nos dias atuais, o protagonismo do corpo no cotidiano e no divã psicanalítico e os novos papéis dos médicos no mundo contemporâneo.



Confira a programação
05/05 | sex| 19h
A invenção do remédio
Com Alfredo Simonetti, psiquiatra e psicanalista
A psiquiatria que cuidava das doenças mentais passou a cuidar também da infelicidade cotidiana chamada mal-estar contemporâneo. Esta palestra discute quando foi que isto começou, quais os avanços tecnológicos e farmacológicos  que permitiram esta ampliação de função, e quais os discursos e práticas sociais que o legitimaram.

12/05 | sex | 19h
Pra que serve a psicanálise hoje?
Com Wilson Klain, psicanalista
Há mais de um século caminhamos em companhia da psicanálise, e agora que enfrentamos os tempos pós-modernos o que o olhar psicanalítico nos mostra? Quais são os sintomas mais problemáticos da atualidade? A “utilidade” da Psicanálise hoje difere da sua participação nos tempos que foram percorridos até aqui em sua companhia?

19/05 | sex| 19h
Corpo en-cena
Com Claudio Mello Wagner, psicólogo
De mudo e encoberto na era vitoriana, o corpo vem tomando protagonismo no cotidiano e no divã psicanalítico. As angústias, conflitos e sintomas da vida moderna se corporificam em posturas, hábitos, gestos e somatizações. Como a análise psicocorporal reichiana lida com os sintomas do mal-estar contemporâneo?

26/05 | sex| 19h
Os sócios de Deus
Com Alfredo Simonetti, psiquiatra e psicanalista
Há um novo médico entrando em cena. Aquela figura do médico sábio, acolhedor e generoso é cada vez mais difícil de ser encontrada nos consultórios. O “médico nosso de cada dia “ não existe mais, em seu lugar surge o médico pós-moderno: competente, tecnológico, estudioso, atualizado, jovem e compenetrado em sua excelência técnica.

Mais informações em institutocpfl.org.br







Edição n.º 1008

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